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domingo, 30 de setembro de 2012

Corujas, Gatos Pretos, Lobos

                                   

Falei aqui sobre o preconceito e ignorância em relação a animais de cor preta, principalmente gatos. Mas não são apenas os felinos que sofrem com esse misticismo tolo e sem fundamento, outros animais também.
Havia levado Aurora à clínica veterinária para fazer ultrassom do aparelho urinário e enquanto a segurava, conversava com os veterinários. Falávamos sobre preconceito, ideias bobas, crendices e tolices afins em relação a determinados animais e um dos médicos disse que estagiava em uma cidadezinha do interior paulista onde havia muitas corujas-de-igreja; as pessoas da cidade diziam que quando coruja pia é sinal de que alguém vai morrer e que por isso mesmo deveriam ser destruídas. Quanta ignorância!
Todo dia morre alguém, é o ciclo da vida, e isso não é "culpa" de nenhum animal. Tenha santa paciência!
Outro animal que foi perseguido durante muito tempo é o lobo, tanto que teve que ser reintroduzido nos Estados Unidos.
O pior animal é o bicho homem. Bicho que destrói, mata, dizima e ainda cria histórias estapafúrdias para incriminar animais inocentes.
Que mal poderia nos fazer um bicho só por causa da cor de seu pelo ou de seu canto?!
O que faz muito mal é a ignorância aliada ao preconceito.
Gatos, corujas, lobos e outros animais são apenas animais e não têm o dom ou o poder de causar mal a quem quer que seja. Quem inventa, complica e estraga tudo é o pior dos animais na face da Terra: o Homem.
Estamos em pleno século XXI (21) e o povo ainda cai nessa esparrela. Oxe!
É isso.

Coruja-de-igreja
                                   

                              

domingo, 13 de maio de 2012

Ressonância Magnética

                                          


Retornei ontem ao laboratório para fazer a ressonância magnética que deveria ter sido feita domingo passado, mas não consegui.
Ontem eu consegui, graças a Deus. Foram necessárias apenas três picadas até encontrar minhas veias. 
Deitei na cama do aparelho e uma enfermeira me dá uma campainha para apertar caso eu precise de alguma coisa enquanto a outra prende minha cabeça com uns aparelhos estranhos, para evitar que eu me mexa e atrapalhe o exame.
Elas saem da sala e me recomendam fechar os olhos quando o exame começar. O barulho que a máquina faz parece com aquelas músicas bate-estaca de balada; não sei como as pessoas aguentam aquele barulho repetitivo e aquelas luzes piscantes, é dor de cabeça na certa.
O exame prossegue e por um momento me dá um certo temor, um desconforto e uma vontade louca de sair dali. Fico pensando: "E se acontecer alguma coisa, como vou sair daqui, minha cabeça está presa à essa máquina?!"
Digo para mim mesma: "Paremos de frescura! Já fiz esse exame dezenas e dezenas de vezes!".
Afasto o pensamento medroso contando o tempo da "música" emitida pelo aparelho e calculo que em breve a enfermeira entrará na sala para aplicar o contraste; ela entra e reinicio a contagem do tempo musical. O exame termina, graças a Deus, e a enfermeira me ajuda a ir até a sala para eu trocar de roupa; ela me pergunta se estou acompanhada e eu digo que sim, mas eu não estava.
Tudo bem. Esperei um pouco, tomei água, fui ao banheiro lavar o rosto e saí de lá tranquilamente. Estacionamento lotadíssimo e digo para mim mesma que nunca mais agendo exames de dia de sábado, mas é que foi necessário. 
Volto para casa e tomo um bom, quente, doce na medida e forte café. Melhorei.
À tarde fomos para Santo André, no ABC Paulista, para o primeiro desfile de Beatriz e foi muito divertido; rimos muito, torcemos por Bibi, claro, e voltamos para casa.
Dias Melhores Virão.
É isso.


                                          

domingo, 6 de maio de 2012

Veias

                                              


Fui ao laboratório para fazer exame de ressonância magnética.
Gosto de agendar esse tipo de exame aos domingos porque o trânsito é menos intenso.
Cheguei ao local, fiz a ficha e aguardei ser chamada.
Sou chamada e devo vestir uma roupa especial. Beleza.
Mas antes de realizar o exame é preciso puncionar (encontrar uma veia onde será administrado o contraste).
Não encontram a veia.
Decidem fazer a primeira parte do exame, que é sem contraste, e quando fosse o momento de fazer a segunda parte, aí sim procurariam minha veia para injetar o contraste.
A enfermeira que me acompanhava não consegue e chama um colega. De colega em colega termino com a enfermeira chefe tentando e não conseguindo e eu com oito picadas de agulha nos braços e nas mãos.
Fiquei dolorida fisicamente e emocionalmente também.
Chorei. Não pela dor física, à esta estou habituada, mas pela dor emocional. Senti-me reduzida, pequena, frustrada. 
Pode parecer uma coisa boba, mas não para mim.
É frustrante precisar ou querer fazer alguma coisa e não poder.
O exame de ressonância magnética será usado nas avaliações pós e pré operatória; explico.
Fiz cirurgia de correção de fístula liquórica e o médico precisa avaliar. Esse mesmo exame será enviado ao neurocirurgião do Instituto de Radiocirurgia Neurológica Gamma-Knife e ele avaliará se haverá necessidade de mais uma radiocicurgia.
A enfermeira chefe pediu que eu retornasse na próxima quinta-feira para realizar o exame; tomara Deus que dessa vez dê certo. Até lá acredito que as dores das picadas terão melhorado e minhas veias serão encontradas.
Amém.


                                            

quarta-feira, 11 de abril de 2012

Enfermeira

                                            


Fui à CPA (Centro de Procedimento e Apoio) da Unimed na Avenida Celso Garcia, Tatuapé.
Fui fazer exames de sangue e tomar minha injeção: Sandostatin-LAR (acetato de octreotide).
Vou direto ao laboratório Lavoisier, faço o exame e sou informada que preciso retornar duas horas após o almoço para realizar exame de glicose. Ok. O problema aqui é que fui atendida por uma enfermeira que não sabia quais tubos usar para depositar o sangue coletado e perguntava tudo à colega que também estava ocupada com outra paciente. A enfermeira atrapalhada também não usou luvas para coletar o sangue, o que traz riscos para mim e para ela também.
Bom...
Vou ao outro balcão e pergunto se é preciso fazer nova ficha para eu ser atendida e tomar meu remédio: sim.
Faço a bendita ficha e aguardo impacientemente meu nome ser chamado. Havia muita gente, muitos bebês chorando e para contribuir com o caos existente, o prédio está em obras. Era praticamente impossível ouvir o nome ser chamado em meio à vozes, choro e marteladas.
Os pacientes se acotovelavam em frente à porta da triagem para poder ouvir seus nomes serem chamados e isso deixou o local parecendo um mercado de peixe na semana santa.
A cada instante saía um médico ou um enfermeiro segurando fichas e berrando os nomes dos pacientes; já outros enfermeiros com voz mais delicada iam mais próximo dos pacientes para chamá-los. 
Sou chamada, entro e aguardo.
A enfermeira me chama e eu entrego a injeção para ela e explico, ou tento explicar, sobre o modo correto de manipular e aplicar o remédio alto custo. A simpática profissional da saúde não gosta que eu explique e acha que eu estou dando-lhe aula sobre como aplicar uma injeção. Mas não é uma injeção comum.
Ela abre a caixa e estranha as duas agulhas, o frasco-ampola e sistema de aplicação. A enfermeira fica sem graça, dá uma risadinha amarela e diz: "Eu nunca apliquei esse remédio, é diferente, eu não conheço".
"Pois era exatamente o que eu estava tentando dizer!".
Deve-se misturar lentamente e delicadamente o pó ao líquido e deixar descansar de dois a cinco minutos para então ser aplicado; é um remédio caro e distribuído pela Farmácia Alto Custo. Eu tomo Sandostatin LAR a cada vinte e oito dias desde 2007 e sei dos cuidados ao manejar o remédio. Não é minha intenção ensinar Ave-Maria a padre velho, mas às vezes surge uma oração nova!