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quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

Shampoo Pra Cavalo

                                     


Passei no Pet Shop para comprar mais areia sanitária e ração molhada para a gataiada. Aguardo ser atendida e enquanto isso, converso e brinco com a cachorrinha que acompanha os donos da lojinha e com os passarinhos tão lindos e coloridos que estão à venda.
Se pudesse compraria todos, claro, e lhes daria liberdade. Ou, lhes daria um bom espaço com comida e água abundante.
Detesto ver pássaros engaiolados, cachorros presos à correntes ou qualquer outro animal preso, amarrado, roubado de sua liberdade e dignidade.
Entram duas adolescentes típicas: calça legging justa, bunda empinada, blusinha curta, barriga de fora, cabelos escorridos que vão pra lá e pra cá nas mãos inquietas das meninas-moças. Pobres moças.
Parece que mexer no cabelo é requisito indispensável para se sentir e parecer sexy; é obrigatório, público e notório.
O filho do dono da lojinha ficou todo empolgadinho quando viu as jovens mancebas e prontamente ofereceu seus serviços. O que queriam as jovens? Ração para cães, gatos, peixes, pássaros?
Areia sanitária, remédios, potes e afins?
Não. Nada disso. As escravas da beleza e aparência queriam shampoo para cavalo!
Isso mesmo!
E por quê? Pra quê?
Teriam algum cavalo em casa?
Não. Nada disso.
Leram (o que eu duvido muito, na boa), ouviram dizer, uma amiga usou o tal do shampoo para equinos e o cabelo ficou super sedoso, super hidratado, super brilhoso, super macio, super, super super...
É uma futilidade super.
Não, não tinha shampoo para cavalos, só para cães e gatos. Serve?
Agradeceram e voltaram-se para a saída com suas bundinhas empinadinhas e mãos que jogavam os cabelos de um lado pro outro. Deve ser por isso que queriam shampoo para cavalo.
É cada coisa.
É isso.


                                        




domingo, 3 de março de 2013

Visita de Rafaela

Rafaela
                                  

Meu irmão Fubá veio aqui em casa essa semana e trouxe Rafaela, minha linda, inteligente e fofa sobrinha.
Rafaela quer tomar a iniciativa sozinha, decide o que quer fazer e para onde quer ir, adora os gatos e ficou encantada com os peixes e as flores do meu jardim.
Andou pela casa, pediu água, me mandou sentar, me chamava quando precisava de ajuda para ultrapassar um grande obstáculo para suas pequenas pernas.
Olhava para os gatos e dizia "Oi" e não parou um minuto. 
Os pequenos têm uma energia que não acaba, enquanto nós adultos nos cansamos rapidamente.
Mas será que nos cansamos ou somos impacientes?
Será que a energia dos pequenos é bem maior que a nossa que só está voltada aos problemas do dia a dia?
Não estamos tão velhos assim, estamos impacientes. Perdemos o encantamento, o deslumbrar-se ao descobrir algo novo, por mais simples que seja.
Estamos mais frios, endurecidos e sempre sem tempo.
Vejo mães e pais dizendo aos filhos para não perturbar, não fazer tanta pergunta; dizendo para ficar quietinho, pois a novela já vai começar.
Pais e mães que não leem para os filhos porque não têm tempo ou que não ajudam os filhos com as tarefas escolares porque não sabem de nada.
Mas esses mesmos pais e mães têm tempo para a TV, para bater perna, para passar longas horas no cabeleireiro, com os amigos etc...
Mas eu falava sobre minha sobrinha Rafaela.
A pequena andou e explorou todos os cantos possíveis da casa e não queria ir embora quando a mãe chegou para buscá-la com pai.
Rafaela colocou a mochila nas costas, entrou e fechou o portão atrás de si, jogou beijos aos pais e os deixou do lado de fora.
A mãe a chamou para ir embora e a pequena dizia "não".
Depois de um tempo, Rafaela abre o portão, segura na minha mão e me leva até o carro do pai; queria eu entrasse e fosse junto com ela.
Acho que ela gostou da minha casa e da casa da minha irmã Rosi porque têm mais espaço. Rafaela mora em uma casa pequena e não tem quintal para brincar e correr.
Rafaela foi embora com os pais e eu pedi a Deus que os proteja a todos assim como toda a minha enorme família.
Que o amor de Rafaela pelos bichos e pelas flores continue a crescer com ela.
Que Rafaela torne-se uma pessoa boa e amante da Natureza.
Tomara que quando ela crescer e escolher uma profissão, escolha Veterinária, só para pagar a língua do seu pai.
Deus permita e os anjos digam amém.
Assim seja.

Flores do meu jardim
Rafaela jogando beijos aos pais
Rafaela fechando o portão depois de se despedir dos pais
  

quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

Pássaro Preto

                               



Sempre vou à costureira levar roupas para ela arrumar e enquanto aguardo ser atendida, brinco com seu simpático e inteligente pássaro preto.
Ela tem um canário também.
Amo animais e detesto vê-los em jaulas e gaiolas, em circos e em rodeios.
Execro toda forma de abuso animal, mesmo eles estando confortavelmente instalados nas aparentemente inocentes gaiolas e nos violentos rodeios.
Muita gente diz que rodeio é esporte, mas eu nunca vi um atleta com a genitália amarrada ao praticar sua modalidade esportiva! Por que bois e cavalos têm que passar por essa humilhação, dor e violência?
Bom...
Mas eu falava sobre o pássaro preto da costureira.
Assim que caminho pela garagem e entro na casa ouço uma espécie de chamado escandaloso, era o pássaro preto. Ele pulava pra lá e pra cá, abria as asas, cantava lindamente e se aproximava da grade para me chamar.
Me aproximei, falei carinhosamente com ele e fiz-lhe carinho. O pássaro deitou-se no chão da gaiola e virou a cabecinha para que lhe fizesse carinho.
Dei-lhe muito carinho, muita atenção e muito amor e enquanto caminhava meus dedos longos por sua cabeça lindamente negra, ele fechava os olhos e relaxava.
Disse-lhe em pensamento: "Dorme. Sonha com tua liberdade em campos verdes".
Fiquei assim um bom tempo enquanto aguardava uma mulher chata, mão de vaca e fraca das ideia discutir o preço de um vestido de festa que deveria ser feito pela costureira. A doida queria pagar a enorme quantia de cinquenta reais pelo vestido de festa! Isso não paga nem a linha!
E ainda queria desconto!
Como mamãe dizia, tem muita gente que é besta ou se faz de besta nesse mundo.
A infame foi embora, graças a Deus.
Finalmente pude dizer o queria, fazer a barra das calças da minha sobrinha Beatriz, coisa de alguns minutos. Ufa!
Fiquei mais um pouco com meu amigo alado e entendi o que ele queria e ele sabia que eu o entenderia e podia confiar em mim.
Contei isso para minha irmã Rosi que só fazia "hum..." enquanto me ouvia. Ela diz que sou maluca e se o for, não me envergonho disso. Sou maluca beleza, uma maluca do bem, graças a Deus.
O Homem, o bicho homem, se acha muito sabido e dono da verdade e alguns muitos doutores da espécie dizem que animais são estúpidos; só comem, defecam, dormem e procriam. Conheço bicho gente que adora fazer isso, mas ainda não procriou, louvado seja Deus Nosso Senhor Jesus Cristo. Amém.
Bom...
Pássaros têm cérebros pequenos e por isso seriam estúpidos, pouco inteligentes, incapazes de pensar e toda essa baboseira de verdade absoluta.
Discordo.
Quando estou zanzando pela casa fazendo alguma coisa e Boreal não me vê, fica miando desesperadamente e me procurando e quando me acha, me olha com seus olhinhos de alívio e alegria.
Quando paro as artes domésticas e me sento para escrever, ler ou ver TV, ele e os outros se aconchegam perto de mim.
Quando saio de casa e volto algumas horas depois, estão todos me esperando atrás da porta, e se trago sacolas de compras já sabem que ali tem alguma coisa gostosa para eles. 
Os peixes sobem à superfície da água dos aquários improvisados ou nadam para perto da posição em que estou em relação a eles, sabem que vou dar-lhes comida.
Se animais fossem estúpidos, atenderiam ao nosso chamado quando os chamamos por nomes que nós mesmos lhes demos?!
Saberiam quando estamos chegando em casa e correm todos para detrás da porta?
Brigariam por atenção e carinho?
Pediram comida? Olhariam para geladeira e para mim quando quisessem tomar seu leitinho antes de dormir? Como sabem que é na geladeira que está o leite sagrado de cada dia?
Comportamento repetido? Instinto?
Animais não são robôs, são vidas inteligentes que sentem medo, tristeza, alegria e confiança naquele/a que cuida bem deles.
A reação do pássaro preto ao me ver foi inesperada e bonita.
A comunicação entre o pássaro e eu foi inteira e entendemos o que o outro queria.
Tudo nesse mundo velho de meu Deus está conectado e nada nem ninguém está totalmente só.
Enfureço-me quando vejo ou sei de pessoas super-hiper-mega-power-plus religiosas e que não saem da igreja, mas maltratada animais. Leia a Bíblia, abestado/a e lá está que Deus criou todas as coisas, inclusive os animais.
Fiquei e ainda estou meio aturdida com a reação do pássaro preto ao me ver e   estou feliz por proporcionar alguma alegria e liberdade àquela criatura tão linda, mas que vive presa em uma gaiola triste.
Se pudesse o compraria, mas ninguém quer vendê-lo. Duvido que se eu chegasse com uma boa grana os donos deles não o venderiam para mim!
Dinheiro compra tudo, até mesmo pássaros pretos lindos, inteligentes e superiores à essa gentalha que os prende em gaiolas.
O que Deus estava pensando no dia em que criou esse animal bestial a quem deu o nome de Homem?!
É isso.


                     

                                      






sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

Para onde vou?

                             

Mais uma visita de mamãe, graças a Deus.
Mamãe me abraçou de um jeito tão doce, forte, intenso, protetor...
Foi como se aquele abraço da minha pequena e titânica mãe me envolvesse completamente, me protegesse totalmente, me amasse incondicionalmente... e foi.
Ando meio aperreada, avexada, agoniada, preocupada. Para onde vou com seis gatos e dois peixes? E minhas adoradas plantas? 
Mas como bem me lembrou minha amiga Cleusa: "Lembra do que sua mãe dizia? 'Já comi toucinho com mais cabelo'".
É só mais uma fase que será passada, vencida... Se Deus quiser.
Liberdade, liberdade abre as asas sobre mim.
Amém.

                         

                          

terça-feira, 25 de setembro de 2012

Imagens e Detalhes

                                     

Sou muito observadora e como disse minha irmã Rosi: "A gente pega as coisas é nos detalhes". E ela está certa.
Desanimou-me o detalhe da capinha de dólar do doutor galã: ostentação e frieza.
Desanimou-me o corpinho de caminhoneiro do cardiologista: médico que cuida da saúde alheia tem que cuidar da sua saúde primeiro.
Desanimou-me a bagunça da recepção do consultório do ortopedista: imaturidade e bestagem de gente jovem e deslumbrada demais. Mas a seriedade e profissionalismo do doutor compensou a desorganização.
Bom...
Saio da clínica veterinária e me deparo com um senhor idoso acompanhado por um simpático cachorro de pelagem e olhos cor de caramelo; lindo.
O cachorro se aproxima de mim e eu lhe afago.
O idoso diz que andava pelo bairro desde manhã e que iria pedir um pouco de ração no pet shop que fica no andar de baixo da clínica. 
Perguntei-lhe se ele e o cão haviam almoçado e ele disse que um rapaz de uma firma havia dado um marmitex que foi dividido e devorado por ambos: ele e o cachorro.
Que Deus abençoe esse rapaz.
Eu perguntei ainda se ele e o cão haviam tomado água, essas comidas de marmitex são bem salgadinhas.
O idoso me pediu um real para comprar um pouco de ração caso o pessoal do pet shop se negasse a dar-lhe alguma. Eu tinha cinco reais na bolsa e dei a ele para comprar a ração do cachorro. Ele me agradeceu, o cachorro esfregou a cabeça em minhas pernas ao mesmo tempo agradecendo e pedindo carinho. 
Fui ao Pet Center da Marginal e passei pelos locais onde têm animais em exposição para a venda: cães, coelhos, aves, peixes...
Os cachorrinhos corriam para a frente de suas jaulas/gaiolas e abanavam o rabinho; as aves abriam suas asas coloridas e conversavam em sua língua exótica; dei a volta pelo aquário e o simpático e risonho baiacu me acompanhou. Fiquei contente pela saúde e bem estar do baiacu, pois da outra vez que lá estive, o peixe não estava muito disposto.
Volto para casa pela Marginal Tietê e entro em rua que tem um enorme terreno à venda, passo muito rápido mas vejo uma imagem azul que me lembrou a imagem de Nossa Senhora de Aparecida. Dei marcha à ré e reparei que não era uma imagem, mas um saco de lixo azul que se dobrara e parecia a imagem da santa.
Cheguei em casa e alimentei os gatos com a ração nova e dei o remédio de Aurora. Sentei-me no sofá e estiquei as pernas, meus joelhos doíam muito, principalmente o direito, que estava inchado e parecendo uma broa de milho. Dirigi muito o dia inteiro.
Cochilei um pouco e me veio à mente a imagem de São Lázaro acompanhado por seus cães e a imagem de Nossa Senhora de Aparecida em seu manto azul.
Oxe! Que bom! Obrigada pela visita. 
Minha irmã Rosi tem razão, as coisas se revelam nos detalhes.
É isso.



                                 



quinta-feira, 21 de junho de 2012

Botafogo

                                            


Seis horas da manhã; sou acordada com um grito: "ES - PE - TA - CU - LAR!!! Botafogo campeão!"
A princípio me assusto e me irrito pela maneira brusca com que fui despertada, $#@%!
As vozes aumentam em número e em volume: "Botafogo, meu? Você tá errado, foi o Corinthians, mano"
"Não, você tá errado! O Corinthians não ganhou, só empatou... Botafogo!"
E no turbilhão de vozes ouviam-se "porcos", "bambis", "peixes", "gambás" e outros animais representantes dos times de futebol brasileiro, todos a defender e a exaltar as glórias de seu time e a colocar defeitos nos times dos outros. 
Ao som das vozes somam-se os barulhos dos motores dos caminhões e o apito " pi pi pi" chatinho que anuncia a marcha à ré.
Alguém diz: "Bora trabaiá, gente! Tá ha hora! Oxe!"
"ES - PE - TA - CU - LAR!  Botafogo campeão!"


                                  
                                       

segunda-feira, 26 de março de 2012

Peixeiro

                                              


Antigamente era comum peixeiros, verdureiros, muambeiros e outros profissionais de vendas oferecerem seus produtos e serviços de porta em porta.
Geralmente gritavam a plenos pulmões: "Pêeeeeeeexêro"
Eles vinham a pés, em carroças e depois em Peruas-Kombi.
Mamãe comprava quilos e mais quilos de peixe. Era muita gente em casa e mamãe era exagerada por natureza.
Tinha o peixeiro da carroça que sempre parava à nossa porta e perguntava se mamãe queria peixe e anos depois era o peixeiro japonês que parava sua Perua-Kombi em frente à nossa casa e chamava: "Olha o peixe, Dona Marlene!".
E lá saia mamãe com uma bacia plástica enorme para poder caber os quatro ou cinco quilos de sardinha, pescada branca, cação e outros peixes que estivessem à venda.
Era um desembesto que só vendo. 
A vizinha econômica, ou "tacanha e miseravi" como dizia papai, vinha comprar peixes e trazia um prato onde o peixeiro colocava  cinco filés de pescada. Era um filé para ela e um filé para cada um dos quatro filhos.
Papai via aquilo e ficava doido: "Oxe! É muita tacanheza, meu Deus do céu. A pessoa comprar só cinco filézinho, contadinho, um pra cada um! Comprava não. Deus me defenda".
Mamãe dizia: "Mas Dedé, tu não quer que a vizinha compre um desembesto de peixe, quer? Ela tem pouca gente na casa, não é que nem a gente, com esse freva de gente pra comer".
Eu e Rosi ajudávamos mamãe a limpar os peixes e depois a temperá-los. Mamãe usava bastante alho, vinagre, sal, pimenta do reino e cominho e os peixes ficavam deliciosos.
Rosi não gostava de sardinha e por isso mamãe comprava pescada branca ou cação para ela.
Eu e meus irmãos adorávamos sardinha. Eu só não gostava da cavalinha. O peixeiro dizia que sardinha e cavalinha eram quase iguais, mas não me convencia.
Quem gostava dessa fartura de peixes eram os gatos que já conheciam o peixeiro e ficavam em cima do muro esperando mamãe entrar com a bacia cheia.
Dávamos a cabeça e as tripas dos peixes para os gatos que se deliciavam com essa fartura e depois passavam o dia, e a noite também, a peidar; (não só só gatos). 
Papai, pra variar, ficava doido: "Bote esses gatos pra fora! Estão com o maduscachorro a peidar. Valha-me Deus!".
Colocávamos os gatos para fora mas "esquecíamos" a janela da cozinha aberta e de madrugada papai levantava virado no Jiraya a procurar os gatos peidões e a nos culpar: "Não sei quem é mais safado: vocês ou esses gatos. Eu não falei pra botá-los pra fora?".
"Mas a gente colocou, pai. Não temos culpa se eles entraram de novo"
"Que não tem culpa o quê?! Estão se fazenda de besta, é? Vou botar esses gatos pra fora de novo e dou doce se eles entrarem outra vez".
Papai dormia e eu levantava e deixava os gatos entrarem e os escondia debaixo das cobertas. Papai levantava e ia lá fora procurar os gatos e não encontrava nenhum, voltava para casa mais uma vez virado no Jiraya, ia ao quarto e levantava nossas cobertas e encontrava os felinos muito bem acomodados ao nosso lado. Os gatos corriam em disparada e nós ouvíamos mais um longo e interminável sermão.
Os gatos de hoje só comem ração, mas na nossa época comiam cabeça e tripas de peixe, resto de comida e até batata doce e abóbora.
E dá-lhe peidorreira.


                                          



sábado, 17 de março de 2012

Guarus

Guaru
                                             
São pequenos peixes que habitam açudes.
São pescados com tarrafa.
São fartos no inverno nordestino que é a época das chuvas e não do frio.
Papai e Madrinha Quixaba pescavam guarus.
Papai jogava a tarrafa e puxava de volta trazendo muitos peixes.
Madrinha Quixaba tratava dos peixes, limpava e salgava para conservá-los por mais tempo.
Voltavam para casa com guarus suficiente para distribuir entre a família e mataria nossa fome por alguns dias.
Preparava-se um cuscuz para ser comido com molho de guaru.
Guaru com cuscuz, farinha e café.
          
Pesca com tarrafa