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quarta-feira, 6 de março de 2013

Boa Música... Às vezes nem tanto

                             


Tive o dia quase todo de paz, solidão e sossego, graças a Deus.
Saí apenas para ir ao médico.
Meus vizinhos barulhentos que adoram música ruim estão viajando, graças a Deus.
Tive a liberdade de ouvir minha música sem ter a interferência da música ruim do vizinho tocada em som muito alto. Incomoda e meu ouvido não é penico.
Não precisei aumentar muito o volume do som, nem gosto muito alto mas os vizinhos...
Às vezes eles, meus vizinhos, ouvem o bom Rock 'n' Roll, mesmo sem querer.
Ouvi Zé Ramalho. Amo.
Zé Ramalho e Djavan são uns dos poucos cantores que podemos deixar o CD tocar do começo ao fim; música boa sempre.
Ouvi Chão de Giz, belíssima. Só voz e violão. 
Não entendo como músicas ruins, medíocres e vulgares como as atuais ganham prêmios. Cadê o bom senso?
Fiquei analisando a melodia e a letra das músicas de Zé Ramalho e Djavan e comparei com a m... atual: 

"... Por ser exato o amor não cabe em si. Por ser encantado o amor revela-se. Por ser amor, invade e fim..."
"... Eu entendo a noite como um oceano que banha de sombras o mundo do sol
Aurora que luta por um arrebol em cores vibrantes e ar soberano
Um olho que mira nunca o engano durante o instante que vou contemplar..."

Agora vejamos um exemplo da ridícula, vulgar e descartável música atual. Preciso dizer mais alguma coisa?!
Pelo amor de Deus! Depois dizem que implico com tudo.
Mas eu tô certa ou tô errada?!




Assim Você Mata o Papai

Sorriso Maroto

Ai,ai! Ai ai ai ai
Essa mina tá me olhando
Acho que tá dando mole
Ela tá me provocando já faz tempo
Isso não vai prestar,
Não vai
Ela é maravilhosa , tem um sorriso maroto
O que será que ela tá querendo?
Vou chamar pra dançar,
Vem cá mulher,
Vem cá,dançar,
Comigo agarradinho, vem cá que você vai gostar!
Ah, vai! Isso, assim, vem pra mim
Que delicia, tá gostoso demais
Isso não vai prestar
Beija minha boca
Ai, ai! Ai ai ai ai! Assim você mata o papai
Ai, ai! Ai ai! Que boca gostosa eu quero mais
Ai, ai! Ai ai ai ai! Assim você mata o papai
Ai, ai! Ai ai! Você tá cheirosa demais

sábado, 23 de fevereiro de 2013

Limpeza

                                


O dia de hoje foi bem interessante e divertido; minha irmã Rosi, meu irmão Fubá, uma personal diarista e sua nora formaram o "Esquadrão do Lixo" e vieram me ajudar com a limpeza da casa.
Fubá nomeou o grupo, claro.
Temos o hábito de acumular coisas das quais não precisamos e sabemos que nunca as utilizaremos, mas mesmo assim as queremos perto de nós.
Muita coisa foi jogada fora, muita coisa foi separada para reciclagem e muita coisa foi destinada à doação.
Sapatos e sandálias que nunca usei, livros doados ao Sebo da Casa André Luiz, lápis de cor e livrinhos para colorir doados para crianças carentes de material e de atenção também.
Foi uma limpeza geral e legal mas ainda tem muita coisa no quarto para ser vista e definida sua situação.
Ouvimos boa música, já que ter os ouvidos poluídos pela música ruim, horrorosa e em alto volume do vizinho não dá! 
Meu aparelho de som é potente e ouvimos Zé Ramalho, Djavan, Bob Marley, Red Hot Chilli Peppers, Rock 'n' Roll... só coisa boa, graças a Deus.
Ontem sofri, estou na casa do meio e os dois vizinhos resolveram tocar suas músicas de gosto duvidoso. Respeito, mas não gosto.
Um vizinho tocou Bruno e Marrone e o outro as horrendas tecno brega. Jesus!
Mas hoje foi ótimo!
Como disse, respeito, mas me pergunto: Como alguém pode gostar de ouvir tecno brega com seus cantores de vozes esganiçadas, entaladas, horrorosas? No caso do Bruno e Marrone, onde o dos dentões e nariz puxado pra cima canta e o outro boca mole só fica olhando e canta o refrão. Na boa.
Sem contar que o cantor, não sei quem é quem nessas duplas, faz um esforço tremendo para puxar a voz.
Bom, talvez a resposta para essa pergunta seja: Do mesmo jeito que eu gosto de Rock 'n' Roll com seu maravilhoso som de bateria e guitarra. Magnífico!
Limpeza e música boa. O dia de hoje foi muito bom.
É isso.


                               

sábado, 24 de novembro de 2012

Horas

Meu lindo e vesgo Léo Caramelo

Gosto de levantar cedo. Desligo a lâmpada que fica acesa durante a noite; mamãe dizia para sempre dormirmos com uma luz acesa, pois assim os anjos encontrariam nossos lares para levar nossos pedidos e trazer-nos as bençãos divinas. Já falei sobre isso aqui em postagem anterior.
Bom...
Vi uma entrevista do cantor com bela e poderosa voz, Zé Ramalho. Ele disse que todo nordestino gosta de se levantar cedo, e eu concordo. Também pudera, num calor arretado daquele não tem como o cabra ficar mais tempo na cama não!
Levanto, apago a luz, vou ao quintal, dou bom dia às coisas da Natureza, agradeço por mais um dia de vida, coloco ração para os gatos e os peixes, arrumo e limpo o quintal dos bichanos, pego o jornal na garagem, ligo a TV e tento assistir aos telejornais matinais.
Tomo meus remédios e alguns deles me deixam sonolenta e com tontura; volto para a cama e tento assistir TV.
A gataiada, que já dormira a noite toda ao meu lado, volta de barriguinha cheia e começa a disputar o espaço mais próximo a mim. Branca Maria deita-se no travesseiro ao lado e encosta a cabeça na minha; muito lindo. Aurora e Alice disputam o velho edredom, Morena Rosa deita-se aos meus pés, Léo Caramelo ronrona e encosta em minha barriga e Ébano Nêgo Lindo fica em frente à TV, impedindo que eu veja alguma coisa. Eles querem atenção total e irrestrita e eu lhes dou.
Fico assim por algumas horas, cercada de gatos manhosos, ciumentos e lindos  e tentando assistir TV.
O chamego é tão bom e o amor, carinho e confiança são recíprocos.
Li em algum lugar que pessoas que têm muitos gatos são solitárias, não sei se concordo. Sou solitária por opção, gosto do meu canto, do meu espaço, do meu sossego.
Sou normal, embora não pareça; saio, interajo com as pessoas, me arreto com os olhares de estranhamento dos ignorantes, embora não diga nada, sou educada, mas quando volto para casa, quero paz. Minha tão almejada paz.
Passo minhas horas cuidando do meu jardim, das minhas lindas plantas; adoro sentar-me no chão e folhear meus amados livros enquanto tiro o pó de suas preciosas páginas, adoro ver as fotografias da minha grande família, dos lugares lindos por onde passei, adoro ouvir minhas músicas em um volume que não incomode ninguém, bem ao contrário dos meus vizinhos.
Pego o telefone e tento falar com alguém, mas as pessoas estão tão ocupadas, apressadas, sem tempo... E eu queria falar sobre um livro que li, um filme que vi, uma notícia, uma coisa, qualquer coisa... Volto para minha solidão...
Vou até a cozinha, faço chá agora, o café me dói o estômago; faço bolos, pudins e outras guloseimas apreciadas por minha gulosa e "zoiuda" família.
Pego meu laptop, que decidiu funcionar por um pouco mais de tempo, e escrevo. Adoro escrever.
Estou bem assim, vivo bem assim. Não é porque gosto do meu espaço que sou antissocial, arrogante ou outros adjetivos pelos quais me chamam.
Sou boa pessoa, apenas gosto de ficar só por algumas horas.
Adoro estradas, caminhos e estou doida para pegar uma estrada sem destino. Já fiz muito isso. Enchia o tanque e saía sem destino e descobria lugares lindos, cidadezinhas graciosas...
É disso que eu gosto. Coisas simples, sem barulho, sem riscos, sem bebedeira, sem baladas. Deixo isso para os jovens sem juízo que acham que podem tudo e que são imunes aos problemas e perigos.
Eles são jovens e um dia aprenderão. Espero.
É isso.


Minha terrível Aurora
Morena Rosa, minha Rosinha no meu lindo jardim

                           
                                   

domingo, 12 de agosto de 2012

Zé Ramalho

Eu desço dessa solidão e cuido das minhas coisas mais favoritas: minhas plantas, meus gatos, meus livros e minha música.
Ouço Zé Ramalho; adoro sua voz máscula, poderosa, forte e bonita. Adoro Zé Ramalho.
Músicas lindas com muita poesia e romantismo sem cair no brega. 
Zé Ramalho, Djavan, Caetano, Gil, Chico Buarque falam de amor de uma maneira inteligente, sem precisar usar os batidos e repetitivos "Eu te amo, não vivo sem você, meu amor, minha vida, blá, blá, blá".
Lembro quando comprei o CD de Zé Ramalho e os sobrinhos Marcos Paulo e Demétrius eram pequenos. Ouvimos o CD e eles adoraram a versão de "Knocking on heaven´s door" de Bob Dylan, ficou "Bate bate na porta do céu".
Eu gosto de "Chão de Giz, Jardim das Acácias, Beira-mar, Eternas Ondas, Admirável gado novo..."
Os sobrinhos ouviam o CD e sempre pediam para tocar de novo a música "Bate bate na porta do céu".
Mas eis que levei o CD comigo e um dia eles procuraram e não o encontraram; pediram à minha irmã Rosi para me ligar: "Tia Rejane, você por acaso pegou o CD do Zé Romário?"
Hoje os "negão" estão enormes, lindos e muito danadinhos, mas infelizmente seus gostos musicais mudaram radicalmente para pior; agora eles gostam de cantores com nomes no diminutivo: fulaninho, coisinho, bestinha, rebolativinho, e por aí vai... Gostam também de músicas que até mudos podem cantar: Aê, Aô, Aêeee ooooo... Deus me perdoe.
Bom,
Volto às minhas arrumações.
É isso.

                                             


domingo, 29 de janeiro de 2012

Domingo

Recife, a Veneza Brasileira
                                              


Nunca gostei dos dias de domingo.
Não sei dizer exatamente porquê. 
Relaciono o dia de domingo à tristeza, solidão, volta à rotina, sei lá.
Mas até que fez um dia bonito hoje; a chuva parou e o sol apareceu.
Li, coloquei roupas na máquina e dei uma geral na casa. Não consegui estender as roupas porque Aurora e Branca decidiram tirar um soneca em cima da máquina de lavar e eu não quis tirá-las de lá e nem atrapalhar o soninho delas.
Se mamãe estivesse aqui, diria: "Não sei quem é mais sem vergonha, você ou esses gatos".
Arrumei minhas plantinhas também; estão lindas e resistem bravamente aos ataques da gataiada.
Ouvi músicas dos aparelhos de som dos vizinhos. Ouvi pérolas que fazem sucesso fácil e depois alguém teve a feliz ideia de ligar na rádio que toca MPB (música popular brasileira), graças a Deus.
Ouvi músicas que nem me lembrava mais, mas que gosto muito e que estiveram presentes em alguns momentos da vida.
Engraçado, eu achava que era coisa de novela, mas a música marca sim um momento, uma situação, um acontecimento em nossas vidas.
Ouvi Chão de Giz de Zé Ramalho e me lembrei do passeio de catamarã que fiz em Recife. Na verdade, ouvi a música na voz de Elba Ramalho enquanto a embarcação deslizava pelas águas dos rios Beberibe e Capibaribe em Recife, Pernambuco.
Ouvi Vem ficar comigo de Elba Ramalho que também trouxe lembranças, memórias e recordações.
Legal.
Hoje os vizinhos capricharam. Claro, que primeiro ouviram as porquêras deles e depois mudaram para algo melhor. Acho que foi reflexo de ontem; explico. Não tenho aparelho de som, mas tenho canais de música e liguei em um deles para ver se o distinto vizinho se tocava e abaixava o som dele. Estava alto demais, Nossa Senhora! E isso incomoda a qualquer um, ainda mais para quem já está com dor de cabeça.
Coloquei em um canal que toca Rock/Heavy Metal e aumentei o som. 
Bingo!
A música deles parou e desliguei a minha.
Nada como o precioso som do silêncio.