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segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Freira

                                       

Abri minha caixa de mensagens e vi um e-mail de uma pessoa desconhecida; fiquei com receio de ler. Há pessoas que mandam vírus, imagens pornográficas e outras coisas desagradáveis para pessoas que elas nem conhecem, só para sacanear, atrapalhar, prejudicar os outros. 
Na maioria das vezes esses e-mails parecem que foram enviados por amigos, conhecidos ou familiares nossos, mas não são. Por que as pessoas fazem isso? Qual é a graça em prejudicar o outro? Não entendo.
Decidi abrir e ler o e-mail e era de uma freira que pesquisava sobre Acromegalia e encontrou meu blog. Que bom abrir o e-mail de uma pessoa séria, bacana e que enfrenta o mesmo problema da gente. Que bom encontrar pessoas educadas que entendem e respeitam nossos problemas. Que bom encontrar pessoas que não nos julgam, mas que oferecem ajuda.
Respondi ao e-mail da freira, a Irmã Carla, e depois falei com ela pelo Facebook.
Ela havia tentado outros blogs mas não obteve resposta; comigo foi a mesma coisa: a Silvia pesquisou e encontrou um blog sobre Acromegalia e enviou para mim, tentei inúmeras vezes entrar em contato com a colega acromegálica mas ela não retornou. 
Criei então esse meu blog que completa um ano. Que legal!
A Irmã Carla disse que teve receio de me escrever porque pensou que seria ignorada por mim e também sentia-se insegura quanto à minha reação pelo fator de ser freira.
Não vejo nenhum problema em ser freira, espírita, católico, evangélico, judeu, muçulmano, macumbeiro, gay, palmeirense, corinthiano, nordestino, sulista... Não me importa mesmo! Se me tratam com respeito é com respeito que tratarei a todos! Todos temos direito de escolher nosso modo de viver, nossas opções sexuais, religiosas, politicas... Só discordo quando há desrespeito, violência, arrogância, ignorância.
Devemos evitar o julgamento, devemos procurar conhecer para entender.
Eu sou prova viva e ambulante disso, sou julgada por minha aparência acromegálica mas minha cara feia e brava não reflete quem eu sou de verdade! Sou uma pessoa de bom coração, chorona, molenga, manteiga derretida, que adora livros, bichos e plantas, que adora escrever e conhecer pessoas que enfrentam a mesma batalha.
Que eu, Irmã Carla, meu colega gaúcho Valdir Vani, meus colegas gringos de Acromegalia e todos os que enfrentam algum tipo de problema possamos encontrar a saúde, a paz e possamos viver uma vida digna e feliz. 
Sejamos nós diferentes em nossas opções religiosas, sexuais, políticas etc, mas que sejamos iguais em nosso direito pela vida, pela saúde, pela felicidade.
Dias melhores virão, já dizia mamãe.
É isso.

                                           

sábado, 11 de agosto de 2012

Língua Portuguesa

                                              

"... inculta e bela", Olavo Bilac.
Sou patriota e bairrista assumida, mas respeito sempre a tudo e a todos.
Aliás, respeito é o meu lema, é minha palavra de ordem. Vivemos em um mundo tão complicado onde pessoas se julgam no direito de violar, matar, destruir aquilo que não entendem e não aceitam.
Se não entende não aceita, se não aceita não entende. Forças proporcionalmente inversas.
Inversamente proporcional à cultura, tecnologia, modernidade, comunicação e ao avanço que temos hoje: avanço em várias áreas da Sociedade, Medicina, Educação, Tecnologia, tal e coisa, coisa e tal.
À medida que avançamos em algumas áreas parece que retrocedemos em outras, principalmente na área das relações humanas.
É gente explodindo templos, atirando em pessoas de religiões, culturas e etnias (evito o termo raça, pois para mim só existe uma raça: a Raça Humana!) diferentes. Pra que isso, meu Deus do céu?!
Bom, mas eu falava sobre a bela Língua Portuguesa...
Esta também sofre violência por parte de seus falantes nativos que a falam e a escrevem com um desrespeito e descaso desmedidos!
É aí que entra meu bairrismo e meu patriotismo. Explico.
Para começar, parece que o Infinitivo (forma natural do verbo, sem conjugação) caiu em desuso e as pessoas "comem" a letra "R" ao falar e ao escrever. Na forma oral até que passa despercebido, mas na forma escrita confunde o leitor. Por exemplo:
"Ele vai fala(r), Ela vai liga(r), Nós vamos dize(r), Você vai pega(r)..."
Entenderam?
Vejo muito disso nas redes sociais, principalmente no Facebook, e isso escrito por estudantes de Direito, Enfermagem, Administração... Os futuros "dotôs" e "dotôras" estão massacrando a Língua Portuguesa e não percebem. Jesus!
Escrevem: "Muleke, 9dade(novidade), naum (não), aki (aqui), voçe (você)..."
Outra barbaridade é a falta da letra "U" no final dos verbos conjugados no Pretérito Perfeito: "Ele falo (falou), Ela pego (pegou), Você comento (comentou)..."
De novo: Na forma oral entende-se perfeitamente, mas na forma escrita confunde o leitor.
Confunde porque não sei a pessoa já praticou a ação, vai praticar ou não! É preciso Caetenear para entender o abuso imposto à nossa bela língua pátria.
Para piorar, ainda inventaram esse inútil e besta Acordo Ortográfico que tirou acentos gráficos das palavras; agora é voo, enjoo, ideia, linguiça... tudo sem acento. A desculpa dada é para aproximar os países lusófonos (falantes da Língua Portuguesa). Pode até ser na forma escrita, mas na forma oral (falada) e cultural cada um tem sua própria marca, seu estilo.
E qual a desculpa para isso? Para facilitar a vida do pobre estudante?
Ora! Me "pópi", como dizia papai.
Em um país continental que fala uma única língua (oficialmente), o estudante tem mais é que estudar mesmo e procurar escrever corretamente! 
Já pensou se aqui a população falasse quatro línguas ou mais como em muitos países europeus?
Tive professores que me chamaram de radical e assumo o adjetivo com orgulho.
Claro, não queremos ter/ver jovens e a população em geral dizendo: "Vossa Mercê, ó nobre rapariga, gostaria de me acompanhar ao cinematógrafo? Preciso apenas trocar o pneumático de meu automóvel que se encontra desprovido de ar".
Hoje dizem: "Vai colar na balada? Vai rolar quero tchu tcha, tchererê, lê, lê, oi, oi, oi..."
Como o perdão das palavras.
Bom,
Outro absurdo cometido é o tal do "Pra mim fazer, Pra mim isso, Pra mim aquilo".
Pra mim não conjuga verbo, certo? 
Por exemplo: "Ele deu o livro pra mim", correto.
"Ele deu o livro pra mim ler", incorreto.
"Ele deu o livro para eu ler", correto.
Outra aberração: "Menas". 
"Tinha menas pessoas, menas gente, menas vezes..." Menos é invariável, então é sempre "Menos pessoas, Menos gente, Menos vezes", menos qualquer coisa!
Mais: A gente= Nós, Pessoas.
Agente= agente secreto, agente químico etc...
Outra coisa que me incomoda é a imposição linguística (gostava mais do trema na palavra, mas esse bendito acordo ortográfico!) imposta por poderosos e influentes meios de comunicação. Usei "imposição e imposta" para enfatizar o que quero dizer. Beleza?
Interessante que artistas, jornalistas e afins que vêm de outros estados brasileiros precisam "perder" o sotaque para se encaixarem nos padrões globais de televisão. Até entendo que precisem suavizar o sotaque para que possam ser compreendidos pelos outros brasileiros das outras regiões do país. Imaginemos: "O guri comeu cacetinhos e negrinhos; A macaxeira e o jerimum estavam arretados de bom".
Nem todos entenderiam os significados de cacetinhos, negrinhos, macaxeira e jerimum, (baguete, brigadeiro, mandioca ou aipim e abóbora, respectivamente).
Até aí, tudo bem.
Mas não vejo porque artistas precisam tanto falar um "carioqueixxx" forçado. Nada contra a bela cidade maravilhosa do Rio de Janeiro.
Faustão e Luciano Huck são paulistanos/paulistas e falam normalmente sem carregar em um forçado sotaque carioca como faz Angélica, que é paulistana do ABC (Santo André, São Bernardo, São Caetano).
Em um domingo zapeava pelos canais de TV e paro no programa do Faustão, uma ex bailarina com corpão e cérebro inversamente proporcionais e com pretensões intelectuais falava sobre "teixxxto, méidico, naisceu, culégio..."
Parece que excluíram os acentos gráficos das palavras e adicionaram a letra "i" à elas. 
Repito, procuro respeitar a tudo e a todos, mas por que tenho que aceitar imposições e ditaduras linguísticas? 
Essa ex bailarina do Faustão parece que gosta de forçar mesmo o "carioqueixxx" e isso fica um tanto quanto "irritainte".
Não dá.
São coisas que adoro detestar. Desculpa aí.
Não bastava "comer" o "U e o R" das palavras, não bastava impor sotaques, não bastava o abuso feito à nobre Língua Portuguesa, tinha que detonar mais ainda com música ruim.
Meu Deus, o que estão fazendo com nossa cultura, nossa música, nossa língua?
Vou parar por aqui se não isso vai virar um "teixxxto enorrrrrrrme"...
Lê, lê, lê...
Na boa.
É isso.

                                        

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Nomes

                                     


Recebi um e-mail falando sobre um casal que se conhecera por meio de rede social.
Li a mesma matéria no jornal Estadão ( O Estado de São Paulo) e fiquei indignada com o nome que esse casal escolheu para o filho recém nascido. 
A princípio, duvidei do e-mail, mesmo tendo sido enviado por uma pessoa séria, mas depois de ler a matéria no Estadão, não tive mais dúvidas. 
Estadão é um excelente jornal, assim como a Folha de São Paulo. Gosto de ambos.
A história é a seguinte: Casal se conhece por meio de uma rede social, o Facebook, e se casa. A moça espera o primeiro filho, que é menino, e aí é que vem a pérola: o nome da pobre criança. 
O pai se chama Anderson e faz uma combinação de seu nome com o da rede social para dar ao filho. Ele disse que queria homenagear o Facebook.
O nome da criança? Facebookson.
Ainda bem que essa criança nasceu menino, já pensou se fosse menina!
A mãe se chama Janete.
Então a pobre criança se chamaria Facebockete?!