terça-feira, 15 de julho de 2014

Noite de Sono

                          
Clara Blue 


Mais uma noite mal dormida, mas dessa vez os vizinhos não fizeram tanto barulho e se recolheram mais cedo aos seus aposentos reais.
Tomei remédio para dor de cabeça de sinusite; todos "ites" meus doíam e o lado direito do rosto doía e latejava.
Cochilei e acordei achando que já era de manhã, mas ainda era de madrugada. Fiquei na cama com a gataiada e Branca Maria dormiu de conchinha comigo.
Beijei seu pescoço branco, macio, bonito...
Aldebarã deitou-se do outro lado e me olhava com seus olhos redondos. Tão lindo.
Fiquei horas e horas assim e nada do sono chegar. 
Ouço o barulho da moto e depois o barulho do jornal sendo jogado; era cinco da manhã. Fiquei mais um pouco e me levantei. Tomei banho, fiz café e troquei a água e a areia dos gatos.
Sentei-me no sofá para assistir aos telejornais antes de sair para o trabalho e Alice aproveitou para deitar-se em meu colo.
Deu a hora de ir, me despedi dos meus bichanos, pedi a Deus e ao Povo lá de cima que proteja minha casa, minha família, meus gatos. Nos livre de gente ruim, invejosa e má. Amem.
Chego ao trabalho e a moça que trabalha comigo me trouxe café e me ofereceu leite; tomei só o café. A moça da limpeza me deu um abraço bom; fiquei um mês de férias antecipadas por causa da Copa e foi bom rever algumas pessoas, outras nem tanto.
A manhã passa rápido, sinto sono e cansaço. 
Vou fazer promessa, sessão descarrego, arriar ebó pro santo ou qualquer coisa que o valha só para ter um noite de sono tranquila!
A cabeça volta a doer, acabou o efeito do remédio.
Não sinto fome, mas comi uma maçã só para o estômago não reclamar.
É isso.



                                


                                 

segunda-feira, 14 de julho de 2014

Espelho d'água

                                 


Troco a água dos gatos duas ou três vezes por dia, embora eles adorem tomar água diretamente da torneira do banheiro ou do tanque.
Acho que foi o Marcelo Rubens Paiva, em sua coluna no Estadão, que disse que gatos adoram tomar água corrente.
Arrumo o quintal, troco a areia sanitária, rego as plantas, tiro as folhas velhas e amareladas de algumas e me encanto com o florescer de outras.
Léo Caramelo toma muita água; dizem que a ração é muito seca e salgada, não sei se é verdade.
A gataiada corre assim que coloco o pote com água fresca no chão e forma-se fila para tomar. Observo.
Reparo que Clara Blue vai até o pote, olha, observa e depois coloca a patinha na água e faz um movimento para afastar as folhas que caem das plantinhas e para "quebrar" aquela película que se forma na superfície, o que mamãe chamava de espelho d'água.
Acho esse nome bonito.
Achei tão bonitinho e interessante!
Os outros gatos também olham, mas escolhem um cantinho onde a água esteja mais limpa para beber, mas Clarinha mexe o líquido com a patinha.
Lembrei dos açudes e cacimbas cheias de pasta, planta aquática muito comum no Nordeste, e de ver mamãe e o povo da fazenda mexendo na água para afastar as plantas e depois encher potes e dar de beber aos animais.
Eu achava tudo aquilo tão bonito.
Às vezes, quando mamãe estava ocupada com os afazeres da casa, eu ia sozinha para a beira do açude ou cacimba e brincava com as plantas e as águas. 
Quando percebiam que eu não estava por perto, sabiam que eu estava aprontando alguma arte envolvendo água, animais e as coisas da Mãe Natureza, que sempre exerceu enorme fascínio sobre mim.
Mamãe ficava brava, minha avó Mãevelha me chamava de "menina impussivi" e meus avôs João e José achavam muita graça naquilo tudo.
Mamãe tinha medo da minha atração pela água ou da atração que o precioso líquido exerce sobre mim.
Mamãe não confiava em mim sozinha perto de rio, mar, açude ou o que fosse.
As águas atraem, são sedutoras e traiçoeiras, dizia ela.
Tive um dia pesado hoje e lembrar dessas histórias e causos de infância me fazem bem. Me trazem saudades, mas me fazem bem.
É isso.



                                      

Ilha

Croácia, banhada pelo Mar Adriático
                             

Alguém disse que o Homem não é uma ilha, mas talvez a Mulher o seja.
Está difícil, cada vez mais difícil, viver em Sociedade.
Sempre durmo muito mal, mesmo quando estou cansada e como sono. Deito e parece que o sono vai embora e o cérebro não desliga.
Para ajudar a atrapalhar, as pessoas estão cada vez mais barulhentas, egoístas, fúteis, más...
Já falei algumas vezes sobre o tema e volto a ele porque está me incomodando.
Sempre que durmo mal levanto no dia seguinte me sentindo um caco; o corpo pesa e a cabeça também.
De sexta para sábado teve festança dupla na rua próxima e o todo o barulho parece que vem para minha casa. Funk de um lado e pagode do outro! Isso é o som do inferno. Nem o coisa ruim aguentou e mandou de volta pra Terra.
Bem que podia chover forte e acabar a luz!
O dia amanhece e o barulho acaba e penso que finalmente poderei dar uma cochilada em paz. Engano! A vizinha resolve iniciar a reforma da sua calçada bem cedo, por volta das sete horas. 
Barulho de cimento sendo mexido e misturado, som da máquina de cortar piso...
Levantei, era o jeito.
Fiquei em casa, fiz algumas coisas e depois torci para a Alemanha. Pelo menos isso deu certo, aleluia!
Assisto ao Fantástico mais para ver os bonitões da Copa e acho que foram injustos com o croatas; eles são bem bonitões, mas aqueles russos...
Termina o programa e vou para a cama, já era mais de onze e meia e eu voltaria ao trabalho no dia seguinte. Acabou a Copa e junto acabou a moleza.
Meia noite, uma da manhã... Vizinhos falando alto, chamando o nome do filho de um ano a cada dez segundos, mexendo no celular ou outro aparelho que faz aqueles barulhinhos chatos; tenha santa paciência!
Quando estou moída, brava, estressada ou todas as opções mencionadas, eu uso bastante ponto de exclamação.
Madrugada e o povo falando, rindo, conversando... Tiveram o dia todinho pra fazer isso e tem que fazer agora?!
As paredes são finas, até demais, e falei alto: "Eu levanto cedo pra trabalhar! Pelo amor de Deus!".
O barulho diminuiu mas aí a cabeça já doía, a pressão já subira e um refluxo me queimava a garganta; parecia que eu tinha tomado ácido. Sensação horrível.
Tomei Mylanta e ajudou um pouco, mas o sono que é bom... Nada!
A Croácia é um belíssimo país de encantadora geografia, tem muitas ilhas e inclusive alugam uma ilhota por uma semana durante o verão europeu. A pessoa fica isolada de tudo! 
Vou jogar na Mega Sena e vou comprar essa ilhota e mandar bala em quem ousar se aproximar!
Silêncio, respeito e nada de vozes de madrugada, nada de Funk, pagode e todas essas coisas que não podem ser de Deus e nem do coisa ruim. Isso é coisa da humanidade que está tão boçal, bestial, boba.
Tive um dia nada bom hoje.
É isso.



                                  


                                    

sábado, 12 de julho de 2014

Tartaruga

                                



Frio. Inverno em São Paulo.
Não saí hoje e fiquei zanzando e arrumando as coisas pela casa. Tudo ao passo de uma tartaruga manca e hipertensa.
Ariei panelas, limpei o fogão. Limpar fogão e geladeira são as coisas mais chatas e ingratas que têm!
São tantos detalhes, tantos cantinhos aqui e ali para limpar.
Os gatos pegaram a tampinha do frasco para brincar e jogaram um futebol melhor que o da seleção; Aldebarã tem mais velocidade que o Fred.
Fiz meu café, comi frutas e depois de tudo terminado fui para a sala assistir TV. Programação chata e acabei cochilando no sofá mas logo fui acordada pela correria frenética da gataiada. 
Correm, pulam, derrubam coisas, quebram outras.
Agora estão todos encolhidinhos ao meu lado; um esquentando o outro.
Meu joelho direito tem doído muito e fica difícil colocar o pé no chão com firmeza e segurança. Mas eu me viro do jeito que dá.
Vou para a cama, apesar de o fluxo já ter começado... Tocam uma "música" com refrão repetitivo e muito criativo, uau!
"Vem... vem... vem..."
Da vontade de ir mesmo e mandar todos para a casa de suas progenitoras!
Deu uma fominha agora e acho que vou fazer um mingau de aveia; acabou o amaranto, mas eu sempre tenho aveia.
Vontade mesmo é de comer pizza, mas a essa hora fica muito pesado e difícil de digerir. Durmo mal depois. E se não como, acordo de madrugada toda molhada de suor, com frio e fome.
Vida, vida, vida seja do jeito que for...
É isso.



                                     

sexta-feira, 11 de julho de 2014

Levantar Cedo

                             



Eu gosto de levantar cedo; parece que o dia rende mais e a gente fica mais disposta.
Quando levanto tarde geralmente fico de mal humor e o dia se arrasta. Sei lá, cada maluco com sua mania.
Fui para a cama por volta das onze da noite, eu não estava bem e a pressão alta associada aos remédios me derrubaram legal.
Adormeço mas acordo alguns minutos depois com vozes, barulho, fita adesiva envolvendo pacotes, portas de carros que batem a todo instante... 
À essa hora?!
Os vizinhos barulhentos e sem educação estão de mudança para sua terra natal, graças a Deus!, mas como era de se esperar de gente sem educação, os ditos cujos decidiram fazer a mudança entre as vinte e três horas e uma hora da manhã.
O jeito foi esperar os sem noção acabar com a bagunça para poder conciliar o sono. Demorou.
Já era alta madrugada quando algum silêncio se fez, mas logo em seguida disparam alarmes das empresas ao redor, caminhões manobrando com seus "pi, pi, pi" alto e incômodo, pessoas passando na rua e falando alto, caminhão do lixo...
Levantei, não fiz muita coisa e estou no modo "slow motion" (marcha lenta).
Vivemos mesmo na Sociedade do barulho, da falta de educação do "primeiro eu e depois os outros". Ninguém respeita horários, pessoas, situações, nada!
Ao passo que a tecnologia avança o Homem volta-se para sua boçalidade primitiva. É o que parece.
Ligo a TV e é outro problema: atriz segurando cobra, jornalistazinhos comentando notícias e fofocas sobre famosinhos, canais dito religiosos vendendo tranqueiras e pedindo dinheiro para a o obra Deus, canais de vendas oferecendo produtos imperdíveis e sem os quais nossa vida não fará mais sentido!
Ainda bem que têm os canais pagos e alguma coisa se salva dali. Daqui a pouco começa um programa que gosto muito: "Ciência do Absurdo". São vídeos de "video cassetada" analisados pela óptica da ciência. Adoro.
Gosto desse tipo de programa e também gosto de programas infantis, documentários e de culinária porque o resto...
Está frio e a gataiada está deitada ao meu lado enquanto escrevo. Minha Morena Rosa, minha Rosinha, está na garagem olhando para os pipas da molecada barulhenta.
O dia está devagar hoje, assim como eu.
Me dei folga hoje, mas amanhã a moleza acaba e segunda-feira a vida volta ao normal: trabalho, acabou a Copa, acabaram as férias antecipadas.
Vou torcer para a Alemanha em homenagem aos grandes mestres da literatura germânica: Nietzsche, Goethe, Thomas Mann, Kafka (era tcheco, mas escrevia em alemão).
É isso.



                      

                                

                               
                                

quinta-feira, 10 de julho de 2014

Cinza e Rosa

                                 



Estou tão cansada.
Escreverei mais amanhã; vou para a cama com a gataiada.
As pernas pesavam e formigavam, o joelho direito estava duro e era como se minhas pernas não obedecessem.
Tontura, o velho conhecido "soco" na nuca...
Tive dificuldade para me levantar daquelas cadeiras do banco, que estava lotado, e ninguém ofereceu ajuda.
Caminhei cambaleante até o estacionamento e me joguei dentro do carro. Disse ao senhorzinho do local que ele poderia cobrar os minutos a mais que eu ficasse ali, eu não estava bem e precisava descansar um pouco antes de sair.
Vi belíssimas paineiras carregadas de flores róseas a enfeitar seus galhos e o chão à volta. O dia estava cinza, chuvoso e frio e o rosa das paineiras contrastavam com todo aquele cinza. 
Cheguei em casa e agradeci a Deus; cheguei bem.
Tomei mais uma dose dos anti hipertensivos e me deitei no sofá; acordei agora a pouco e não vi nenhum dos programas que costumo ver.
Vou para a cama agora, ainda estou meio zonza.
Amanhã será outro dia e será melhor.
Amem.


                                

segunda-feira, 7 de julho de 2014

Pessoas

                                



Pessoas amargas e infelizes não suportam ver os outros bem.
Pessoas amargas e infelizes descontam suas frustrações em quem não pode se defender sozinho: crianças, animais, idosos e pessoas com alguma fragilidade.
Pessoas amargas e infelizes não procuram evoluir para se libertar dessa amarra que elas prenderam em si mesmas e, em vez disso, procuram jeitos, métodos e maneiras de tirar a paz daqueles que vivem suas vidas em harmonia, ou tentam,  com os demais.
Pessoas amargas são infelizes, invejosas, difamadoras, cegas e burras, pois não param para pensar e ver que são evitadas e esquecidas por quem gosta de viver em paz; só são aceitas por aqueles igualmente infelizes e amargos.
Toda a vizinhança é "gateira e cachorreira", mas a criatura amarga a que me refiro cismou de cismar com meus gatos e comigo.
Estou no mesmo endereço há algum tempo e essa criatura morava em outro bairro com o marido e os filhos e só vinha pra cá para visitar a mãe idosa. Tempos depois a coisa ruim se instalou de vez na casa da mãe e o ex marido deu graças a Deus, mas eu não!
As duas casas ao lado da dela são de pessoas gateiras e os bichanos desses vizinhos vivem a passear pelo telhado da criatura amarga, mas até aí tudo bem com ela, o problema são meus gatos.
Essa criatura já jogou água quente em um gato e bateu com a vassoura no outro e ainda incita as filhas pequenas a bater nos cachorros da rua e isso porque ela tem uma simpática cachorrinha que vem ao meu portão pedir comida. Eu alimento a canina e faço isso pelo animal e não pela monstra!
Essa nobre senhora deixa as filhas pequenas, entre quatro e seis anos, só de calcinha brincando na rua e na companhia de meninos taludos e já com certos interesses. 
Natal passado ouvimos a gritaria, era um domingo de manhã, e todos os vizinhos correram para ver o que era: as meninas só de calcinha, andando em sua bicicletas novinhas na rua vazia. Ao longe viram um mendigo se aproximar, se assustaram com a aparência dele e foi aquele berreiro.
A criatura tem o apoio de outra criatura ruim e essa é a "mãedrasta" que não tem paciência para com o próprio filho de apenas dois anos. São gritos agudos e horrendos que assustam e fazem os gatos correrem. O menino fica sem fôlego por alguns segundos e volta a chorar um choro dolorido, agoniado, sofrido. Quando o pai está em casa ou chega uma visita, a "monstra 2" finge paciência e carinho e chama o menino pelo nome no diminutivo, mas quando está só com ele... Tenho dó demais dessa criança.
A "monstra 2" matava animais quando morava em sua terra natal, pois alega não gostar de bichos. 
Ninguém é obrigado gostar, mas não precisa matar!
Já falei sobre essa alma escura e sem luz aqui, mas ela fez parceria com outra igual. Coisa ruim atrai coisa ruim.
Essa é outra frustrada que vive um casamento infeliz e desconta sua amargura no pobre menino.
Desconfio quando vejo mães muito frias que não fazem um carinho no filho; conheço algumas assim. Elas são frias, "secas", mas não maltratam de forma física e/ou psicológica, "apenas" não são amorosas. Mas pensando bem, maltratam sim seus filhos ao não dar-lhes uma alimentação adequada e servir-lhes de exemplo de coisas boas. Crianças viciadas em refrigerantes, salgadinhos e outras porcarias e que têm chiliques quando lhes são oferecidos alimentos saudáveis. Só faltam correr quando veem uma fruta!
Coincidentemente, essas mães frias são pessoas que não gostam de animais, plantas e não têm paciência para com crianças. Gente assim já devia nascer "capada".
Sim... tem muita madrasta muito mais amorosa que muita mãe biológica que só pariu a criança, mas sentimento é zero!
Como pode ter gente assim?!
É isso.



                                          

quarta-feira, 2 de julho de 2014

Dona Aranha - The itsy-bitsy spider

                                   


Minha sobrinha Rafaela adora cantar canções infantis e claro, adora a Galinha Pintadinha.
Cantávamos, pela décima vez em alguns minutos, a Galinha e o Galo Carijó, a galinha usa saia e o galo paletó... 
Rafaela adora a parte final que diz: E a agulha da injeção era a pena de um pavão...Ui!
Depois alguém lembrou de cantar A Dona Aranha, eu conhecia a versão americana e fiquei depois analisando a versão em português brasileiro.
Na versão americana a aranha subia pelo cano da calha, veio a chuva e a derrubou, mas veio o sol e secou tudo e a aranha prosseguiu até alcançar seu objetivo.
Na versão brasileira a aranha é chamada de teimosa e desobediente por tentar subir após o fim da chuva.
Teimosa e desobediente?! Nunca está contente?!
Para mim, isso é uma forma de castrar e podar o natural impulso infantil de querer descobrir as coisas, de olhar, investigar, querer saber.
Sufocar a natural curiosidade da criança e assim mantê-la calminha e obediente: "Viu só, Dona Aranha era teimosa e desobediente! Viu o que aconteceu com ela?"
É cultural, eu sei. 
A cultura norte americana incentiva a independência, a resiliência, o seguir adiante mesmo perante a adversidades.
A cultura brasileira incentiva a dependência, a carência, o medo de tentar ir sozinho e "quebrar a cara" e depois ter que ouvir: "Mas eu te avisei!".
Só se aprende tentando.
Podem não concordar comigo, mas esse é meu ponto de vista, de quem conhece as duas culturas de perto.
Coloco abaixo as duas versões para comparações.
Estou certa ou estou errada?
É isso.



                                       Dona Aranha 


A Dona Aranha subiu pela parede                           

Veio a chuva forte e a derrubou
Já passou a chuva
O sol já vai surgindo
E a dona aranha continua a subir

Ela é teimosa e desobediente
Sobe, sobe, sobe e nunca está contente.

A Dona Aranha desceu pela parede
Veio a chuva forte e a derrubou
Já passou a chuva
O sol já vai surgindo
E a dona aranha continua a descer

Ela é teimosa e desobediente
Desce, desce, desce e nunca está contente.

A Dona Aranha subiu pela parede 
Veio a chuva forte e a derrubou
Já passou a chuva
O sol já vai surgindo
E a dona aranha continua a subir

Ela é teimosa e desobediente
Sobe, sobe, sobe e nunca está contente.




Itsy-Bitsy Spider          A aranha pequenina


The itsy-bitsy spider - A aranha pequenina
Climbed up the water spout - Subiu pelo cano da calha
Down came the rain - Veio a chuva
And washed the spider out - e derrubou a aranha
Out came the sun - Veio o sol
And dried up all the rain - E secou toda a chuva
And the itsy-bitsy spider - E a aranha pequenina
Climbed up the spout again - Subiu pelo cano da calha novamente


Fogão

                              

Fui ao portão para pegar a correspondência e na rua passa uma família pequena; a mulher para e me pergunta: "A senhora tem um fogão pra dar? A senhora sabe de alguém que tem um fogão pra dar? Eu preciso de um fogão".
Eu também!
Estou louca por aquele fogão inox de cinco bocas, (queimadores), mas ainda não deu para comprar.
As pessoas se habituaram, me parece, a querer tudo fácil, dado e conquistado sem o menor esforço. Como dizia papai: "Quer que o mundo acabe num barranco pra morrer escorado".
Sim, têm famílias carentes e que têm muitas necessidades, mas no caso aqui relatado, todos eram jovens e me pareciam bem saudáveis.
E trabalhar? Alguém quer?
É moda o povo invadir a área dos outros, construir, lá se instalar com sua família e suas tralhas e ainda exigir direitos. Na boa, o proprietário daquele lote/terreno pagou por ele e faz o que bem quiser com sua propriedade e não é justo que de repente venha um bando de "pessoas carentes" e exija "seus direitos" recém adquiridos à base de violência, preguiça, comodismo e cara de pau.
Assistia a um vídeo do programa Silvio Santos e ele pede para uma adolescente, com a saia curta e mais justa que Deus, soletrar a palavra "gorjeta" e ela se atrapalha toda: "É com x?".
Olhava as fotos de conhecidos que se tornaram "novos ricos" e um padrão me chamou a atenção: os homens usam as mesmas marcas de roupas e camisetas com números que realmente não sei o significado e as mulheres são todas loiras, a grandiosa maioria, e usam roupas de estampa animal.
Dinheiro compra quase tudo, mas não compra educação e bom gosto, na boa.
As jovens ricas também são todas loiras, usam camisetinha branca justa, saia curtíssima, salto altíssimo e ouvem/curtem o mesmo tipo de artista.
É todo mundo com celular, tablet e toda essa quinquilharia eletrônica a navegar pelas redes sociais e a esquecer a realidade real desse lado real do mundo e da vida.
Acho que sou das antigas, do tempo em que as pessoas se sentavam para conversar de verdade, que apreciavam a companhia das outras por prazer e não para poder ostentar o que tem.
As pessoas estão tão absortas em seus mundinhos particulares conectados a outros mundinhos particulares mas tão de todos.
As pessoas estão ficando tão bobas.
Na boa, meu.
É isso.