terça-feira, 17 de fevereiro de 2015

Caos

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Dia cinzento; nem frio nem calor.
Choveu muito.
Ando meio desanimada, frustrada e até mesmo com raiva das situações atuais.
Essas dores e entrevamento que tiram de mim a capacidade de andar, dirigir, trabalhar e simplesmente viver a vida.
Fico pensando comigo mesma e me faço dezenas de perguntas; são tantos porquês.
Depois de tantos anos, tanto tempo, tanta coisa...
Levantei cedo, acordei ao som da chuva e com o bendito do soco na nuca. Pressão alta, como sempre.
Tomei os remédios e fui para a sala ver os últimos desfiles das escolas de samba do Rio de Janeiro, mas dormi sob os efeitos dos medicamentos.
Acordei com os joelhos doendo, e como doíam! 
Fiquei com raiva e com uma sensação de injustiça.
Por que não posso andar livremente e normalmente? Por que tantas dores, tanto entrevamento, tanta dificuldade?
Estou cheia, farta e cansada de tudo isso!
Sou uma pessoa do bem, sempre fui e sou honesta e trabalhadora e nunca fiz mal a nada ou a ninguém; por que essa agonia toda agora?
Que força ou ser perverso é esse que mexe com nossa história e muda tudo o que deveria ser ou ter sido? 
Se o Destino já está traçado, determinado, escrito nas estrelas e o caramba, por que vem essa força e muda tudo a seu bel prazer? Isso é de Deus? Tenho minhas dúvidas.
É a Teoria do Caos?
Não sei se é, mas talvez explique algumas coisas.
A vida continua... com caos, teorias, dores, entrevamentos, raiva, força...
Não vejo a hora de fazer esses exames e levar ao médico. Alguma solução tem que ter!
Estou cansada dessa coisa toda.
É isso.



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sábado, 14 de fevereiro de 2015

Tarde com livros

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Tarde quente e abafada, muita chuva também.
Passei o dia limpando os livros, alguns deles. São tantos.
Evitei o vai e vem e o senta levanta das outras atividades; eu sempre caio.
Sentei-me e trabalhei assim.
O joelho direito dói e estou toda empoeirada.
Amanhã tem mais. 
Tem tanta coisa para fazer, mas não tenho mais a agilidade de antes. O jeito é ir aos poucos. Paciência.
Gatos curiosos à volta, uma xícara de café, muitos livros e Rock tocando no rádio, assim foi meu dia.
Estou cansada, empoeirada e com fome.
É isso.


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sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

Mais uma sexta-feira 13

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Sexta-feira 13 e as superstições bobas continuam.
Campanhas de alerta para proteção dos animais de cor preta, principalmente gatos.  É preciso proteger os bichinhos da ignorância humana.
Em pleno século XXI (21) e as pessoas continuam presas a estereótipos, mitos, manias e outras bobagens sem fundamento.
Será que tudo isso tem mesmo algum fundamento?
Alguns dos motivos para a tal da falta de sorte numa sexta-feira 13 é que Jesus estava à mesa com doze apóstolos e que também ressuscitou numa sexta-feira. OK.
E o que os gatos têm a ver com isso?
Como podem ter certeza que Jesus ressuscitou numa sexta-feira se na época em que viva o calendário era diferente do atual? Jesus era judeu e o calendário acompanhava os ciclos do sol e da lua.
Antevendo mi mi mi de radicais religiosos em 3...2...1.
Bom...
Além do preconceito bobo, têm gente que faz "trabalhos e amarrações" para o amor numa sexta-feira 13 e, claro, usam os pobres bichanos para isso. E mais uma vez pergunto: O que os gatos têm a ver com isso?!
A equação é simples: Se a pessoa gosta de alguém, deixa transparecer. Se o sentimento for correspondido, ótimo! Mas se não for, parte para outro/a!.
A vida continua e segue seu curso. Se querem ter sorte no amor, OK, mas não azarem a vida dos animais por isso.
Deixemos os animais pretos, brancos ou de qualquer cor, em paz. 
Pelo amor de Deus! 
É isso.




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terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

Com cara de saudade

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Brutalmente cansada. Meu Deus.
Dormi pouco e as dores incomodaram bastante.
Levantei, tirei a roupa do varal, que quebrou pela milésima vez, alimentei a gataiada, troquei a areia e só.
Liguei a TV e me deitei no sofá. Dormi e acordei várias vezes. Tive aquela sensação de estar dormindo e acordada ao mesmo tempo. Vi os programas de TV, mas não os assisti de fato. Era como se visse tudo meio embaçado e de muito longe.
Pedi a Deus que a campainha não tocasse, que ninguém viesse ao meu portão para me incomodar. Geralmente são entregadores que chamam para perguntar sobre a vizinha antissocial com cara de piriguete. Se ela aguarda algum entrega, por que raios não atende à porta?!
Fez um dia ensolarado e cinzento ao mesmo tempo; choveu também.
Tinha uma luminosidade com cara de saudade. As plantas exalavam e emanavam saudade. O dia em sua luz dourada também.
Tenho consulta com o cardiologista na quinta-feira, que investigará essa pressão sempre alta, esse cansaço que vem do nada, que me derruba e ainda deixa o coração acelerado. Parece que eu corri uma maratona.
Exames marcados e outras consultas também. Detesto isso, confesso.
Tudo de novo! Detesto!
Mas se é assim que tem que ser...
Vou tomar um banho e voltar para a cama. Amanhã será melhor.
Sem cansaço brutal, pelo amor de Deus.
É isso.



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segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

Mobilidade

                                 



Lendo artigos em jornais e conversando com algumas pessoas que têm alguma deformidade ou problemas com mobilidade física, cheguei à conclusão de que as pessoas "normais e perfeitas" não têm paciência para com essas pessoas "imperfeitas".
Parece que há uma lei que obrigada as todos a serem saudáveis e perfeitos; não tem muito espaço para aqueles que não se encaixam no padrão estabelecido.
Pessoas doentes, com mobilidade reduzida, cadeirantes, ou qualquer outra categoria, não são aceitos, bem vindos e não podem fazer parte do grupo dos perfeitamente saudáveis; atrapalha.
Atrapalha o andar livre daqueles que podem andar. Demora muito para acompanhar o passo.
Dá trabalho dobrar o andador e/ou a cadeira de rodas. Dá uma certa vergonha também. Não é "da hora", legal, bacana estar acompanhado por alguém "assim".
Assim como?
Deficientes e pessoas com mobilidade reduzida também têm direitos! Têm direito à diversão, a sair de casa, a passear, viajar... tudo como qualquer pessoa "normal".
Deficientes e pessoas com mobilidade reduzida também são gente e têm sentimentos!
Consomem, compram, pagam impostos, pagam suas contas... Se somos inúteis e atrapalhamos a vida dos perfeitos, então nos eximam de pagar impostos, que nossos remédios sejam gratuitos e nosso transporte também.
Não é fácil e barato ir às consultas e exames de táxi; a fase Angélica está pesando no orçamento.
Pagar uma prestação cara e deixar o carro na garagem. Mas se está difícil e arriscado dirigir, o melhor é pagar o táxi. Mais seguro e mais prático.
Bom...
Muitos exames e consultas marcadas. Não vejo a hora de resolver e me livrar disso tudo. 
Me livrar dessa ridícula radiculopatia lombar, (radícula = pequena raiz; pathos = doença), que é a compressão ou irritação dos nervos que saem da coluna.
Eu e essa minha coluna problemática.
Dor, formigamento, fraqueza, dormência e uma sensação de estar pisando em brasa quente. As pernas ficam fracas e pesadas e não obedecem aos comandos do cérebro. Preciso segurar as pernas, principalmente a direita, se quiser levantá-la ou esticá-la.
Marquei consulta com o cardiologista também, estou preocupada com esse meu cansaço e batimentos acelerados ao mais simples esforço físico. Além do susto ocorrido no dia da perícia médica.
Coração velho de guerra.
Chove...
Consegui estender as roupas sem cair e até consegui amarrar/instalar/colocar um novo varal. 
Uma bobagem insignificante, mas importante para quem tem suas limitações.
Tenho limitações e acredito que serão temporárias.
Tenho limitações, mas ainda não morri!
Estou viva, quero viver e tenho direito à vida!
Tenho direito de circular por aí, mesmo que seja de táxi.
"Vou de táxi, se sabe..."
É isso.


                                       









Filme Mary e Max

                                  


Caí sobre as plantas na sexta-feira e ontem tropecei, batendo o dedão do pé no pé da mesa. Eita!
Fiquei com raiva e decidi não fazer mais nada! Que coisa!
Liguei a TV e tudo chato demais. Resolvi navegar pelo Netflix e procurar alguma comédia para assistir, me deparo com a animação feita em barro "Mary e Max". OK. 
O filme começa e logo no início percebo que não tem nada de comédia ali. O que levou o pessoal do/da Netflix a categorizar o filme como comédia? Não tem nada a ver.
O filme aborda temas como alcoolismo, cleptomania, bullying, solidão, obesidade, autismo e outros temas que fazem parte da vida como ela é.
Uma garotinha que vive na Austrália com uma mãe distante, amarga e alcoólatra e um pai que se distanciou de tudo e de todos. Um quarentão obeso e solitário que mora em Nova York. Trocam cartas e aí começa uma longa amizade.
Fiquei triste quando acabou o filme. Confesso.
Seguimos em frente com nossos medos, preconceitos, esperanças...
É isso.


                                      


sábado, 7 de fevereiro de 2015

Hoje não

                                   


Fui para a cama mais cedo ontem; estava cansada e dolorida.
As dores vêm mais fortes horas depois do tombo, é sempre assim e com todo mundo. Não sentimos muito na hora, mas depois dói até a alma.
Desliguei a TV e estranhei o silêncio inesperado e misturado à uma certa solidão, melancolia e outros sentimentos.
Não tinha bebê se esgoelando para chamar a atenção da mãe fria; não tinha vizinho tagarela, não tinha molecada na rua... Que bom, meu Deus!
Tentei ler, já que ainda era cedo para dormir, mas o cansaço me derrubou.
Noite fria e a gataiada disputado o cantinho mais quente perto de mim. Adormecemos.
Fui acordada por volta das sete horas da manhã com barulho de martelos, máquinas de lavar carros, quintais... Com vizinhos discutindo, falando alto, reclamando um do outro e do que foi ou não foi feito. Humanos, demasiado humanos.
Acordei com a ubíqua dor na nuca e a pressão estava alta, como sempre. Tomei os remédios e dei uma cochilada, mas sou acordada pela campainha que toca, pelos gritos dos vizinhos que ainda discutem e pela cantoria desafinada da outra vizinha. A devota senhora cantava música religiosa. Só Jesus na causa!
Levantei, era o jeito.
Gataiada brincando de pega-pega e esconde-esconde e arranhando o sofá.
Telefone que toca, campainha também: mais um entregador.
Água que acaba e a roupa será lavada amanhã.
Vizinho tagarela falando, falando, falando... Fala mais que o homem da cobra, diria mamãe.
Não, hoje não dá. Dói-me até a alma.
Café, gatos, livros e Rock 'n' Roll.
É isso.



                                   


                                   


                                 



sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015

Manjericão

                              


Levantei para aproveitar enquanto temos água e coloquei roupas na máquina.
Dormir por aqui é meio complicado: insônia, as dores na coluna e pernas, um maluco beleza que puxa uma carroça de madrugada e falava sozinho e os vizinhos da casa ao lado, que conversam até as duas horas da manhã. O povo mora junto e conversa o dia todo! E a noite também. Que tanto assunto é esse?!
Bom... Fiz café e tapioca, alimentei a gataiada e fui estender as roupas no varal; caí.
As pernas fracas não aguentaram e caí com o edredom sobre meu campo de manjericão. Atingi também uma bonita touceira de quebra-pedra.
O sol, a chuva e o tempo juntos desgastam os varais e os gatos também contribuem para com esse desgaste natural.
Agradeci ao manjericão pelo apoio fofo de suas folhas e me desculpei por ter-lhe amassado e machucado; me desculpei com o quebra pedra também.
Levantei com as pernas trêmulas e o coração acelerado. Agora essa.
Deixei as tarefas domésticas para descansar um pouco e até que os batimentos cardíacos desacelerassem.
Estou melhor e vou fazendo as coisas no meu ritmo lento; daqui a pouco a água acaba mesmo.
Estava meio triste e arretada ontem; ouvi Rock 'n' Roll. Hoje estou mais disposta, apesar de o corpinho acromegálico não cooperar muito. Ouvi canções de ninar africanas, belíssimas.
Tem tanto o que fazer... Casa grande, pouca água, pouca saúde...
Mas estamos na luta. 
Desistir nunca, retroceder jamais! Ou é ao contrário?
Sei lá.
É isso.


                                      

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

Pódio

                               


Desde criança ouço as pessoas dizendo essa frase: "O que é para ser, será. E ninguém pode mudar o destino".
Eu não entendia muito e com o decorrer do tempo criei o hábito de questionar, de querer saber o porquê das coisas. Eu e esses meus hábitos.
Se as coisas, fatos, acontecimentos estão mesmo destinados a ser e acontecer, por que de repente a vida nos dá uma rasteira e nos deixa doloridos, frustrados, desolados e querendo entender o que foi que aconteceu e por que aconteceu?
"Vida longa com muita saúde"; está meio difícil ultimamente.
"Sucesso profissional"; se eu estivesse trabalhando, se eu pudesse trabalhar, se eu tivesse saúde.
E outras certezas que estavam marcadas pelo Destino, mas que Deus, a Vida e/ou alguém muito filho duma égua não permitiram que fosse, que acontecesse. Por que então nos iludem? É para ter o prazer de nos ver sofrer? Se assim for, Deus, a Vida e o filho duma égua são sádicos e egoístas. Na boa.
O que está marcado e decido, por mim, é que vou seguir em frente mesmo com todas as dificuldades e só contar vitória depois de subir ao pódio para receber a medalha de ouro.
Vida e Destino mais sacanas!
É isso.


                                   




American Horror Story: Freak Show - Circo dos Horrores

                              


Assisti a dois episódios do seriado American Horror Story cujo tema era o Freak Show - Circo dos Horrores.
Já falei sobre o assunto aqui.
O seriado americano é bom e fala sobre histórias de horror da cultura daquele país. O que me incomoda são as fortes cenas de violência, morte, sangue, essas coisas.
As histórias passam-se nos anos cinquenta, quando ainda era muito comum a exibição de pessoas com deformidade física em circos, o Freak Show.
Pessoas baixas demais, altas demais, com membros deformados, com membros a mais, gêmeos siameses, mulher barbada etc...
As pessoas daquele tempo, nem os próprios "freaks -bizarros", entendiam que as deformidades eram causadas por alguma má formação genética e não por um castigo de Deus, ou porque a mãe teve desejos alimentícios não realizados durante a gravidez, ou porque alguém lançou algum feitiço e uma série de motivos estranhos.
A ganância desumana dos donos desses circos em ganhar dinheiro às custas do sofrimento humano. O preconceito que essas pessoas sofriam. O isolamento, a angústia, solidão, tristeza, dor.
Não concordo com o nome "circo dos horrores". Por que horror? Por que pessoas deformadas ou com alguma condição física que as torne diferentes seriam um horror?
Se recebo olhares de estranhamento e ouço comentários desagradáveis devido à minha aparência acromegálica, imagine essas pessoas naquela época!
As pessoas "perfeitas" se esquecem que os "imperfeitos" têm sentimentos também.
Não sei se hoje terá um novo episódio, mas se tiver, verei. O tema me atrai e, se vivesse naquela época, eu certamente seria personagem desse circo de horrores. Eu seria uma "freak - bizarra".
Em um desses circos tinha a exibição de uma acromegálica e o título da atração era: "A mulher mais feia do mundo". Ela ficava sentada em um banco no palco enquanto a plateia a observava e tecia comentários obviamente maldosos. Essa moça se casou e teve filhos, mas morreu ainda jovem devido às fortíssimas dores de cabeça causadas pelo tumor em seu cérebro.
A Acromegalia altera a aparência, entre outros males, e deixa o rosto mais bruto e nada atrativo. Desde que o mundo é mundo as pessoas têm que seguir certos padrões de beleza e quem não for pelo menos bonitinho, sofre.
E assim caminha a humanidade. Desde que o mundo é mundo.
É isso.


                                   

Desperdício

                                


Enquanto aguardava ser chamada pelo médico perito e de ter o "piripaqui", observava tudo ao redor, velho hábito meu.
Reparei que em todas as salas tinha um ventilador ligado e na recepção tinha um ar condicionado que deixava o ambiente muito gelado.
E nem estava tão calor assim; era ainda cedo e a temperatura estava em vinte e três graus.
Apenas uma sala era usada pelos periciados e as outras estavam vazias, mas com ventiladores ligados; que desperdício!
Finalizada a perícia, fui para a recepção aguardar o táxi e me incomodei com aquele ar gelado que me dá dor de cabeça e piora a sinusite.
Pedi para recepcionista reduzir a intensidade ou desligar o ar condicionado, estava frio demais!
Como dizia mamãe: "E tem precisão disso tudo?!"
A recepcionista disse que um dos médicos liga todos os aparelhos assim que chega ao local. Será que ele faz o mesmo em casa?
Saí de lá indignada com o desperdício, ainda mais em tempos de crise hídrica.
É isso.


                                    

Solar Amarelo

                                 


Uma noite tranquila, graças a Deus.
Como sempre, não consigo dormir uma noite inteira e tive que lidar com as dores nas pernas e coluna, mas não tive sonhos ruins. Que bom.
Sonhei que estava em um prédio alto e tive que descer para pegar alguns gatinhos cinzentos que estavam abandonados. 
Vi minha Aurora também, ela protegia os gatinhos.
Desci, fui para a rua e na hora de voltar não sabia qual era meu prédio. Andava pela rua de areia e que ao longe ficava o mar. Ao lado do prédio tinha um solar, casarão antigo, amarelo e que parecia ser um lugar de descanso para pessoas. Algumas pareciam estar em outro mundo, desligadas, alienadas...Todos me olhavam como se eu fosse maluca também. 
Deve ser porque estou lendo o livro "O Capa Branca".
Acordei mais leve e com a gataiada faminta e bagunceira à minha volta.
É isso.