quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

Reler

                                     



Amo ler. 
É público e notório.
E descobri que me faz bem reler os textos que escrevi falando sobre minha curta infância em Pernambuco, o chamego dos meus avôs José e Paipreto, minhas descobertas, encantamentos, sonhos, imaginação e todas essas coisas boas e puras que só as crianças têm.
Releio e me vejo caminhando por entre pés de feijão e segurando a mão de mamãe. 
Caminhando, vestida em minha adorada jardineira, segurando a mão do meu avô Paipreto.
Tenho uma coisa por mãos...
O vestido de bailarina...
O lambedor de tia Anália, a farofa salgada de ovo de tia Nifa e Bisavó Gina, os tomates com açúcar de mamãe, o mel de engenho, o café com bolacha "cremi cráqui" do meu Paipreto, o bolo de araruta com cajuína do meu avô José, os torrões de café da minha avó Mãevelha...
Essas lembranças e memórias me fazem bem e são um acalanto para minha alma inquieta.
Mais uma noite de insônia, meu Deus.
Mas também... Durma-se com um calor desse!
É isso.


                                           



                                          



                                              

Secretaria

                                    



Estou há uma semana trabalhando na secretaria da escola; é uma experiência nova.
É só uma semana, mas eu sei o que sinto e meus sentimentos sempre foram e sempre são fortes, intensos...
Não gosto de atender ao telefone e nem o guichê, pois ainda não domino o conhecimento necessário para atender aos pedidos das pessoas, solucionar dúvidas de pais de alunos e dos próprios alunos. 
Organizo pastas, preencho papelada etc...
É legalzinho, mas não é minha paixão. Não foi para isso que me esforcei tanto. Gosto de estar em sala de aula, em contato com alunos e professores. 
Sinto falta da sala dos professores, das perguntas dos alunos e até da correria para entregar notas e faltas no prazo.
Cheguei e vi uma sala sem professor/a e me deu uma vontade imensa de lá entrar e ficar até bater o sinal e depois ir para outra sala.
Uma funcionária da secretaria perguntou se eu gostaria de voltar para a sala de aula, se eu não estaria apta a voltar... Será que eu conseguiria?
O problema é o vai e vem, sobe e desce, entra e sai de salas quando termina uma aula e devemos ir para outra. 
Outro problema é o medo que tenho de cair, de ser derrubada pelos alunos que têm uma saúde de ferro e adoram correr e pular pelos corredores. Eles sobem e descem aquelas escadas com uma habilidade e rapidez de fazer inveja a qualquer carneiro da montanha. Eu uso bengala para me dar mais apoio e estabilidade e isso também seria um problema.
Eu me canso muito rapidamente e não ando rápido e a troca de salas entre as aulas seria mais um problema. 
Só problemas, meu Deus? Oxe!
Dê-me uma luz.
Não sei se caso ou se compro uma bicicleta!
Nem um nem outro!
Melhor comprar livros, plantas, coisas dos catálogos da Avon, Natura, DeMillus e Boticário que minha irmã vende.
Ah, ração e areia sanitária também!
Não sei... Estou em dúvida e é muito chato, frustante, decepcionante a gente batalhar tanto por algo e quando finalmente consegue, ter que se desfazer. É nadar e morrer na praia.
Há anos estou longe da rotina de escritório e muito inserida na vida pedagógica, por isso sinto-me muito perdida quando atendo ao telefone e as pessoas fazem perguntas cuja resposta eu não tenho. Passo a ligação para outras pessoas, mas nem todo mundo gosta.
E eu vou fazer o quê? Só estou na nova função há uma semana!
E se eu pegasse menos aulas? Uma jornada menor? Será que conseguiria me sair bem e sem problemas?
Mas aí o meu rico salário de professora seria também menor e isso implicaria em mais problemas. Eu pago minhas muitas contas: água, luz, telefones, aluguel, seguro do carro, combustível, TV a cabo, alimentação minha e da gataiada... do peixe também...
Deus, meu Deus.
Comecei o ano bem, e agradeço por isso.
Comecei o ano sem as dores terríveis e sem o entrevamento, graças a Deus, mas tenho minhas limitações.
O tempo não volta atrás e a gente só pode seguir em frente a partir daquilo que temos, somos, fizemos, deixamos...
Mas se eu pudesse voltar no tempo e se pudesse mudar algo eu mudaria minha saúde: seria saudável por toda a vida e seguiria em frente sem nunca ter, sofrer e saber o que raios é Acromegalia.
Como dizia meu povo antigo: "Num tô sastifeita não".
É isso.



                                       





terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

Dança da Chuva

                                        



Tomei banho antes de ir para a cama mas me levantei às três da manhã e suando em bicas.
Pensei comigo: "Se eu encontrasse alguém agora que tivesse coragem de me dizer que adora esse calorão, eu seria capaz de dar uns dois tapas na cara do infame!"
Calor do caramba!
Está muito quente, abafado, seco, sufocante. 
As temperaturas da região Sul e Sudeste (São Paulo), estão iguais ou superiores às temperaturas das regiões Norte e Nordeste. O que é isso?!
Era madrugada e ouvi um barulhinho de chuva; foi uma chuvinha rápida, curta e que trouxe junto um vento refrescante.
Mas o dia amanhece quente e ensolarado e lá pelas cinco da tarde cai uma chuva rápida e graciosa. Precisa chover mais. 
Acho que precisamos fazer a dança da chuva.
É isso.



                                       

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

Gelinho

                                      




Trabalhei bastante pela casa e, como era de se esperar, amanheci moída.

Levantei cedo, alimentei a gataiada e fiz meu café. Às sete e meia da manhã o sol já estava forte e o calorão também.
Agora, no Alaska, as temperaturas primaveris já estão em agradáveis dois graus negativos.
Decidi descansar e só fiz o necessário: coloquei o lixo pra fora, cuidei dos gatos, limpei o quintal... essas coisas.
Liguei para minha irmã Rosi e ela me convidou para experimentar os gelinhos que fizera com a ajuda de Beatriz. Tinha gelinho de abacaxi, limão, abacate e manga. Delícia.
Aqui em São Paulo dizemos gelinho, no Rio dizem sacolé e em outros lugares chamam de geladinho e outros nomes. É a variação linguística do nosso país continente.
Levei o Estadão para minha irmã, falei sobre o livro de Tchekhov e sua visão dura, crua e realista sobre religião, relacionamentos amorosos etc... Amo a literatura russa e alemã; são intensas, pesadas, humanas, demasiado humanas.
Assisti ao filme "O Croods" com minha sobrinha Beatriz e demos boas risadas. É uma família da Pré-História e, em muitos aspectos, lembra minha família Buscapé. Engraçado. Gostei muito. E faz referências ao "Mito/Alegoria da Caverna" de Platão.
Estava chato hoje ficar em casa e foi bom passar boas e agradáveis horas na casa e na companhia da minha irmã e sua família.
Ainda trouxe comigo gelinhos e limões, muitos limões e acabei de fazer um suco docinho e refrescante.
É isso.


                                              

domingo, 2 de fevereiro de 2014

Cuidados

                                      






Morena Rosa, minha Rosinha, é castrada; nunca teve filhotes mas tem um poderoso, forte e bonito instinto materno. 
Aceitou bem os filhotes de Boreal e se encantou quando Bellatrix chegou.
Bellatrix é mais nova que os filhotes de Boreal, que completarão quatro meses no próximo dia quinze, e foi adotada por ela como se fosse cria sua. Boreal amamentou a gatinha que cresce junto com o outros gatinhos, mas é Morena Rosa quem dedica mais tempo, carinho, cuidados e atenção para com Bellatrix.
Morena Rosa lambe a pequena tanto para mantê-la limpa como para fazer-lhe carinho e a danadinha gosta e muito. É um chamego só.
Morena Rosa sente-e mãe de Bellatrix e as duas estão sempre juntas e dormem juntas em um abraço fraterno.
Ainda dizem que animais não têm sentimentos.
É isso.


Bellatrix adora os carinhos e cuidados de Morena Rosa

sábado, 1 de fevereiro de 2014

Belo Jardim

Minhas plantas.
Meu jardim.




Pela Casa

                                     

Trabalhei bastante pela casa; não resisti.
Ficar sem fazer nada só piora as coisas e li em algum lugar que "mente ociosa é moradia do coisa ruim". Presta não, diria mamãe.
E, como sempre, passei agradáveis horas arrumando minhas plantas com a "ajuda" dos gatos.
Coloquei a orquídea em um vaso maior, as raízes estavam sufocadas naquele espaço pequeno. Acho que ela, a orquídea, gostou da mudança, pois ficou bem mais bonita e viçosa no novo vaso.
Podei o bonsai e depois irei transplantá-lo para um vaso maior, suas raízes também estão sufocadas.
Podei, plantei, transplantei, reguei...
Lavei roupas, limpei o fogão, lavei louça...
Tomei café, comi frutas, tomei suco bem gelado...
Amanhã pretendo limpar o armário da cozinha e a pia e vou jogar muita coisa na reciclagem; os carroceiros adoram meus sacos pretos de lixo reciclável.
"Pra quê danado ajuntar tanta tralha?", diria mamãe.
Meu quintal está limpo, organizado e bonito e agora a gataiada está deitada sobre o chão úmido; calor danado!
O problema é que dedico muito tempo ao que faço e isso atrasa o resto do trabalho. Vivo pra lá e pra cá pela casa mas nunca nada está perfeito; sei lá...
Tomei banho e agora bateu aquela fominha; vou fazer um macarrão com bastante molho.
É isso.


                                           

Verão 2014

                                       

Esse tem sido o verão mais quente nos últimos setenta anos e está insuportável. 
Tem gente que gosta desse calorão e se gosta, deve gostar também dos pernilongos, da "suadeira", do abafado e de todas as coisas chatas que vêm com o verão. Mas é preciso admitir que pelos menos as dores articulares não incomodam tanto quanto no frio.
Estou cansada e tenho muito o que fazer, mas trabalhar pesado nesse calorão, nem pensar!
Vou tomar mais um banho e depois vou fazer meu café. 
Regar as plantas no fim do dia e só passar um pano na garagem, a SABESP pede para economizarmos água; não chove há algum tempo e o sistema de abastecimento de água está com os níveis bem baixos.
Tomara que chova, meu Deus, mas sem destruições e que a chuva "abrande" esse calor, como dizia mamãe.
É isso.