Mostrando postagens com marcador cavalo. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador cavalo. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 3 de março de 2015

Hipopótamo

                               Resultado de imagem para hipopotamo


Falo com minha sobrinha Beatriz ao telefone e ela me pergunta se eu quero que ela leia uma historinha para mim. Digo que sim e ela segue lendo: Os gregos ficaram admirados quando viram aquele animal enorme, que mais parecia um cavalo, dentro de um rio. Deram-lhe o nome de hipopótamo (hipo= cavalo + potamo = rio)
Hipopótamo é cavalo do rio.
Acho tão lindo quando a molecada se encanta com o aprendizado e todo dia tem uma novidade. Mais lindo ainda é quando os pais incentivam e participam da vida escolar dos filhos.
Ah se todos fossem assim: pais e filhos.
É isso.


                              Resultado de imagem para hipopotamo

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

Shampoo Pra Cavalo

                                     


Passei no Pet Shop para comprar mais areia sanitária e ração molhada para a gataiada. Aguardo ser atendida e enquanto isso, converso e brinco com a cachorrinha que acompanha os donos da lojinha e com os passarinhos tão lindos e coloridos que estão à venda.
Se pudesse compraria todos, claro, e lhes daria liberdade. Ou, lhes daria um bom espaço com comida e água abundante.
Detesto ver pássaros engaiolados, cachorros presos à correntes ou qualquer outro animal preso, amarrado, roubado de sua liberdade e dignidade.
Entram duas adolescentes típicas: calça legging justa, bunda empinada, blusinha curta, barriga de fora, cabelos escorridos que vão pra lá e pra cá nas mãos inquietas das meninas-moças. Pobres moças.
Parece que mexer no cabelo é requisito indispensável para se sentir e parecer sexy; é obrigatório, público e notório.
O filho do dono da lojinha ficou todo empolgadinho quando viu as jovens mancebas e prontamente ofereceu seus serviços. O que queriam as jovens? Ração para cães, gatos, peixes, pássaros?
Areia sanitária, remédios, potes e afins?
Não. Nada disso. As escravas da beleza e aparência queriam shampoo para cavalo!
Isso mesmo!
E por quê? Pra quê?
Teriam algum cavalo em casa?
Não. Nada disso.
Leram (o que eu duvido muito, na boa), ouviram dizer, uma amiga usou o tal do shampoo para equinos e o cabelo ficou super sedoso, super hidratado, super brilhoso, super macio, super, super super...
É uma futilidade super.
Não, não tinha shampoo para cavalos, só para cães e gatos. Serve?
Agradeceram e voltaram-se para a saída com suas bundinhas empinadinhas e mãos que jogavam os cabelos de um lado pro outro. Deve ser por isso que queriam shampoo para cavalo.
É cada coisa.
É isso.


                                        




segunda-feira, 7 de maio de 2012

Ventos

                                       

No livro de Língua Portuguesa da quarta série havia um texto sobre os ventos.
O título do texto era "Vento Minuano" e me encantou a história e as ilustrações. Era um cavalo correndo em meio aos ventos e a imagem era muito bonita.
Era um desenho simples, apenas rabiscado em lápis cor caramelo.
Era linda a crina do cavalo esvoaçando sob os caprichos do Vento Minuano.
Era linda a liberdade expressada pelos ventos e pelo cavalo.
Têm certas coisas, certas imagens, certos momentos que nos marcam para sempre e o texto sobre o Vento Minuano foi um deles.
Os ventos anunciam as chuvas, a mudança de tempo.
Os ventos brincam com as folhas das plantas.
Os ventos trazem lembranças.
Os ventos bagunceiros que deixavam bisavó braba e a falar com eles como se fossem crianças arteiras. Bisavô Francisco perguntava: "Oxe, Gina, tu tá falando sozinha, é?". E ela respondia: "Tô não, Francisco. São esses ventos que fazem tanta arte que só tu vendo, visse?Ave Maria!". E bisavó prosseguia falando com os ventos e tentando arrumar a bagunça que eles deixavam pelo caminho. Eram ventos brincalhões.
Os ventos levavam as roupas do varal para longe, os ventos derrubavam as plantas, os ventos levantavam poeira, os ventos batiam as portas e janelas, os ventos anunciavam a tão esperada chuva no meu Sertão.
Adoro os ventos.

                                             

sábado, 28 de abril de 2012

Pombos de Gesso

Todos os domingos Paipreto e Mãevelha vinham nos visitar na Fazenda Taquari, onde eu e meus irmãos nascemos.
Quando não podiam nos visitar, mandavam nosso primo João vir me buscar a cavalo.
Mamãe tinha uns pombinhos de gesso na parede do seu quarto e eu sempre cobicei aquelas interessantes figuras; queria pegá-las, tocá-las e depois quebrá-las.
Fiz isso uma vez com mamãe, que me deu um dos pombinhos achando que eu só queria brincar, mas eu quebrei e levei umas boas palmadas.
Paipreto chega para a visita e me encontra chorando; pergunta o que aconteceu e mamãe conta o ocorrido.
Paipreto me pega no colo, me leva até o quarto de mamãe, aponta para os pombinhos de gesso e me pergunta qual deles eu quero.
Quero todos!
Paipreto me dá os pombinhos e eu deixo cair alguns, quebrando-os. Mamãe não gostou nada dessa brincadeira e reclama dizendo a Paipreto que ele lhe tirava a autoridade de mãe.
"Mas bater na minha neta por causa dessas porcarias? Não senhora! Vou até a feira e lhe compro mais desses pombos bestas de gesso. Oxe!"
Saudades dos braços protetores de Paipreto.