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segunda-feira, 25 de novembro de 2013

Doçura

                                     



Domingo chuvoso; dia lindo.
A maioria das pessoas estranha quando digo que gosto de dias chuvosos, frios e cinzentos. Gosto de dias ensolarados também, só não gosto de muito calor.
Fiquei em casa, li o jornal, ouvi música, fiz café, mimei a gataiada.
Pretendia comer panetone com café mas percebi hoje que comprei o tipo/sabor errado: chocolate.
Adoro chocolate, mas não em panetone. Sou mais o sabor tradicional, de frutas. 
Paciência.
Fiz "Danoninho"; gosto muito.
Ficou meio docinho devido ao leite condensado e ao suco em pó; procurei suco sem ser adoçado, mas não encontrei. Ainda coloquei um pote de iogurte natural para "quebrar" o excesso de doçura e até que ficou bom. Ficou bem cremoso, volumoso e com uma textura bonita.
Adoro preparar guloseimas e recentemente ando com vontade de fazer trufas de chocolate. Vou aprender a fazer.
Aprendi também a fazer hamburger de soja. Não sou muito afeita a hamburger, cachorro quente, nuggets e essas coisas industrializadas, rápidas, práticas e com o mesmo sabor de nada que as pessoas tanto gostam.
Confesso que adoro uma boa massa com molho à bolonhesa e muito queijo. Adoro doces, chocolate, salgadinhos de festa e outras delícias e adoro também frutas, legumes e verduras.
Tem que ter equilíbrio, se a gente abusa um pouco/muito o resultado disso fica logo visível no corpinho e nos exames de sangue.
Bom...
E assim foi meu domingo.
Mais um domingo só e na companhia dos meus gatos, da minha música, das minhas leituras...
É isso.


                                             




quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Algodão doce

                               



Descobrir um santo para cobrir outro...
É assim que deveria vir escrito nas bulas dos remédios.
Remédios para dor aumentam a pressão, que já é alta virada no Jiraya. Se não os tomo, as dores e o entrevamento não perdem tempo.
É a vida e é bonita, é bonita.
Acordei de madrugada com um "soco" na nuca. Aliás, esses "socos" na nuca têm se tornado uma constante.
Coisa chata.
Me levantei e tomei o remédio da pressão, como popularmente dizemos, e em alguns minutos volto a adormecer. A dor diminui e acontece um relaxamento e eventualmente o sono.
Tive sonhos agradáveis, graças a Deus!
Sonhei com muitas crianças que saíam da escola e formavam longas filas. Estávamos em uma grande praça ou parque e haveria uma festa ao ar livre. Vejo um idoso chegando em um fusquinha branco e todo velho e de lá ele tira uma lâmpada e um carrinho de algodão doce. A molecada vê aquilo e enlouquece. Eu também.
Dali a pouco mais barraquinhas de doces, pipoca, guloseimas e afins surgem e a molecada entra em polvorosa.
Como dizia mamãe: "Tem mais menino que perna de embuá".
Algodão doce, suspiro, pirulito, doces, pipoca... Tudo o que a molecada gosta e alguns adultos com uma quedinha por açúcar também.
Acho que viram eu comprar o chocolate em barra para fazer um sorvete italiano que vi em um programa de TV. Comprei também suspiro e Prestígio, um chocolate recheado com coco. Adoro.
Ainda pensei em comprar "dadinho" e bala de banana, minha favorita, mas não encontrei e também não tinha mais pique para empurrar o carrinho pesado à procura de mais nada.
Isso sem contar a "exagerância" de açúcar, doce, glicose...
É claro que não vou comer tudo de uma vez, né? Pelo amor de Deus!
Comprei panetone com frutas, meu favorito. Não gosto muito das outras versões.
Mas eu estava mesmo era doida para comer frutas. Comprei abacaxi, melão, maçã, manga, banana, mamão...
Adoro!
Não entendo como uma pessoa pode não gostar de frutas, eu hein!
Não gostar de alguns legumes eu até entendo, mas frutas...
Prefiro devorar de uma tacada só um mamão, uma manga, uma banana e meio abacaxi. O abacaxi é para ajudar na digestão, claro.
Hoje fiz café; fazia tempo que não fazia.
Tomei apenas meia xícara, ainda sinto um gosto estranho quando tomo.
Daqui a pouco vou devorar algumas fatias de melão.
Sim...
Falei sobre o sorvete italiano e é bem simples de fazer:

1 lata de creme de leite ou creme de leite fresco.
1 pacote de suspiros ou o quanto baste para adoçar.
raspas de chocolate.

Não tem uma medida certa, vai no "olhômetro" mesmo.

Bater o creme de leite em ponto de chantilly. Adicionar os suspiros que devem ser quebrados/amassados antes. Não precisa colocar açúcar, os suspiros se encarregam de adoçar o creme. Adicionar as raspas de chocolate.
Misturar bem e levar ao freezer.
É interessante colocar em uma forma de bolo inglês forrada com filme plástico, o que facilita desenformar depois. Mas se não tiver, tudo bem. Fica em forma de cassata italiana.
Depois de duas horas no freezer já pode tirar e cortar o sorvete em fatias.
Espero que fique bom.
É isso.



segunda-feira, 9 de abril de 2012

Sangue de Boi

                                                 




É uma marca de vinho.
Todo Natal papai ganhava uma cesta de Natal (sic) e um garrafão de cinco litros do vinho Sangue de Boi. Gostava da palha entrelaçada que envolvia o garrafão e que depois foi substituída por plástico.
O vinho era seco, forte e amargo e nós misturávamos açúcar, água e gelo e fazíamos um suco de Sangue de Boi. Era uma delícia! Dormíamos suavemente mesmo com o calorão de fim de ano e o zum zum das muriçocas nos nossos ouvidos.
Na cesta de Natal vinha também uma sidra a que chamávamos de "champanhe"; a garrafa da sidra tinha uma suculenta maçã estampada no rótulo e tinha os tipos rosé e branco. Adorávamos as duas!
Havia também na cesta natalina outras guloseimas que só víamos no final do ano: castanhas, doces, panetone, frutas secas...
Rosi e Rogério comiam o panetone mas tiravam as frutas cristalizadas. Justamente o que dá graça ao panetone.
Nos deliciávamos com as guloseimas e bebidas natalinas mas nosso favoritíssimo era o vinho Sangue de Boi.
Lendo esse texto alguém pode pensar que éramos alcoólatras mirins, mas achávamos normal entornar um "suco de vinho" e uma sidra geladinha, que para nós era suco de maçã gaseificado.
Falava com minha irmã Rosi sobre essa nossa época natalina e ela disse que não sabe como não nos tornamos viciados, junkies, malucos ou algo do gênero. Lembramos dos nossos cabelos ensopados com inseticidas que deixavam os piolhos agoniados, e nós também!
Papai e mamãe fumavam e eram duas Caiporas que consumiam mais de dois maços de cigarro por dia e nem por isso nenhum de nós adquiriu o horrendo hábito de fumar.
Inseticida, cigarro, sidra e vinho Sangue de Boi...
Passamos por tudo isso e continuamos normais (!)
Como disse Einstein: "Tudo é relativo".
PS: Falo sobre "causos" da minha família e não faço apologia a nenhum tipo de vício que prejudique a saúde de quem quer que seja.


                                                        

sábado, 29 de outubro de 2011

Panetone

Acho que todo mundo sabe o que é ou já comeu um panetone. Aquele delicioso pão doce de Natal recheado de frutinhas cristalizadas. 
Há algumas décadas só havia o panetone simples, com frutinhas, hoje há panetones com gotas de chocolate, com chocolate branco e outras invencionices que, na minha opinião, descaracteriza o símbolo mais doce do Natal (além do adorado e esperado pudinho de abacaxi de papai).
Os panetones já estão à venda nos melhores supermercados, e nos piores também. O problema é o preço exorbitante que estão cobrando, em média R$ 16.00 por um panetone de 400g! Depois do Natal o preço abaixa pela metade e até mais. Pode-se comprar 4 panetones por apenas e tão somente R$ 10.00. Isso mesmo, dez reais!
Aí comemos panetone até na Páscoa!
Mas...
Lembro da primeira vez que comi panetone. Mamãe trouxe algumas sobras de uma casa de família na qual ela trabalhava como diarista. Adorei o sabor e principalmente o cheiro. Aquele cheiro doce e inebriante que eu relacionava a mamãe. 
Eu adorava tirar o panetone da caixa, tirar aquele papel que o envolve e catar as frutinhas que ficavam presas nele. Depois eu cheirava aquela doçura para então me deliciar com um chicrão (xícara grande) de café.
Hoje abri uma embalagem de panetone, mas não pude sentir seu cheiro doce e inebriante. 
Perdi o olfato, mas não perdi a memória de tempos bons com mamãe e os panetones.