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sábado, 20 de junho de 2015

Sem compromisso

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Sábado.
Fui me deitar ontem logo após o término do Globo Repórter, que falou sobre a Sérbia, ex república Iugoslava.
Não me sentia muito bem; o corpo e a cabeça doíam tanto. 
Tomei os remédios, fiz minhas orações e depois me deitei mais pro cantinho da cama; Bellatrix & Cia invadiram e se apoderaram do meu lugar.
O frio intenso fez com que os gatos procurassem um lugar mais quentinho e Alice e Nêgo Lindo têm a mania de deitar em cima de mim.
Bellatrix, muito sacana, me abraçou, como que para se desculpar da invasão perpetrada por ela. Tão bonitinha.
O frio, as dores e o cansaço me derrubaram e adormeci. Dormi por cinco horas seguidas e fiquei feliz por isso; há tempos que não dormia bem assim. Agradeci pela boa noite de sono.
O dia amanhece, o barulho da rua começa e o vizinho tagarela desembesta a falar. O homem fala por horas!
Quando ia me levantar, eis que vem minha Branca Maria e me abraça, decidi ficar mais um pouco na cama.
Fiquei ali, naquele abraço gostoso e tão bom.
Quer saber? Vou ficar na cama com os gatos até a hora que eu quiser e achar que tenho que levantar!
Não devo nada a ninguém (devo sim), e ninguém tem nada a ver com minha vida!
Estou pouco me importando para críticas, achismos e gente dona da verdade. 
"Eu acho isso, eu acho aquilo... Você deveria fazer isso ou aquilo..."
Meus livros incomodam, meus gatos incomodam, minhas plantas incomodam. O que mais?
É sina, destino, gente chata mesmo?
Levantei quando achei que devia, cuidei dos gatos, fiz meu café e tomei com bolacha do Nordeste. Adoro.
Sei lá...
Se nos preocuparmos com o que pensam e dizem de nós e com os comportamentos de ingratidão, descaso, desrespeito e arrogância de alguns para conosco, viveremos em função de tristezas e mágoas e não viveremos nossas vidas.
Não é fácil, claro, mas é o melhor a fazer. Seguir em frente.
Meu dia hoje foi sem compromisso e eu estou bem, obrigada.
É isso.



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quarta-feira, 10 de junho de 2015

Da padaria

                                 Resultado de imagem para salame com provolone


Bati manga com leite e cozinhei mandioca. Tomates picadinhos com arroz branquinho. Muito bom.
Mas eu queria mesmo era um pão da padaria, talvez mais, com queijo provolone, salame, fatias finas de tomate e um copão de guaraná bem gelado.
Nessa minha vida reclusa, tenho me alimentado muito "natureba" e sinto falta de um pequeno exagero de vez em quando.
Estava meio triste e sei que a tristeza atrai coisas ruins; melhor pensar em coisas boas. Pensei.
Volto no tempo e me entrego às memórias e lembranças da minha curtíssima infância em Pernambuco, ao lado dos meus dois avôs que me amavam tanto.
As pessoas, principalmente os jovens, não têm paciência para ouvir os causos e histórias dos avós e parentes mais antigos; não sabem o que estão perdendo.
Cultura, História e conhecimento de mundo.
Bom...
Tristeza atrai coisas ruins, assim como mágoas e frustrações. Melhor deixar pra lá e seguir em frente. Sigo.
Não podemos mudar o caráter e o coração das pessoas, felizmente ou infelizmente. Melhor mesmo deixar pra lá e seguir em frente, o que é ruim se destrói por si mesmo, diziam meus antigos.
Acho que vou comer um docinho, só pra variar.
É isso.



                                      Resultado de imagem para docinhos

segunda-feira, 8 de junho de 2015

Toucinho

                               Resultado de imagem para tristeza


Finalmente o tão esperado quinto dia útil do mês. É, mas alegria de pobre dura pouco e o salário desse mês não vai ser suficiente, também, para pagar todas as contas.
É tanta coisa junta... Haja saúde física e emocional para aguentar o tranco. Se eu ainda tivesse saúde boa, eu trabalharia e isso aliviaria os problemas.
Estou cansada de ficar trancada dentro de casa por dias e dias e só sair quando vou ao médico ou à casa da minha irmã, e olhe lá.
Tenho pensando tanto, filosofado e buscado respostas nas mais variadas filosofias, crenças, religiões etc... Todas têm algo útil e bom a dizer, mas não respondem à todas as perguntas, infelizmente.
Umas dizem que fiz algo de muito errado em outra vida e estou pagando nessa porque não deu tempo de pagar tudo na primeira. Caramba! O que foi que eu fiz?! Matei alguém?!
Não posso pensar em algo mais grave, sério, desumano e cruel que tirar a vida de outra criatura, seja ela humana ou animal.
E na boa, se eu fiz algo de errado, foi na outra vida, não nessa! Sempre fui honesta, trabalhadora, quieta no meu canto, nunca prejudiquei ninguém e nunca peguei nada do que não me pertencesse. Por que então?!
Outras dizem que é um processo evolutivo e que é necessário passar por isso. Caramba de novo! Tenho me que lascar tanto para evoluir? Tenho que me converter à uma determinada religião para ser salva? Salva do quê? Dos meus problemas? 
Só quero ter o direito de ir e vir, de ter uma saúde boa, de trabalhar, de viver minha vida, de não ser tratada e julgada como inútil, inválida e incapaz.
Não sou.
Me dediquei tanto aos outros, sempre tratei a todos como frágeis e extremamente carentes e dependentes de mim. Sempre me achei a grande mãe de meus irmãos e de todos que uma vez outra precisaram de mim. Sempre coloquei a vida e os problemas dos outros à frente dos meus; eu não era tão importante assim e poderia viver minha vida depois, sempre depois.
Tento escapar da tristeza profunda, da melancolia sedutora e da depressão devastadora e elas me cercam.
Mágoas, decepções, injustiça, ingratidão, dificuldades...
Será que não teria sido melhor se eu não tivesse voltado do coma? 
Mas dizem que dias melhores virão, que toda essa fase ruim vai passar, que coisas boas estão a caminho. Tomara meu Deus, tomara. Acho que tu me deve essa.
Gregor Samsa, Tântalo e Sísifo me representam. Nesse momento, sim.
É bobagem a gente esperar que os outros façam e ajam de acordo com nossos princípios, crenças e vontades. Cada cabeça, uma sentença, já dizia mamãe.
Decepções, mágoas e tristeza disputando meu coração com colesterol alto e triglicérides. Eita!
Será que o coração acromegálico vai aguentar?
"Guenta sim! Eu já comi toucinho com mais cabelo!", diria mamãe.
Mas o toucinho estão tão cabeludo!
É isso.

      
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sexta-feira, 29 de maio de 2015

Vai passar

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Quer ser bom? Morra ou se mude!.
A gente só sabe quem é amigo de verdade e quem se importa com a gente, quando estamos passando por uma situação difícil.
É, parece que sim.
E são aqueles a quem mais estendemos a mão, quando um dia precisaram, que hoje nos ignoram, se afastam de nós e ainda usam motivos sórdidos para justificar sua tacanheza de espírito e caráter.
A gente não sabe o dia de amanhã.
A gente se esquece que ninguém é imbatível, invencível, imune a problemas, doenças etc... Agir com soberba, arrogância e a mais absoluta certeza de que é melhor que outros, está numa situação melhor que os outros e não precisa de ninguém hoje...
E amanhã? Amanhã a Deus pertence.
Não, não estou rogando praga, "secando" ou coisa do tipo; isso não é do meu caráter, graças a Deus.
Estou apenas cansada e os problemas, frustrações, decepções e mágoas se acumulam.
Vai passar... Nada como um dia atrás do outro e uma noite no meio.
Vai passar... Também sou filha de Deus.
É isso.



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segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

Acumuladores

                                   



Assisti ao programa "Acumuladores" do Animal Planet que traz histórias de pessoas que têm muitos animais em casa: cães, gatos, aves e até bichos nem tanto de estimação como ratos e repteis.
Meu irmão caçula diz que sou acumuladora e eu acho que não sou, claro. Tenho apenas dez gatos e conheço pessoas que têm até mais que eu! Dificilmente sei de pessoas que têm um gato só, geralmente são de dois ou três e mais.
Mas alguns fatores me chamaram a atenção nas histórias desses acumuladores: são pessoas solitárias, que se afastaram da família e amigos por se sentirem não amados, não queridos, não valorizados etc...que têm medo de serem magoados e se sentem mais seguros e queridos com animais.
Animais não julgam, nos amam pelo que somos, não se importam com nossa aparência etc...
Esses são alguns dos argumentos mais fortes usados pela grande maioria dos acumuladores e vejo que por trás dessas justificativas escondem-se sentimentos, mágoas, problemas não resolvidos e outras mazelas (emocionais/sociais/familiares...) que afetam a todos nós.
Cada um tem seu jeito próprio de lidar com problemas e ninguém tem o direito de julgar ou criticar; ninguém é perfeito e mesmo aqueles que se acham perfeitos também têm seus problemas. 
Outro fator marcante nas histórias dos acumuladores é que muito raramente alguém os visita e isso aumenta o sentimento de solidão, abandono, de não ser importante, mágoas...
Há casos extremos de acumuladores que se isolam do mundo e perdem a noção do tempo e do espaço e toda sua existência gira em torno de seus bichos de estimação. Nesse caso há a necessidade de tratamento psiquiátrico.
Todos os acumuladores mostrados no programa conversaram com psicólogos que os ajudaram a lidar com seus demônios internos e esses demônios não são coisas atuais, de pouco tempo atrás; são dores antigas que vêm se acumulando no decorrer do tempo e geralmente começam na infância.
Rejeição, auto aceitação, auto crítica, insegurança são alguns dos sentimentos que povoam a mente de alguém que não está bem consigo mesmo.
Não sou acumuladora. Tenho muitos gatos, mas não sou acumuladora. E, ao contrário deles, vivo batendo perna em busca de ração de boa qualidade e areia sanitária para a higiene de meus gatos. Ultrapasso o limite do cartão de crédito comprando ração, areia, medicamentos, consultas com veterinários etc... Às vezes pego dinheiro emprestado também e pago depois. Sou honesta.
Voltando aos sentimentos dos acumuladores...
Em grande parte me identifico com os sentimentos dos acumuladores e, sem querer bancar a vítima, digo o porquê.
Sou de pouquíssimos amigos e posso contar nos dedos de uma mão os amigos que tenho.
Sempre fui solitária por natureza e nunca gostei de muita muvuca, muito barulho, muito exagero etc...
Sim, gosto da companhia das pessoas, gosto das reuniões familiares, dos encontros com amigos, conhecidos e afins, gostos das festinhas, bingos, churrascos e uma boa bagunça, mas gosto de voltar para meu canto solitário quando chega a hora de ir embora.
Tem algo errado com isso? Acho que não.
Algumas muitas vezes, porém, sinto-me muito só e o peso da solidão me incomoda. Procuro alguém para conversar, penso para quem poderia ligar e não encontro muitas opções.
Às vezes eu queria falar apenas sobre amenidades, sobre a novela, sobre um acontecimento, sobre qualquer coisa; o que eu queria mesmo era falar com alguém, ser ouvida de verdade e não ser julgada ou criticada. Mas nem sempre isso é fácil ou possível.
As pessoas andam tão apressadas, ocupadas, impacientes e às vezes, sem querer querendo, acabam nos magoando ainda mais. Melhor deixar o telefone no gancho e falar com os gatos, as plantas, ouvir Rock, escrever, ler, cozinhar, encarar o trânsito caótico de São Paulo...
É madrugada. São três e meia da manhã e nada de o sono chegar. Estou na fase da insônia de novo, graças a Deus. Trabalhei o dia todo pela casa para me cansar bem e assim poder dormir de noite, mas não deu certo.
Hoje tenho muita coisa a fazer: pagar contas, separar o dinheiro para pagar a moça que vem fazer a limpeza, comprar mais ração, comprar meus remédios...
Faço a limpeza mais leve e a moça faz a parte pesada.
Eu acho que até abuso e faço demais para quem tem uma coluna podre e joelhos idem.
É isso.