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sexta-feira, 25 de outubro de 2013

Açaí e Cupuaçu





Saio da padaria e vejo a simpática moça vitaminada que vende açaí e cupuaçu. Novidade.
Provei um pouquinho do cupuaçu e gostei do sabor azedinho que lembra limão. Adoro limão.
Pedi meio a meio. Só açaí e cupuaçu, sem aquelas invencionices de leite em pó, leite condensado, granola, banana e até unha de cobra e pelo de ovo, se duvidar.
Gosto de tudo mais simples, sem muita coisa estranha que no fim acaba descaracterizando o alimento e seu sabor.
Gostei e pensei comigo que o brasileiro conhece muito pouco as frutas brasileiras, principalmente as exóticas vindas das regiões Norte e Nordeste.
Uma pena. São estranhas, mas são deliciosas.
Encontro um velho conhecido; nos cumprimentamos e como sempre, "está tudo bem".
Conheço muita gente que basta alguém perguntar, por educação, claro, como a criatura está e lá vem uma ladainha de reclamações, de dores, achaques e afins. Mas o cão dos infernos está firme e forte, a quem interessar possa.
Peguei meu açaí com cupuaçu e saí, lembrei de uma piadinha que vi nas redes sociais: a dieta do chá e do açaí.
É assim: Picanha, linguiça, cerveja? Chá comigo!
Açaí uma picanha, uma linguicinha, um queijinho de coalho.
Gostei dessas dietas.
Mas é preciso manter o corpinho acromegálico.
É isso.


                                     


                                     



                                      

sábado, 6 de julho de 2013

Sono

                                     


As dores de cabeça voltaram e estão há uma semana a me atormentar. Gosto de ficar na cama de manhã, de assistir aos telejornais matinais e aos programas de culinária, mas hoje não deu.
Nem para cochilar deu. O infame do vizinho tocou suas músicas horrendas em um volume ainda mais alto que o de costume. Coisa chata!
Levantei, coloquei o lixo para fora, coloquei roupas na máquina, concertei os varais, limpei o quintal dos gatos e fiz meu café forte e doce na medida.
Lá pelas onze horas comi granola com iogurte de soja e pão de aveia. Delícia.
Meu irmão Fubá passou rapidamente com a pequena Rafaela, que ficava brava com os gatos que se recusavam a atender seus chamados. Tão linda.
Fiquei zanzando pela casa, fazendo as coisas, deitando um pouco, levantando... e assim foi o dia.
Agora à noite a dor de cabeça apertou legal e tomei os medicamentos e me deitei de novo no sofá. Alice agora pegou essa manina de se deitar em cima de mim e seus cinco saudáveis quilos pesam bem. 
Tenho dormido pouco, meu sono é muito inquieto e agoniado; tenho tido sonhos fortes e intensos. Algo está por vir. 
Vou tomar meu banho noturno e tentar dormir. 
Boa noite a todos.


                                     

domingo, 21 de abril de 2013

Pinha e Atemoia

                                 


Passei pela barraca de frutas do senhorzinho de forte sotaque italiano, ou seria paulistano? É praticamente a mesma coisa, meu.
Comprei algumas frutas que já foram devidamente consumidas; uvas grandes e doces, caquis moles e dulcíssimos, peras, maçãs e atemoias. 
Eu queria pinha, mas só tinha atemoia, e todos dizem que são a mesma coisa. Não é verdade!
Pinha, atemoia, graviola, fruta do conde, cherimoia....
São todas frutas da mesma família e algumas são resultado de cruzamentos entre elas, como a atemoia, que é o resultado do cruzamento da cherimoia com a pinha. São parecidas, mas seus sabores e formatos têm sutis diferenças.
Gosto de todas e dizem que a graviola tem propriedades que ajudam a combater células cancerígenas. Não sei se isso é verdade ou se tem algum embasamento científico, mas fruta é alimento saudável e deveria ser consumida por todos, principalmente por aqueles que detonam a própria saúde com junk food (fast food, frituras, refrigerantes e afins).
Mas acontece que hoje é domingo e feriado - Tiradentes - e sou natureba de segunda à sexta. Os abusos são permitidos aos fins de semana e feriados.
Já comi minha granola com iogurte e acho que vou pedir uma pizza de provolone mais tarde.
Bom domingo a todos.

Graviola, atemoia ou ata, cherimoia e pinha, que aqui em São Paulo é conhecida como fruta do conde.









sexta-feira, 5 de outubro de 2012

Noite do Barulho

                              

Dormi mal noite passada. Grande novidade.
Assisti à novela Gabriela e depois fui me deitar.
É a única novela que assisto com gosto e dou boas risadas, adoro as personagens de José Wilker e Marcelo Serrado. Detesto novelas-dramalhões cujos finais são sempre os mesmos: alguém é filho de alguém, alguém é amante secreto de alguém, alguém roubou/matou/enganou alguém, blá, blá, blá.
Sou e estou meio sem paciência.
Bom...
Deito-me e escuto um barulho estranho, como se algo fosse arrastado, abro a janelinha da porta e vejo o filho do vizinho andando de skate àquela hora da noite! Os pais não parecem muito preocupados com a segurança do menino, pois é público e notório a permanência do moleque na rua durante as altas horas da noite.
Mas para falar a verdade: enche o saco, meu!
Enquanto o pivete se divertia com seu skate, os pais quebravam o pau. Discutiam fervorosamente e só pelas duas e meia da manhã é que houve alguma paz. Me incomodam o olhar e o semblante tristes, melancólicos e carregados da mãe do menino; parece que ela carrega um peso enorme sobre os ombros, causa-me aflição sua figura triste e desesperada.
Consigo adormecer lá pelas três da manhã e às quatro e meia acordo com as vozes altas e esganiçadas dos outros vizinhos cuja casa fica "pareia de meia" com a minha. As casas são geminadas e as paredes muito finas, escuta-se tudo, tudo mesmo!
O casal fala alto, o bebê chora, o carro é ligado, o rádio toca música ruim e a noite do barulho segue madrugada adentro. Dali a pouco os caminhões das transportadoras vizinhas ligam seus motores e o som que sai deles parece vibrar dentro da minha cabeça; o apito da marcha à ré também incomoda bastante.
A gataiada levanta mas volta em seguida, todos com seus olhos pidões e miados agoniados, estão com fome. Levanto e coloco ração para eles, volto para a cama e ligo a TV; assisto Telecurso, Globo Rural e os jornais matinais.
Tomos meus remédios, a gataiada com o buchinho cheio volta para a cama e dali a pouco adormecemos todos juntos.
Dormi uns trinta minutos e me levanto de vez. 
Faço meu café, arrumo as coisas pela casa, separo as contas para pagar. Vou ao banco e uso o caixa eletrônico, pois os bancos não nos permite fazer pagamentos de contas na boca do caixa. Sacanagem! Pelo preço dos juros e tarifas que nos cobram, deveriam facilitar nossas vidas e não complicá-las.
Pago as contas uma a uma e em dado momento o leitor óptico não reconhece o código de barras e pede para digitá-lo. Tá bom. Não consigo enxergar e digitar aquele desembesto de números, principalmente aquela fila imensa de zeros. Chamei o rapazinho para digitar para mim e consegui pagar minhas contas. Só as que levei ao banco, ainda tem um monte aqui em casa. 
Voltei para casa e fiz um caldinho verde meio nordestino, coloquei carne seca no lugar da linguiça portuguesa, ficou bom.
Agora me deu fominha, o caldinho verde é light e não dá muita "sustança".
Acho que vou comer uma granola com leite de soja. Delícia!
Queria mesmo era uma pizza quatro queijos, uma lasanha, umas esfihas, uns kibes e umas tortas de limão. Só isso.
Mas haja colesterol!
Posso não.
O bicho já está pegando, imagina se eu abusar de mim?!
Chove lá fora, graças a Deus. Assim a praga do moleque não vai ficar na rua fazendo barulho. Assim seja.
É isso.

                              

sexta-feira, 17 de agosto de 2012

Açaí

                                      

Estou me sentindo muito mal, hoje.
Fisicamente, emocionalmente e outros "mentes".
Devaneios tolos a me torturar...
Fui à Vila Maria e passo pela Avenida Guilherme Cotching, a principal via do bairro, e vejo ipês, outras árvores que desconheço os nomes e um pé de jaca pequeno e carregado. Lindo!
As jacas ainda estão em formação, estão pequenas e verdinhas.
Havia ido ao consultório médico na Rua Tuiuti e estacionei na Praça Silvio Romero, algumas pessoas falam "Silva Romero", caminho lentamente e paro para descansar e observar um árvore grande que está na beira da calçada; é uma jaqueira!
Uma jaca grandona, madura lá meio da árvore, lá no alto... Ah, se eu pudesse!
Ainda é possível ver jaqueiras, mangueiras, bananeiras, goiabeiras pelas cimentadas ruas de São Paulo. Ainda bem.
Fui ao Carrefour da Vila Maria/Vila Guilherme e de lá volto para casa, paro no farol da Praça Santo Eduardo com a Avenida Guilherme Cotching para seguir pela Rua Curuçá; decido parar em uma frutaria famosa da região. 
Caço uma vaga. Em São Paulo é assim: caça-se uma vaga. Achei na esquina com a Rua Eli.
Ou seria com a Rua Dias da Silva? 
Não lembro.
Bom...
Entrei na frutaria que tem o mesmo nome da praça: Santo Eduardo.
Entrei, sentei-me na cadeira de plástico e aguardei ser atendida. As mocinhas uniformizadas se entreolhavam e tiravam no par ou ímpar para ver quem me atenderia. Sou acromegálica, não mordo!
Uma delas me traz o cardápio e o coloca sobre a mesa também de plástico. Observo os preços: sucos, lanches, bebidas, salgados... Tudo caro demais! Um copo de suco custa oito reais, um beirute custa trinta e dois reais.
Já que cobram tão caro deveriam investir em melhor treinamento e atendimento de seus funcionários e trocar aquelas frágeis e horrendas cadeiras e mesas plásticas!
Pedi uma tigela com açaí e granola, pedi a grande, mas não conseguir terminar tudo. Zóião.
Pedi para colocar em uma embalagem e a mocinha disse: "É cobrado dois e cinquenta pela embalagem, tudo bem?"
"Tá, né?"
Perguntei se além da granola viria outro acompanhamento e a resposta foi: "Tem banana, frutas vermelhas, leite condensado, leite em pó... É só acrescentar mais dois e cinquenta, tudo bem?"
"Só a granola está bom, com dois e cinquenta eu compro uma dúzia de banana!".
Fui ao caixa para pagar a conta e encontro uma colega da faculdade, perguntei se estava na área da Educação e ela disse que não compensa, não vale a pena; é muito trabalho e cobrança por um salário baixo. Ela ganha mais trabalhando com o pai na pequena empresa da família.
E assim caminha a Humanidade mal educada de nosso país. País que não investe em Educação, em salários dignos para os professores, em boas escolas, em uma boa estrutura. Melhor assim, pois povo sabido é ameça ao governo. Povo abestado é mais fácil para manipular e vota fácil fácil em candidatos palhaços, em mulheres frutíferas e por aí vai.
É o Brasil sil sil
Tudo bem, tudo bem, tudo bem...
Não está tudo bem porcaria nenhuma!
Voltei para casa e a gataiada sabe que cheguei e correm todos para detrás da porta; miam, correm, esbarram uns nos outros e todos correm para o local onde estão os potes de comida e água. Coloco mais ração e troco a água, faço carinho, converso e separo eventuais trocas de tapas e patas entre Aurora e Morena Rosa e Ébano Nêgo Lindo e Léo Caramelo. Família grande tem desses problemas.
Coloquei mais comida para Betanilson ( o peixinho beta) e deixei seu aquário mais aconchegante, coloquei uma pedra e uma plantinha natural, não gosto de nada artificial. Betanilson se aconchega entre a pedra e a planta e ali ele descansa. Percebi que estava muito vazio e o peixinho precisava de um cantinho, de um aconchego.
E quem não precisa?
É isso.

                                      

quinta-feira, 17 de maio de 2012

Peso

                                            




A Acromegalia é uma doença que leva praticamente uma década para ser descoberta. Os principais sintomas são os pés que não cabem mais nos sapatos e anéis que não entram mais nos dedos.
É um processo lento, por isso a doença só é descoberta quando já está bem instalada.
Dores de cabeça, hipertensão e ganho de peso também são sintomas da Acromegalia e foram os primeiros que tive.
Eu calçava nº 39 e a partir de 1999 encontrei dificuldade em calçar o mesmo número, que foi aumentando gradativamente até chegar aos atuais 42. Espero que pare por aí, senão terei que usar sapato de palhaço!
Me descobri hipertensa aos 30 anos e comecei tomando 5mg de anti-hipertensivo, hoje tomo dose mais altas.
Tenho dores de cabeça desde criança e recebi tratamentos para enxaqueca, dor de cabeça crônica e migrane. Quando as dores eram fortes eu não suportava luz e barulho e chegava a tomar quatro comprimidos de analgésico de uma vez.
Sempre fui magrinha, mas meu peso aumentou muito no final dos anos 90 início de 2000.
Acromegalia descoberta em 2007, tratamento com Sandostatin-LAR e cirurgias; peso reduzido.
Hipófise e tumor retirados parcialmente. Haste hipofisária empurrada para a esquerda e tiroide agora acumulando funções suas e as da hipófise, o resultado disso pode ser hipotiroidismo ou hipertiroidismo.
Alguns sintomas são suor excessivo, cansaço, dor nas articulações, perda ou ganho de peso.
Estou preocupada com meu peso, não por questões estéticas, mas por questões de saúde mesmo. Sou hipertensa, tenho colesterol e triglicérides altos, artrose, parafusos na coluna...Resumindo: Não posso abusar, não posso descuidar, mas alguns sintomas fogem ao meu controle por serem controlados pela Acromegalia e suas consequências.
Durante a semana me alimento com granola, leite se soja, legumes, arroz integral, pão integral e alimentos natureba e nos fins de semana permito-me alguns pequenos abusos como farofinha e carninha do meu cunhado Pepê e uma cerveja geladinha. Nada demais.
Não gosto de hamburger, fast food, nuggets, mortadela, refrigerantes de cola, ketchup, mostarda, maionese e afins.
Adoro queijos, salame e massas, mas raramente consumo.
Adoro e consumo bastante legumes, frutas e verduras. Gosto de quase todas, exceto brócolis, couve flor e abacate.
Amanhã verei meu endocrinologista e ver o que está acontecendo com minhas glândulas.
Acredito que encontraremos solução para o problema.
Amém.


                                          

terça-feira, 24 de abril de 2012

Leite de Soja e Leite de Cabra

                                           


Assisto ao Globo Rural e vejo que a produção de soja no Brasil ultrapassou marcas, bateu o próprio recorde, foi boa etc e tal.
Aí me pergunto: "Por que os produtos à base de soja são tão caros?! Sucos, iogurtes?".
Outra pergunta que me faço: "Por que leite de cabra é tão caro e raro? Por que o leite em pó de cabra é importado da Bélgica? Não temos cabras no Brasil?"
As cabras nordestinas não produzem leite? Oxe!
Preciso de leite para minha granola.
É isso.