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segunda-feira, 4 de março de 2013

Tombo

                               



Estive bem dolorida essa semana que passou. Tive dores na juntas, nas pernas e nos ossos. Dormir é difícil.
Tomo remédios só quando a dor incomoda muito e mesmo assim procuro tomar os remédios mais leves receitados pelo médico.
Mas as dores não diminuíam e eu tive que tomar o remédio de controle especial; foi o jeito. 
Tomei e adormeci. Acordei meio mole e assim fiquei o dia todo, mas as dores estavam mais fracas.
Assisti ao Globo Rural e depois decidi me levantar, colocar a roupa na máquina para lavar, molhar as plantas e fazer pão. Estou com uma vontade enorme de comer pão caseiro.
Volto para o quarto para tomar o remédio da pressão e de repente me vejo no chão. Tentei me apoiar no sofá, mas a mão estava longe; caí.
Tive muito trabalho para me levantar; eu não tenho força nas pernas nem nas costas para me impulsionar para cima e me levantar. Tive muito trabalho e foi muito difícil.
Fiquei muito cansada e decidi ficar mais um pouco na cama e depois de uma meia horinha, pensei eu, me levanto e termino de fazer as coisas.
Adormeci e acordei depois das onze horas da manhã. Meu joelho doía e estava duro como se estivesse enferrujado.
Meu cunhado Pepê havia me convidado para almoçar e assistir ao jogo do Santos X Corinthians, mas tive que declinar. Eu não estava bem para dirigir e achei melhor ficar em casa.
Amanha vou procurar o ortopedista e tentar marcar um encaixe. Estou lenta e dolorosamente perdendo meus movimentos; minha mobilidade está cada vez mais reduzida.
Mas eu vou ficar boa. Tenho fé.
É isso.

                               
                                       

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Cosme e Damião

                                  

Cosme e Damião são irmãos gêmeos e têm seu dia comemorado em vinte e sete ou vinte e seis de setembro; há algumas variações.
Tem-se o hábito de distribuir doces para crianças no dia de Cosme e Damião.
São chamados de santos médicos por ajudarem os enfermos. 
Vou fazer um bolo de chocolate para as crianças e Cosme e Damião.
E tomara Deus que eu tenha saúde não apenas de corpo, mas de alma também.
Amém.

                                 
                                 
                             

sábado, 22 de setembro de 2012

Gato Esperança

                                     

Tenho seis gatos.
Sei que para algumas pessoas é muito, mas quem cuida deles sou eu. Desculpa aí.
Sei de pessoas que jamais gastariam tempo e dinheiro para cuidar de um gato, cachorro ou qualquer outro animal e acham uma tremenda bobagem e desperdício fazer isso.
Eu não penso assim.
Seria muita crueldade ver e deixar um animal sofrer doente e não levá-lo ao veterinário só porque não quer gastar dinheiro; por acaso esse dinheiro economizado será levado junto para o túmulo?
Sou contra o desperdício mas também sou contra o apego excessivo ao dinheiro.
Tive uma boa despesa com Aurora e parcelei a dívida em suaves prestações; foi o jeito, não dava para pagar à vista e estou devendo até promessas aos santos.  
Não está fácil não, mas vai melhorar. Tenho fé.
Pensava comigo em fazer um "Gato Esperança": Para doar ração, disque #1; Para doar remédios, disque #2 e para doar dinheiro, deposite em minha conta!
Mas como dizia mamãe: "Amanhã é outro dia e dias melhores virão". Amém.
É isso.

                                 

quinta-feira, 21 de junho de 2012

Coração

                                           

Corinthians X Santos pelas semi finais da Libertadores. Haja coração, minha Nossa Senhora!
Minha irmã Rosi disse que sou uma Corinthiana fajuta, que não conheço os jogadores, que não sei a escalação do time, que não acompanho os jogos...
Mas não é isso não, é para proteger meu coração.
É muita emoção, agonia, sofrimento, desespero, paixão. Haja coração mesmo! E o meu não é lá grande coisa, já passou por uma parada cardíaca-respiratória e está cheio de colesterol, isso sem contar os sentimentos, as mágoas, as coisas boas, as não tão boas que ele tem que aguentar. Mas meu coração é forte, graças a Deus.
Uma vez uma colega da faculdade me perguntou: "Como alguém pode-se dizer maloqueiro, sofredor e dar graças a Deus por isso?! Como alguém inteligente como você pode torcer pro Corinthians?"
"Só quem é Curinthia sabe. É paixão, devoção, é uma agonia..."
E não poderia ser diferente, quando chegamos ao nosso Santo São Paulo fomos morar na ZL e depois nos mudamos para uma rua bem atrás do Sport Clube Corinthians Paulista, do outro da Marginal Tietê. Mamãe olhava para o céu e dizia: "Vamos tirar a roupa do varal que a chuva tá lá no Corinthians". Sou mulher, nordestina, professora, acromegálica, maloqueira e sofredora, graças a Deus! Só podia ser Corinthians. Ainda flertei com o São Paulo Futebol Clube quando aqui cheguei, pois pensei que deveria torcer para o time que tem o mesmo nome da cidade que nos recebeu, mas não deu, a paixão foi e é mais forte: Vai Corinthians!
Neymar fez o primeiro gol e eu me peguei com São Jorge Guerreiro e disse: "Ajuda nóis aí, mano!".
São Jorge ajudou. Graças a Deus.
Salve Jorge.

                                          

                                       

domingo, 27 de maio de 2012

Hinos, Mudanças & Versões

                                           


Beatriz é filha de mãe corinthiana e pai santista.
Beatriz é sobrinha de um palmeirense e uma dúzia de corinthianos. Graças a Deus.
Mas Beatriz está se bandeando para o lado do Santos: "Eu não gosto mais do Corinthians, agora eu sou Santos. Tá bom, eu torço só um pouquinho pro Corinthians".
Voltávamos da Festa de Casa Luce e falávamos sobre futebol, torcidas e hinos e Beatriz cantou o Hino Nacional Brasileiro e uma nova versão para o Hino do Santos: 
"Agora quem dá a bola é o Santos
O Santos é o novo campeão
Glorioso alviverde baiano"
Agora o jeito é torcer para que Rafaela não mude de time e continue sendo sempre Corinthians.
Vai Curinthia!!!




                                           



terça-feira, 22 de novembro de 2011

Preconceito & Paz - Santos x Sport Recife

                                




Julho de 2009. 
Apenas dois meses após a cirurgia de coluna (2 hastes e 21 parafusos de titânio).
Minha prima Rosa, filha de tio José de Recife, vem a São Paulo para uma visita. Ficará alguns dias e trouxe consigo o marido e mais dois casais de amigos.
Ela e o pessoal vão à Rua 25 de março comprar bugigangas baratinhas e nós sugerimos uma viagem a Pedreira e a Serra Negra.
Adoro Pedreira e suas ruas de comércio e artesanato.
Sabia que o nome da cidade de Pedreira foi escolhido assim devido ao grande número de homens chamados Pedro? Era muito Pedro, era uma Pedreira.
Voltamos a São Paulo e os primos visitantes querem ir à Vila Belmiro em Santos para assistir ao jogo Santos x Sport Recife.
Viajamos até a cidade praiana e enquanto esperamos a hora de ir para o estádio, fazemos comprinhas básicas e visitamos o Aquário de Santos.
É chegada a hora do jogo e saímos um pouco antes para comprarmos os ingressos.
Rose e Pedro compram cadeiras cobertas para um maior conforto e segurança da pequena Beatriz que não tinha ainda dois anos de idade. Eles querem que eu vá junto com eles, pois estão preocupados com meu bem estar físico pós-cirúrgico. Mas eu recuso, quero ir aonde o povo está (não queria ficar com a torcida do Santos e sim com a do Sport Recife. Oxe!).
Rosi, Pedro e Beatriz ficam na parte coberta e mais civilizada e o restante do pessoal (Fubá, Preta, minha prima, o marido, os dois casais e eu) ficamos na arquibancada com a torcida do Sport Recife.
Na época o estádio passava por algumas pequenas reformas e o placar luminoso estava quebrado.
Entramos e nos acomodamos o mais confortavelmente possível nos duros degraus de cimento da arquibancada descoberta. Garoava.
Pegamos nossas bandeiras do Sport Recife e do estado de Pernambuco e logo iniciam-se as provocações: "Aí, torcida de meia dúzia de paraíba comedor de farinha. Voltem para a portaria do prédio. Voltem pra Paraíba, seus cabeças chatas".
Estávamos nos portando educadamente, mas não podíamos ficar calados às provocações preconceituosas. Paraíba e São Paulo ficam no mesmo país: Brasil.
Fubá responde às gracinhas dos torcedores adversários e nós, claro, o ajudamos de muito bom grado:
"Não é Paraíba, é Pernambuco. Seu analfabeto! Não sabe geografia, não? Volta pra escola, seus piolhentos!", disse Fubá.
"E vocês são tão bestas que nem cuidam do estádio. Olha aqui, vou dar dois reais para ajudar a comprar um novo placar, seus filhos duma quenga!", disse um dos rapazes do nosso grupo enquanto tira a nota do bolso e balança em direção à torcida do Santos.
"Vai, vai, volta pra Paraíba. Pernambuco e Paraíba é tudo a mesma coisa. Vão pra casa comer rapadura com farinha!".
Fubá escolhe um gordinho para fazer chacota: "E você, seu gordinho f.d.p. Você é a baleia do Santos!".
"Seus bestas. Seus preconceituosos. Nós temos belas praias bem perto de casa e vocês têm que ficar preso mais 3 horas no trânsito pra poder achar uma prainha meia boca!".
Finalmente começa o jogo. Placar de 0x0 e exatamente nos 47 minutos do segundo tempo o  time do Santos marca 1x0. 
P. Q. P!!!!
Beleza. 
Voltamos para o hotel rindo muito. Apesar da troca de ofensas leves, nos divertimos muito. Não cometemos quase nenhum tipo de violência; talvez a violência verbal, mas foram eles que começaram!
O importante é a diversão, a alegria. 
Paraibanos, Paulistanos, Pernambucanos, Gaúchos, Cariocas, Mineiros e todas outras naturalidades fazem parte de um único gigantesco e belo país; o Brasil. 
Cada um com seu sotaque, sua cultura, seu futebol. 
Paz no futebol.
Paz a todos nós: gordinhos, magrinhos, sulistas, nortistas: brasileiros.


                               



sábado, 5 de novembro de 2011

Canteiros

Cravina


Ouvia Fagner cantar maravilhosamente a belíssima versão que ele fez do poema "Marcha" de Cecilia Meireles.
Identifico-me com a letra da música.
Ouvia "Canteiros"  e fui cuidar do meu pequeno canteiro, que aos poucos vou ampliando. Contando, claro, com a colaboração nem tanto colaborativa de meus gatos, principalmente de Aurora, a Terrível.
Fui surpreendida pela bela presença de uma flor fúcsia, ou rosa forte, ou pink, ou cor de bunina, como dizia mamãe. Segundo fui informada, essa plantinha de belas flores rosa choque recebe o nome de flor de maio. Mas estamos em novembro!
Deve ser o aquecimento global, penso eu.
Chamou-me a atenção as pequeninas e delicadas flores coloridas da planta que mamãe e Mãevelha chamavam de bunina. Eu só conhecia de uma cor, mas pude ter o prazer de ver que há cores e tons variadíssimos e belíssimos.
Herdei de mamãe e de minha avó o gosto, o cuidado e até o ciúme pelas plantas.
Mãevelha tinha cuidado especial para com suas cravinas (pequenos cravos). Ela as cultivava em delicados tons de rosa bebê ou rosa clarinho. Colhia suas flores favoritas e as levava para a Igreja Santa Rita de Cássia. Lá chegando, depositava suas cravinas queridas e tão bem cuidadas aos pés das santas. Nossa Senhora, Santa Rita de Cássia e se sobrasse algumas flores, colocava uma para cada santo da ala masculina.
Acho que Mãevelha era feminista.
Tia Anália também gostava de plantas e tinha o mesmo ciúme genético que está contido no DNA da família. 
Quem realmente gosta de algo, alguém ou alguma coisa, cuida de verdade. Valoriza. Respeita. Se preocupa. Sabe que as coisas boas dependem de nosso cultivo. E falo isso não apenas no sentido florido. Literalmente.
Tia Anália tinha um pequeno quintal cheio de plantas e algumas cobiçadas por mim. Tinha um pé de pitanga, espada de São Jorge, uma pequena horta com coentro, cebolinha verde, salsinha e um lindo pé de cróton. Mas nós falávamos "cróti".
Um dia fomos à casa da tia e a encontrei regando suas preciosas plantas. Pedi a ela uma muda do cróton, mas ela disse que não poderia arrancar a mudinha porque iria prejudicar toda a planta; eu teria que esperar pela chuva. Acreditamos que as plantas devem ser podadas e transplantadas na época de chuva, pois o choque será menos intenso para planta.
Como pode-se ver, também nos preocupamos com o bem estar psicológico das plantas.
A desculpa de tia Anália não me convenceu. Esperei o momento certo e quando ela estava na cozinha preparando o café, aproveitei e arranquei uma mudinha do cróton. Ao lado da casa havia um terreno baldio; deixei a mudinha lá para levá-la quando fossemos embora e para não levantar suspeitas.
O tempo passou, as chuvas foram e voltaram a seu tempo e um domingo tia Anália vai nos visitar. Ela caminha pelo longo quintal de terra e para a cada planta para admirá-la e fazer comentários. Lá está o belo pé de cróton; forte, bonito e colorido. Sempre gostei da mistura de tons fortes e intensos de vermelho, verde e branco.
Tia Anália elogia a planta: "Mas que pé de cróti tão bonito". 
Eu falo a verdade e a tia balança a cabeça: "Mas tu não tem juízo mesmo!".
"É que planta roubada pega mais fácil e fica mais bonita do que a planta dada". 


Bunina