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sábado, 30 de maio de 2015

Broto

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Sábado frio e cinzento.
O frio intensifica as dores articulares e os joelhos doem, principalmente o direito.
Música de madrugada, vizinhos tagarelas pela manhã e gatos famintos o tempo todo; levantei.
Tomei os remédios, alimentei a gataiada, fiz meu café e agora vou fazer suco de laranja. 
Parei para ver as redes sociais, e como sempre, não tinha nada demais. É mais para passar o tempo.
Gente postando mensagens fofas, bonitinhas e altruístas, mas que não pratica nada daquilo que prega.
Auto intitulada bispa que vai vender perfume com o cheiro de Jesus. Como era o cheiro de Jesus? Como ela sabe? Ela já não é e está rica o suficiente?!
Bom...
Estava me sentindo só, mas depois lembrei que sempre fui só e que gosto de ficar só. Mas também lembrei que é bom ficar só quando estamos numa boa, e não é o caso, atualmente.
Fase ruim, bem zika mesmo. Vai passar.
Mas coisas ruins e fases ruins são boas para nos mostrar com quem podemos contar quando não estamos bem. É na fase ruim que vemos quem é bom de verdade.
Bom...
Muita coisa para ler, muita vontade de pintar, crochê quase terminando... Já cuidei das plantas e fiquei feliz ao ver uma folhinha bem pequena e verdinha brotando no meu hibisco.
Nem tudo é bom ou ruim para sempre, a vida é feita de fases. Peço a Deus que essa fase ruim vá embora logo, pois já durou o bastante.
O dia está escurecendo mais cedo e é preciso acender as luzes.
É isso.


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terça-feira, 18 de novembro de 2014

Aos Ventos

                                



Não li muito durante essa semana que passou; as dores de cabeça não me permitiram.
Ainda tentei ler, mas logo os olhos lacrimejam e o borbulhar cerebral se manifesta.
Têm livros, jornais e revistas para serem lidos e têm muitos na fila de espera que eu mesma criei mas que nunca sigo à risca. Coloquei Erico Verissimo no topo da lista, o movi para depois e dei seu lugar a Graciliano Ramos e mudei de novo!
Quero os livros do escritor coveiro, o "Seu Tico", um senhor simples, inteligente e muito articulado. Vi entrevista dele a Fernando Gabeira na Globo News. Concordei quando ele disse que há uma forte psiquiatrização da sociedade e a todos são receitados remédios para combater os males da vida moderna. Todo mundo tem alguma síndrome de alguma coisa!
Quero ler o livro da ex primeira dama da República, Rosane Malta, ex senhora Collor.
Quero ler muito.
Bom...
Com esse dorme e acorda, tenho tido sonhos estranhos, assustadores e alguns simples e bonitos. Gosto de me apegar a coisas boas.
Sonhei sorrindo e rindo em lugar que ventava muito. Meus cabelos aos ventos, minhas roupas brancas que balançavam ao sabor desses ventos brincalhões e eu sorria. Apenas sorria.
Um sonho bom, meu Deus.
É isso.



                                    

sábado, 8 de novembro de 2014

Barulhinho Bom

                               


Estava muito cansada e dormi ao som da chuva.
Havia ido ao banco, Correios e à casa da minha irmã para me divertir com as artes da minha sobrinha Beatriz.
O problema é o entra e sai do carro e a calçada da agência é inclinada e não tem corrimão. Deveria ter ido ao pet shop onde compro fiado, aliás, o que tenho mais feito é comprar fiado, graças a Deus, mas estava já cansada e fui direto para a casa da minha irmã.
Voltei para casa à noite, alimentei a bicharada que sabe quando chego, tomei banho e sentei para assistir TV.
Fui para a cama mais cedo, estava tão cansada e dolorida. Gataiada comigo e ouvimos o som da chuva; barulhinho bom.
Apreciando a melodia das águas que batiam forte no telhado e assim adormeci. Acordei com os latidos dos cachorrinhos da vizinha amarga e fiquei com dó dos bichinhos. Não sei se latiam de fome, frio ou se queriam escapar do confinamento. Ou todas as alternativas.
Fiquei na cama com os gatos e me levantei tarde; hoje é sábado.
Fiz meu café e comi bolo que ganhei da minha irmã. Pretendia fazer serviços domésticos, mas mudei de ideia e decidi ficar de boa, como dizem os alunos.
Vou fazer pequenas coisas que gosto: escrever, ler, cuidar das plantas, plantar milho para os gatos... Às vezes, muitas vezes, acabo me dedicando à uma única atividade e assim passo o dia todo mexendo e arrumando as plantas ou os livros ao som de uma MPB e do bom e velho Rock 'n' Roll.
Gosto das coisas simples, já disse Mário Quintana.
É isso.


                                      

terça-feira, 4 de novembro de 2014

Calar

                                  



Sempre fui meio calada, muito na minha, meio bicho do mato.
Sempre fui de observar, tentar entender e aprender como funcionam as coisas.
Sempre fui de ler muito, de me dedicar aos livros e aos animais. Me entendo melhor com eles.
Sempre fui criticada por isso, por ser "estranha", mas o que é ser normal?
Gosto de falar sobre livros, cultura, conhecimentos gerais, música e outros assuntos com pessoas que considero inteligentes e por quem tenho grande consideração, mas tenho percebido que falo ao vento.
Tenho percebido que as pessoas fingem ouvir, fingem concordar e, quando outra pessoa fala exatamente sobre o que eu tinha dito ou acabado de dizer, essas pessoas agem como se estivem ouvido aquilo pela primeira vez! Muito chato e até humilhante isso.
Por que o que eu falo é ignorado e quando outros falam são ouvidos? 
É mais um dos meus cansaços.
Cansei e vou ficar na minha.
É chato e humilhante a gente querer falar, comentar, abordar um tema ou assunto e as pessoas fingirem que nos ouvem.
Os típicos "hum hum, hã hã, sim, é, pois é" e afins só mostram que nossos interlocutores fingem nos ouvir.
Chato mesmo.
Bom...
Choveu bastante e está um lindo dia cinzento. 
Vou fazer mingau de aveia, gosto muito, e depois vou fazer as tarefas rotineiras da casa: separar o lixo para amanhã, dobrar a roupa lavada, encher os potes dos gatos, trocar a água deles e fazer mais um café. E ler.
Amo ler, amo meus livros.
Amo meus gatos, que sempre me ouvem e me olham como se eu fosse maluca.
Mas eles me ouvem de verdade.
É isso.


                                      


quarta-feira, 15 de outubro de 2014

Livros e Cachorrinhos

                                     



Acabei de ler os dois livros da Coleção Itaú de Livros Infantis: Gato pra cá, rato pra lá e Papai!. 
Amo livros.
Todos os anos eu participo e peço os dois livrinhos, que antes eram três.
Ler faz passar o tempo; as horas voam, os problemas dão uma trégua e a vida fica mais leve.
Ler é meu vício, meu alívio.
Semana de recesso escolar e tenho ficado em casa e me dedicado às tarefas domésticas. Ainda falta muita coisa, mas eu vou devagar e sempre.
Fui lá fora para pegar a correspondência e aproveitei para colocar água e ração para os gatos e cachorrinhos que vêm ao meu portão pedir ajuda.
Essa madrugada os filhotinhos da cachorrinha que fica na casa da vizinha amarga choraram por muito tempo; fiquei preocupada. A mãe anda pelas ruas atrás de comida, pois tem que amamentar quatro cachorrinhos famintos. A vizinha má não compra ração e só dá resto de arroz para a pobrezinha. Nem mesmo água ela coloca! Perguntei às meninas terríveis e mal educadas da vizinha má se tinha água para a cachorra e elas disseram que a mãe não coloca porque não tem pote pra colocar!
Sempre deixo o pote com água para a cachorrada da rua.
Em breve essa cachorra entrará no cio novamente, assim como alguma filhotinha fêmea, e nenhuma providência é tomada. Os cachorros cercam a pobre cachorra e os vizinhos pudicos batem neles, jogam água e botam pra correr. Se castrasse a cachorra isso não aconteceria.
A vizinha má pediu para um vizinho "dar um jeito" nos cachorrinhos, levá-los par algum lugar e largá-los por lá; o vizinho se recusou, ainda bem.
As pessoas têm suas características que as definem quem são e eu não encontro nada de bom nessa vizinha má. Meu Deus.
Fico preocupada com esses cachorrinhos e com a mãe, que logo entrará no cio de novo. 
É muito forte e sofrido para mim saber que um animal ou uma pessoa passam fome. É triste.
Voltarei à minha leitura. Tenho tanto para ler.
É isso.


Coleção Itaú de Livros Infantis

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

Reler

                                     



Amo ler. 
É público e notório.
E descobri que me faz bem reler os textos que escrevi falando sobre minha curta infância em Pernambuco, o chamego dos meus avôs José e Paipreto, minhas descobertas, encantamentos, sonhos, imaginação e todas essas coisas boas e puras que só as crianças têm.
Releio e me vejo caminhando por entre pés de feijão e segurando a mão de mamãe. 
Caminhando, vestida em minha adorada jardineira, segurando a mão do meu avô Paipreto.
Tenho uma coisa por mãos...
O vestido de bailarina...
O lambedor de tia Anália, a farofa salgada de ovo de tia Nifa e Bisavó Gina, os tomates com açúcar de mamãe, o mel de engenho, o café com bolacha "cremi cráqui" do meu Paipreto, o bolo de araruta com cajuína do meu avô José, os torrões de café da minha avó Mãevelha...
Essas lembranças e memórias me fazem bem e são um acalanto para minha alma inquieta.
Mais uma noite de insônia, meu Deus.
Mas também... Durma-se com um calor desse!
É isso.


                                           



                                          



                                              

segunda-feira, 23 de abril de 2012

Dia do Livro

                                           


Hoje, 23 de abril, é dia do livro.
Amo livros, sempre adorei ler uma boa história. Tenho livros espalhados pela casa e preciso de uma estante para colocá-los decentemente, mas só me falta um pequeno detalhe: dinheiro.
Alguns livros me encantaram, outros me assustaram: "O Retrato de Dorian Gray", "Fausto", "A Metamorfose", "A Bagaceira", "O Quinze", "Livro do Desassossego", "Fogo Morto", "Sagarana", "Angústia", "O Primo Basílio", "O Crime do Padre Amaro", "Lucíola", "Senhora", "Iracema", "Memórias de Minhas Putas Tristes", "Cem Anos de Solidão", "Relato de um náufrago", "O Velho e o Mar", "Olhai os lírios do campo", "Música ao longe", "Clarissa"...
São tantos.
E tudo começou com "A Abelhinha Feliz" e "O Peixinho Sonhador".
Amo livros.


                                


                                      

segunda-feira, 9 de abril de 2012

Madrugada

                                                


Mais uma noite de insônia.
Assistia aos programas dominicais e os achei todos chatos, decidi ir para a cama mais cedo.
Lia enquanto meus gatos brincavam, corriam pra lá e pra cá e pulavam sobre a cama para um aconchego.
Os cachorros da rua latiam muito e segundo um vizinho dramático que sabe tudo, quando a cachorrada late unidamente e barulhentamente, é sinal de algum problema. Portas e portões trancados e telefone ao lado, relativa segurança.
O sono vem e deito-me para dormir, aproximadamente à uma hora da manhã. Às duas e quinze acordo achando que dormi bastante e que já era hora de levantar, hora de colocar o lixo pra fora e pegar o jornal, hora de arrumar o quintal da gataiada e hora de alimentar a gataiada. Mas ainda era muito cedo, decido ler mais um pouco.
Dou umas cochiladas e lá pelas cinco e meia decido levantar. Curiosamente, não teve muito barulho de caminhão e de pessoas conversando, mas se eu estivesse com sono, certamente teria.
Separo o lixo reciclável do lixo comum e levo os sacos para fora e observo que todas as lixeiras da vizinhança estão vazias e há inúmeros saco de lixo na calçada de uma transportadora no final da rua. Fiquei com receio de colocar os sacos de lixo pra fora e coloquei só o reciclável para os catadores com suas carroças improvisadas e vejo o lixeiro se aproximando; pergunto se o caminhão do lixo não passa mais na rua e ele diz que não, mas que os lixeiros passam na rua pegando o lixo.  A rua é estreita e tem carros estacionados de um lado e muitos caminhões brigando por um espaço com os carros e por esse motivo o caminhão do lixo não passa mais na rua.
E as pessoas em vez de se informarem sobre o que está acontecendo, entram em pânico e  procuram uma solução rápida para se livrar do seu lixo: a calçada mais próxima com o maior número de sacos e saquinhos de supermercado com lixo.
É isso.
Terei um longo dia pela frente.


                                               

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Blog da Criança: Palavras

                                          


Tenho hábito de ler para meus sobrinhos. Já criamos o hábito de lermos algumas historinhas antes de dormir. Eles se sentam na cama e ouvem atentamente. Fazem perguntas, ficam curiosos e até impressionados.
Aprendi na faculdade que quando lemos para uma criança devemos ler o título do livro, o autor e o ilustrador. É bom falar o nome da editora que publicou a obra.
Lia "A Arca de Noé" de Vinicius de Moraes e Maria Julia me interrompe para falar com o irmão: "Olha Vinícius, o homem que escreveu o livro tem o nome igual o seu!".
"Não Júlia, o nome dele não é igual o meu. Eu sou Vinicius. Ele é Vinicius de Moraes!"
Em outro momento Maria Julia fala para o irmão que o brinquedo não "cabeu" na caixa; eu falo para ela que o correto é "coube" e ela responde:
"Não, tia Rejane. O brinquedo não cabeu mesmo. Coube (couve) é aquilo que a gente come".
Eles brincavam de escolinha e Maria Julia diz para o irmão: "Você é o aluno e eu é a professora".
Eu digo para ele que o correto é "eu sou"; e ela diz: "Tá errado.Você é tia Rejane e eu é Maria Julia. Entendeu?"
                                    
                                         



terça-feira, 11 de outubro de 2011

Semântica

Segundo o dicionário Houaiss, semântica é o ramo da linguística que estuda a evolução e as alterações sofridas pelo significado das palavras no tempo e no espaço.
Bom...
Mas a jovem população brasileira não sabe o que é semântica, sintaxe, interpretação de texto, leitura & escrita. E nem educação também!
Estou no supermercado e me dirijo ao caixa preferencial: idosos, gestantes, pessoas com crianças de colo e pessoas com deficiência física. Na falta dessas pessoas, o caixa é livre para qualquer outra pessoa. Pois o nome já diz "preferencial". Devemos dar a preferência a quem tem o direito estabelecido por lei.
Me aproximo com o carrinho e a moça do caixa aponta para a placa e diz: "Senhora, esse caixa é preferencial".
"Exatamente", digo eu.
E ela fica me olhando com cara de ponto de interrogação.
Explico-lhe: "O nome ja diz: preferencial. Quer dizer que têm preferência as pessoas mencionadas na placa e na falta dessas pessoas, o caixa é livre para qualquer um".
"A senhora não está entendendo".
"Você que não está entendendo, minha cara. é uma questão de semântica. Simples".
Tá...
Estou em uma loja no Shopping Center e forneço meus dados à mocinha que vai estar pegando meus dados para estar pedindo o cartão da loja para eu estar ganhando descontos. Beleza.
Dou nome, endereço, telefone e todas as informações necessárias. Ela pergunta a profissão e eu digo que sou professora em escola pública. A simpática mocinha escreve "publica".
Eu digo: "Faltou o acento gráfico na palavra".
"Quê?!"
"É público com acento; é substantivo e é proparoxítona. Se fosse publico sem acento seria verbo."
"Quê???????????????????!!!!"
"Deixa pra lá, pelo amor de Deus".
Como dizia meu amado avô João Gomes, o meu Paipreto: "A inguinórança astravanca o pogresso".
Pobre Língua Portuguesa. Tão inculta e bela. Tão abusada, deturpada...
Sou da época que "sinistro" e "irado" significavam estranho e furioso, respectivamente. "Bombar" significava se dar mal em algo, hoje tem sentido oposto.
É...o que estão fazendo com a Língua Portuguesa é sinistro e irado. Estão bombardeando a pobre língua e descaracterizando-a. E esse movimento sórdido está bombando!