segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

Molenga

Estou muito molenga hoje; deve ser o calor.
Detesto calor. Fico sem ânimo, sem vontade de fazer as coisas e só com vontade de deitar.
Transpiro excessivamente e isso me incomoda. 
Meu joelho volta a doer, a pesar e a incomodar.
Quanto ainda falta para as águas de março fecharem o verão?


                                               

Antenada

Li um e-mail da Silvia onde falava sobre sacolas plásticas e reciclagem e lembrei que muito antes disso tudo virar moda, mamãe já reciclava, reutilizava, reusava...
Acho que já falei sobre mamãe e a reciclagem, mas a lembrança de minha mãe me conforta em dias cinzas. (está sol, mas o cinza é só metafisicamente falando...meio Kafka...entendeu?)
Bom...
Mamãe era antenada e cool para sua época.


                                              



domingo, 19 de fevereiro de 2012

Queria dormir, mas...

meus simpáticos e mal educados vizinhos não permitiram. De novo.
Ontem, sábado, fui para a cama com dor de cabeça; tomei os remédios e tentei dormir. Tentei.
Os vizinhos falavam alto, riam, assistiam TV e isso foi até as duas horas da manhã. 
Eu tenho sono leve e qualquer barulhinho me acorda e é muito difícil eu voltar a dormir; fico agitada, ando pela casa, converso com os gatos.
Agora os @#$%&*¨ dos vizinhos dormem tranquilamente e eu não. O jeito foi me levantar e assistir ao desfile das escolas de samba do Rio de Janeiro. Muito bonito.
Agora assisto a Pequenas Empresas Grandes Negócios e a seguir o meu programa favorito: Globo Rural.
Já cuidei da minha gataiada e decidi escrever um pouco. O jornal já chegou, Estadão, mas será lido mais tarde, assim que a dor de cabeça diminuir um pouco.
Vou fazer café; li em alguma revista que a cafeína potencializa ou facilita, sei lá, o efeito dos remédios. Legal.
Daqui a pouco os vizinhos acordam e ligam o som e sou obrigada a ouvir músicas tecno bregas, pseudo forrós, Shakira, músicas de festa/balada e mais conhecidas como "bate estaca", manés "cantando" em "ingrêis" e até músicas românticas. Minha Nossa Senhora!
Tem uma que é muito ruim, muito tosca, muito ridícula mesmo. É mais ou menos assim:
"Eu era uma moça linda e você me seduziu. Nosso amor nasceu, nasceu. Você me abandonou. Nosso amor morreu, morreu. Nosso filho nasceu, nasceu. Agora falta leite Ninho para nosso filhinho".
É muita poesia.
Mas deixe estar. Estou preparada para o contra ataque. Se tocar Shakira, pseudo forró, tecno brega e melô do leite Ninho, eu toco Rock n´Roll, Heavy Metal, Hard Rock, Grunge...
Ramones, Nirvana, Pearl Jam, Metallica estão a postos.
Sou da paz, mas não há paz que resista a insônia, falta de educação, desrespeito e principalmente e muito pior: péssimo gosto musical.


                                        

sábado, 18 de fevereiro de 2012

Feriado de Carnaval, Cinza

O Galo da Madrugada (Recife - PE)
                                           


Eu não pulo Carnaval. Nem que eu quisesse; seria um pouco difícil pular com um joelho gorducho e inchado e com parafusos na coluna.
Acho bonito o desfile das escolas de samba e respeito muito as pessoas envolvidas nos trabalhos que envolvem bateria, samba enredo, tema, homenagens etc...
É muita criatividade, muito talento e muito suor.
Me incomoda um pouco o excesso de exposição de corpos seminus. É realmente necessário tanto exibicionismo? 
Só não entendo uma coisa: como as pessoas conseguem pular em meio a uma multidão sob um calor de mais de 30º?! Haja animação!
Vejo pela TV imagens dos Carnavais da Bahia, de Recife e do Rio de Janeiro e não entendo como aquele povo aguenta aquilo tudo. 
Eu passo mal com o calor de São Paulo, imagine então ficar sob o sol escaldante da Bahia, por exemplo. Meu Senhor do Bonfim!
Outro problema é viajar durante os feriados; aqui em São Paulo enfrentamos congestionamentos quilométricos para chegarmos ao litoral e chegando lá, enfrentamos fila para comprar pão, no supermercado...
Dizem que o brasileiro gosta de fila e o paulistano gosta de congestionamento. 
E com a saída do pessoal para o litoral, imaginamos que a cidade ficará vazia; não, não fica. Shopping Centers lotados e dificuldade para encontrar uma vaga no estacionamento, mesmo sendo a maioria pagos. 
Dizem também que Shopping Center é a praia de paulista. Pode ser.
Não fomos tão abençoados como cariocas e nordestinos; estamos longe do mar e se queremos vê-lo, temos que encarar longas horas de estradas congestionadas.
Estou com muita vontade de ver o mar e ao contrário da maioria das pessoas, não faço questão de muito sol e calor; o que me importa é ver o mar, meu doce mar.
Adoro caminhar pela praia sob chuva; o céu cinza, o mar cinza, a brisa...
Minhas maiores lembranças com mares, rios, águas e chuvas são sempre cinzentas. Cheguei a São Paulo num dia chuvoso e cinzento. Os prédios eram cinzentos, os carros, o céu.
A primeira vez que fui à praia aqui em São Paulo chovia muito. Dia cinza, mar cinza, céu cinza.
As fábricas que papai, mamãe e os outros nordestinos trabalhavam eram cinzas.
O Carnaval é colorido, mas a cores esmaecem e tornam-se... cinza.


                                              

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

U.T.I.

Eu finalmente fiz minha cirurgia de correção de fístula liquórica no dia 06/02/2012. Aguardei quase um ano para que fosse realizada; toda vez que o médico marcava uma data, algo acontecia. Eu pegava infecções, ficava hipertensa, não tinha vaga no hospital (ainda não há, na maioria das vezes), o médico viajava...
Mas chegou o grande dia. Fui.
Fui internada às 7hs e desci para fazer alguns exames. Sou levada pela enfermeira e aguardamos o elevador. No elevador ao lado vejo um funcionário da limpeza munido com seus apetrechos de trabalho e puxo conversa com ele. Dou um "bom dia" e iniciamos uma conversa. Ele me olha assustado, acho que não está acostumado a ser cumprimentado.
Percebo seu sotaque e pergunto de onde ele é e fico sabendo que é paraibano.
Ele diz que voltou da Paraíba há vinte dias; viajou de férias e viajou de avião pela primeira vez: "Olhe, é muito chique, viu? Pra cada lugar do passageiro tem um televisãozinha e a aeromoça dá um negócio pra botar no ouvido que é pra cada um escutar a televisão sem atrapalhar os outros. Depois a moça vem e dá comida e bebida pra gente. Muito chique mesmo, viu? Se a senhora for algum dia pra sua terra, vá de avião; é muito bom".
O elevador chega e partimos para nossas obrigações.
Tenho o hábito de cumprimentar a todos, sejam lá quais forem suas funções, posições. Ninguém é melhor ou pior que ninguém; cada um faz a sua história.
Bem...
Subo de volta para o quarto e me preparo para a cirurgia. Tem gente boa comigo e faço meus pedidos a Deus e ao Povo lá de cima. 
Acordo na U.T.I, mas acordo bem; dentro das possibilidades de se estar bem após uma cirurgia na região cerebral, bem próxima ao tumor. O problema é o desconforto, a dor, a agonia. O nariz tampado por uma gaze que absorve o resto de cirurgia, respirar ofegantemente pela boca, vias aéreas estreitadas pela Acromegalia, entubação difícil, pressão alta que não dá trégua, diabetes que sobe e desce igual a elevador de Shopping Center em época natalina, meu braço esquerdo inchado e temo por mais uma trombose, meus dedos furados para exames de destro (teste de diabetes). Meu Deus! 
Olho à minha volta e o enfermeiro vem cuidar de mim. Enquanto ele aplica os medicamentos e verifica os sinais vitais no monitor, observo os pacientes à minha frente e as imagens e memórias do meu coma me invadem. 
Medo, frio, solidão, desespero, agonia, culpa, rejeição, tentar provar que estavam todos errados a meu respeito; eu não era e nem tinha feito o que diziam. Eu era inocente, eu era uma boa pessoa. Mas ninguém acreditava em mim.
Mesmo estando em casa ou às vezes em outros locais, eu ainda sou invadida por essas memórias terríveis do meu coma. Me atormentam, me assustam, me preocupam. Meu Deus!
Havia no leito em frente ao meu uma senhora entubada e em coma; ela conseguia abrir os olhos algumas vezes e apertar a mão de seus familiares. Passei por isso e me deu uma agonia tremenda ver uma pessoa nessa mesma situação terrível pela qual passei.  Pedi mais uma vez a Deus e ao Povo lá de cima que cuidasse daquela paciente.
Eu adormecia na esperança de acordar no quarto ou em minha casa; não queria ficar ali.
Tanta tormenta, tortura e tristeza naquela U.T.I. 
Eu olhava para as lâmpadas no teto e lembrava das imagens, figuras e coisas horrendas que vi ou que me foram mostradas durante o coma. Eu tinha medo de fechar os olhos e dormir e ser ainda pior. Estava presa em meu próprio corpo e via as coisas como se estivesse vendo através de uma porta, como se assistisse TV; eu via tudo mas não podia interagir. 
Era um misto de sonho com realidade; estranho e assustador.
Já se passaram quase três anos, mas as imagens do coma ainda me assustam.
Mas...
Eu quero sair dali, quero ir para casa. Meus braços e meus dedos estão furados, picados por agulhas que não encontram minhas veias. 
Procuraram veias em meus braços e mãos e voltei para casa com marcas roxas de picadas de agulha. Uma veia foi estourada e estou ainda com um calombo roxo no braço. Acho que não poderão picar o local por algum tempo.
Voltei para casa, graças a Deus. Voltei meio grogue, sonolenta, dolorida.
Minha irmã Rosi me liga e meu cunhado Pepê sugere uma pizza. Adorei a sugestão.
Lá pelas 19hs chegam Rosi, Pepê, Renata e Beatriz, que está mais interessada em meus gatos do que em mim. Mas ela me trouxe um presente feito por ela mesma; uns papéis colados e desenhados por suas lindas e habilidosas mãos. Adorei.
Eles vão embora e vou para a cama, mas não consigo achar uma posição confortável para deitar minha cabeça que dói, lateja e o nariz que sangra.
Tomo o remédio receitado pelo médico e consigo dormir por algumas horas. Essa agonia dura alguns dias. 
Finalmente consigo dormir das 2hs da manhã até as 6hs. Comemorei. É uma raridade eu conseguir dormir direto assim.
Estou me sentindo melhor e até fiz algumas pequenas artes: fui à Farmácia Alto Custo, ao cartório, à casa da minha irmã Rosi e ao supermercado. Mas me cansei pra caramba e hoje decidi não sair de casa e aquietar o facho. Meu joelho inchou e doeu bastante e já está na hora de marcar nova consulta com o ortopedista. As injeções que ele aplicou no meu joelho têm a duração de 10 a 12 meses, desde que eu não faça muito esforço mecânico (físico), e é aí que mora o problema.
Mas eu acredito que vou ficar bem, terei de parar algumas vezes no meio do caminho para lutar minhas batalhas e sairei sempre vencedora, mesmo que algumas vezes abalada.
Têm outras coisas/problemas me aperreando, me avexando, me agoniando, mas...
Sou mameluco
Sou de Casa Forte
Sou de Pernambuco
Sou Leão do Norte.
E...
Estou com as roupas e as armas de Jorge. 
Salve Jorge!


                                        

Viagem ao Rio de Janeiro

Rio de Janeiro
                                             


Decidi aquietar o facho hoje e escrever.
Seria quase perfeito se o vizinho não estivesse a tocar suas músicas horrendas, tecno bregas e pseudo forrós. Forró para mim é Luiz Gonzaga e Dominguinhos.
Acho que vou cuidar das plantas e arrumar o quintal; não consigo ficar 100% quieta.
Bom...
É que lembrei de mais um causo da minha nobre, distinta e humilde família. Jesus!
Mamãe fez uma viagem ao Rio de Janeiro e foi acompanhada de meus 4 irmãos peso pesados: Naldão, Rogério, Fubá e Renata.
Era Natal e mamãe nem conhecia as pessoas da casa para onde ela e seus pimpolhos estavam indo. Apenas surgiu o convite para a viagem e ela aceitou e foi.
Chegando lá encontraram a mesa farta e posta para o Natal; meus irmãos sempre famintos e gulosos, atacaram, claro.
Mas o problema maior estava por vir: um único banheiro para esse povo todo usar; além do pessoal da casa acrescentavam-se mamãe e seus quatro filhinhos gulosinhos, gordinhos, esfomeadinhos e cagões. Vixe!
Todo mundo vai dormir após encher a barriguinha com as delícias e quitutes natalinos e no dia seguinte o banheiro sofrerá.
Um a um usa o banheiro e o entope, literalmente, com o refugo natalino. 
Mesa farta dá caquinha farta. 
A dona da casa fica doida e tenta disfarçar seu descontentamento para com os ilustres desconhecidos e cagões paulistanos.
Para irritar mais ainda a pobre da anfitriã, há em seu quintal uma mangueira carregada e meus irmãos zóião tentam pegar algumas frutas. 
Vixe! A mulher faltou virar no Jiraya! 
Ela não via a hora desse povo mundiçado ir embora.
Voltaram mas deixaram estragos: banheiro entupido e mangueira depauperada.
Mamãe e meus doces e lindos irmãos nunca mais voltaram ao Rio de Janeiro e acho que sem querer contribuíram para aumentar as famosas rixas entre paulistanos e cariocas.


                                                



Sacolas

                                             


Já disse aqui que o Homem (seres humanos) primeiro destrói e depois tenta consertar o estrago que fez.
Agora a moda é reciclar, combater o aquecimento global, plantar árvores, economizar água, energia elétrica e levar a própria sacola, as famosas eco bags, ao supermercado para trazer as compras.
Sou da época em que levávamos nossas próprias sacolas ao supermercado quando íamos às compras; as sacolas plásticas surgiram pouco tempo depois. 
É...sou véia, como diz Bibi, minha terrível e linda sobrinha.
Antes era normal carregarmos nossas sacolas de feira, como eram chamadas, pra cima e pra baixo, depois virou brega e tínhamos vergonha, mas agora está de volta e é fashion.
Protejamos o planeta após destruí-lo, ou quase.
Mamãe tinha algumas dessas sacolas de feira; eram grandonas, quadradas e com várias listras coloridas. Tem também aquelas sacolas costuradas a partir de sacos de arroz e custam bem baratinho na feira. Ou custavam, mas após o boom das eco bags e do ecologicamente correto, as simples e humildes sacolinhas de feira transformaram-se em artigo de luxo e prova de gente antenada. Suave.
Comprei uma eco bag da Livraria Cultura, muito linda por sinal. Olhando-se ao longe tem-se a impressão de ver uma estante com livros. Por isso a comprei; amo livros.


Minha eco bag (Livraria Cultura)
                                              





Ainda sobre comerciais de cerveja

Contrataram um cara que entende de mulher (Hugh Hefner, o tiozinho da mansão Playboy) para ser o novo garoto (?!) propaganda da cerveja Devassa (que nome horrendo e ridículo!).
Entende de mulher? Por acaso ele é ginecologista? Pai de Santo? Cabeleireiro? Estilista? Maquiador? Ricardão? Chico Buarque? Fábio Jr.? Melhor amiga?
Se ele for uma dessas pessoas supra citadas aí sim ele pode até dizer que entende de mulher, e olhe lá!
Ninguém entende as mulheres, meu.
É cada coisa que aparece.


                                            

Mais uma noite de insônia

                                                


Estou pensando em me mudar para um país longínquo onde se cultuem o silêncio e o respeito pelos outros.
Dormir, para mim, é um desafio. Somam-se à minha insônia crônica, minhas dores de cabeça, minha sudorese noturna o falar alto da vizinha esganiçada, o simpático menino que atazana a vida da vizinhança mas que o pai jura de pés juntos que o filho é apenas uma doce e inocente criança. "Tem pai que é cego", já dizia uma personagem de programa humorístico.
Fico na cama lendo e lá pelas duas horas da manhã algum silêncio faz-se sobre a Terra, mais precisamente sobre minha rua, e finalmente adormeço. Mas eis que...
Lá pelas cinco e meia, Alice pula sobre o criado mudo improvisado (fiz com uma gaveta de uma cômoda velha; reciclar é preciso) e derruba o que tem em cima: livro, revista, óculos, porta retratos e meus remédios. A intenção dela é me acordar; não precisa muito esforço.
Levanto e Alice me segue miando e caminhando em direção ao pote de ração. Dou-lhe comida, troco a água e já aproveito que estou de pé mesmo e começo minha arrumação diária e obrigatória do quintal da gataiada. Manter as coisas em ordem é preciso.
Depois assisto TV, os jornais matinais e o Globo Rural. Assisto também o Telecurso. Adoro.
Tomo meus remédios, faço meu bom e forte café e prossigo com meu dia. Mas por volta das três ou quatro horas da tarde já estou muito cansada; moída, como diz meu cunhado Pepê. 
É isso.
Agora todos dormem e eu... Eu escrevo.


                                                       





quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Coxinha

Meu irmão Naldão é chamado por nós de o "Rei de comunicação". Ele se comunica por monossílabos e frases curtas; tem hora que dá raiva. Na boa.
Meu irmão Rogério e sua esposa Wanda vendiam salgadinhos e deram o telefone de nossa casa para as pessoas ligarem e fazerem suas encomendas.
Numa bela tarde, Naldão estava sozinho em casa e o telefone toca: "Alô, eu queria pedir coxinhas, esfihas...".
Naldão continua calado e a pessoa do outro lado da linha desembestada a falar.
Finalmente a pessoa termina e Naldão diz: "Não posso fazer nada".
Algumas horas depois Rogério vai até nossa casa e dá uma bronca em Naldão pelo péssimo atendimento dado à sua cliente. Fubá fica sabendo do ocorrido e diz, para sacanear Rogério: "Mas o Naldão tá certo, Rogério. Ele não pode fazer nada mesmo, ele não sabe fazer coxinha".
Rogério não gosta muito: "Pô Fubá. Até você, meu?!"


                                          

Horário & Pontualidade

Meu irmão Fubá não é lá muito pontual; se ele marcar de chegar às 14hs, por exemplo, pode esperá-lo lá pelas 17hs ou 18hs.
E ele ainda acha ruim se alguém criticá-lo por sua impontualidade.
Fubá ficou de me levar ao hospital e eu o avisei de que eu deveria me internar às 7hs. Ele disse que às 6hs chegaria à minha casa para irmos e disse que se eu ligasse às 5h30, ele não iria mais.
Fubá é invocado, ignorante, trabalhador, e bocudo. Não necessariamente nessa ordem.
Levantei-me bem cedo e deixei tudo organizado para meus gatos e olhava o relógio a cada cinco minutos à espera de meu irmão. Só que deu 6 horas, 6h15, 6h30 e... nada de Fubá.
Ligo e ele atende com uma voz sonolenta e diz que o celular não tocou; a sorte foi que Rafaela acordou para sua primeira mamada do dia. 
Grande Rafaela!
De outra feita, Fubá e alguns conhecidos iam levantar cedo para aproveitar as promoções dos saldões de fim de ano. Combinaram sair de casa às 5h30 e às 5h20 o celular dele toca e ele diz: "Ainda são cinco e vinte! Não é cinco e meia ainda! Pra que essa agonia? Se encher o saco, não vou mais!".
Não falei? Fubá é ignorante e nada pontual. Mas é muito trabalhador ( e ignorante também).


                                               

Dono da casa

Papai tinha um jeito todo seu de atender ao telefone; atendia assim: "Alou. Qué falá com quem?".
A pessoa do outro lado da linha perguntava: "Quem está falando?"
"Aqui é Dedé Soares, o dono da casa".


                                         

Obsceno

O cantor Wando estava internado e passava bem quando eu fui ao hospital para me internar e ter minha sexta cirurgia realizada.
Recebo alta e meu irmão e cunhada vão me buscar e é aí que fico sabendo do falecimento de Wando. Preta, minha cunhada, me contou no caminho de volta para casa. 
Que pena.
Wando cantava músicas ditas bregas, mas que todo mundo gostava e cantava junto.
Wando entregava flores vermelhas para as fãs e em troca recebia calcinhas, e por esse motivo, foi taxado de obsceno.
Engraçado, flores + calcinhas = obscenidade.
E o que dizer então de sexo em Reality Shows? De peitos e bundas de fora em programas pops e em comerciais de cerveja?
Isso para mim é obsceno.


                                                    

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Cerveja

Fiquei fora de casa alguns dias e sem assistir TV.
Volto e presto atenção à programação televisiva, principalmente aos comerciais.
De novo, o que mais me irrita atualmente são os comerciais de cerveja. 
Já escrevi uma postagem falando sobre diferentes propagandas de diferentes produtos, mas hoje ater-me-ei aos benditos comerciais de cerveja.
Repito a mesma pergunta: Qual é o público bebedor de cerveja? Homens hétero e mulheres gays? Homens gays e mulheres hétero não tomam cerveja?
É sempre a mesma história: homens "manés", descabelados e mal vestidos "babando" por mulheres seminuas e rebolativas. Que porcaria é essa?
Será que não dá para fazer um comercial ressaltando o sabor da bebida que é tomada por vários tipos de pessoas? E sem recorrer à vulgaridade e à sexualidade exacerbadas?
Escrevo isso porque vi o comercial da cerveja Devassa e me incomodou o "novo" garoto propaganda da marca, Hugh Hefner.
A primeira garota propaganda foi a fútil e vulgar Paris Hilton e agora esse "tiozinho" de 85 anos fundador da mansão Playboy, um eufemismo para prostituição. 
Na boa.
Meu, por que cerveja tem que estar ligada a sexo, vulgaridade, mulheres seminuas. Por quê?!
Ah, e para piorar, ainda haverá eleição para decidir quem será a musa da dita cuja cerveja. São quatro moças iguais, sensuais e rebolativas.
E o nome da cerveja é outra pérola: Devassa. Disseram que a palavra significa "sensualidade", será? Segundo dicionário Houaiss, devassa significa: apuração minuciosa; inquérito ou depravada; libertina.
Cadê a sensualidade?
Por que não colocam homens bonitões em vez daqueles "manés" descabelados?
Alguém tem a resposta?


                                                    

De novo

Já estou habituada aos olhares de estranhamento das pessoas "normais" e "perfeitas", mas tem hora que enche o saco!
Procuro ser o mais educada possível, mas me pergunto: "Por que essas pessoas não procuram ser educadas comigo como eu sou com elas?"
Voltei do hospital, graças a Deus, e alguns dias depois fui à farmácia para comprar os remédios prescritos pelo neurocirurgião. Entro no estabelecimento comercial e me dirijo ao balcão; aguardo. Tem um senhora bem baixinha sendo atendida e quando ela percebe minha presença, olha para trás e dá um sobressalto, como se tivesse visto um fantasma. Pergunto se ela já foi atendida e ela balança negativamente a cabeça e afasta-se para os fundos da farmácia. Pensei que ela fosse ter um piripaque.
Estranhei a atitude dessa senhora, mesmo estando eu acostumada a comportamentos preconceituosos e estúpidos como esse.
Sou atendida e me direciono ao caixa para efetuar o pagamento dos remédios. Ao me ver afastar, a senhora volta e pede ao balconista que continue a atendê-la.
Pra que tudo isso? Pergunto eu. 
Não tenho doença contagiosa, Acromegalia não "pega".
Hoje levei minha irmã Rosi e minha sobrinha Beatriz a um compromisso e lá chegando, a mesma ladainha. Entro e as mocinhas do balcão me olham como se estivessem vendo um ser de outro planeta. E lá vou eu de novo com minha educação, dizer: "Pois não. Algum problema?".
Já disse isso várias vezes e repito: Mudam as tecnologias, as invenções, o mundo...mas as pessoas são e serão sempre as mesmas: arrogantes, preconceituosas, fúteis, mesquinhas...
Li o livro "O retrato de Dorian Gray" de Oscar Wilde e estou lendo "Este lado do paraíso" de F. Scott Fitzgterald e vejo a tacanheza e pequenez humanas dos dias atuais do século XXI (21) em personagens de séculos passados. O que mudou? Ou o que não mudou? Não aprenderemos nunca?


                                                 

domingo, 12 de fevereiro de 2012

Volta

Estou de volta para o meu aconchego.
Estou de volta para minha casa, meu cafofo. Minha família, meus gatos, meus livros...
A cirurgia de fístula liquórica foi realizada, finalmente.
Fui para o Hospital Santa Helena às 7hs da manhã de segunda-feira, 06 de fevereiro. Lá encontrei a anestesista, a Drª. Celeste, que estranhou eu não estar internada desde a noite anterior. Eu expliquei o ocorrido à médica que havia pedido minha internação para a noite de domingo, 05 de fevereiro. A simpática funcionária do hospital disse que não seria possível e que eu só poderia mesmo me internar na segunda-feira. Paciência.
Terminada a burocracia, subo para o quarto no oitavo andar. Deixo lá minhas coisas e respondo às perguntas de praxe para a enfermeira e desço para fazer exames cardiológicos.
Subo novamente e às 13hs a Drª Celeste retorna para falar comigo e me dá um pré anestésico.
Há um pequeno problema: pressão alta. Mesmo tomando religiosamente os medicamentos, continuo muito hipertensa. O pré anestésico talvez pudesse ajudar.
Às 16h30 sou levada para a sala de pré cirurgia e aguardo alguns momentos. Adormeço novamente.
Sou acordada pela Drª Celeste já na sala de cirurgia e conversamos animadamente enquanto os procedimentos habituais são realizados.
Adormeço mais uma vez e acordo cinco horas depois; cirurgia realizada e tudo em paz. Graças a Deus.
Temia o coma, a U.T.I e todo o drama pelo que passei na minha segunda cirurgia.
Sou levada para a U.T.I. e na manhã seguinte o Dr. Chico me visita e me da alta para eu ir para o quarto.
Espero...Espero...Espero.
Continuo na U.T.I. Presa à cama e sem poder sair para caminhar ou ir ao banheiro sozinha. Pergunto o que está acontecendo e sou informada que não há vagas e temos que estar esperando por uma vaga.
O gerundismo bem que poderia entrar em coma.
Bom, espero segunda, terça e finalmente, na quarta-feira, peço para ligarem para meu médico. Quero sair dali o mais rápido possível. Minha irmã Rosi ligava e perguntava por mim e ouvia sempre a mesma desculpa. "Ela está bem, está na U.T.I."
E eu perguntando quando iria para o quarto, pedindo para abaixarem as grades da cama, pedindo para ir ao banheiro sozinha, pedindo para tirarem de mim aquele monte de fios, eletrodos, aparelhos e afins.
Eu estava agoniada e doida para ir embora.
Suplico ao Dr. Carlos que ligue para o Dr. Ricardo para que venha me dar alta... ou fugirei do hospital descalça e com aquela camisola horrível.
Eu já havia pedido o mesmo um milhão de vezes às enfermeiras, mas elas diziam que não conseguiam falar com o meu médico. Tá. Me engana que eu gosto.
Na quarta-feira o Dr. Ricardo me dá alta e orientações pós operatórias e peço que avisem minha família. Às 17hs chegam meu irmão Fubá e minha cunhada Preta. Eles haviam chegado ao hospital às 13hs e estavam tentando convercer a funcionária de que a bagagem erroneamente etiquetada com o nome de outra paciente, era a minha. Fubá abriu minha bolsa, pegou meus documentos e mostrou à moça, para convencê-la de que falava a verdade.
Dr. Ricardo reclama do absurdo de o paciente ter de ficar na U.T.I suscetível à infecções só porque não havia quartos livres! Eu e outro paciente estávamos na mesma situação.
Mas se eu fui internada e levada ao quarto, porque não poderia voltar para o mesmo bendito quarto no dia seguinte à cirurgia?!
Bom...
Estou de volta e doida para escrever.
Aos poucos organizo minha vida e vou ficar bastante boa para voltar ao trabalho e à minha rotina, se Deus quiser.
Estou seriamente pensando em voltar ao Pet Center. (e não apenas para comprar ração).


                                               


                              

sábado, 4 de fevereiro de 2012

Bastante boa

Estou melhor, graças a Deus.
Dei uma madorna (cochilada), como dizia mamãe, e acordei melhor.
Comecei a organizar as coisas por aqui. Quanto mais arrumo/organizo, mais tem o que arrumar/organizar.
A poeira é o principal problema; não sei de onde vem tanta!
Bom, por hoje é só. 
Dias melhores virão e eu ficarei cada vez "mais bastante boa".
Amém.


                                              

Bela Adormecida

Devo estar com síndrome de Bela Adormecida. Mas sem príncipe encantado, cavalo branco e bruxa malvada.
O cansaço e as dores de cabeça prolongam-se há várias semanas.
Ontem nem assisti TV direito, deitei e dormi.
Vou passar por tudo isso para depois ficar bastante boa, como diz minha sobrinha Beatriz.
É isso.


                                        

Pit Bull

Continuo cansada e com dores de cabeça.
Acho que minha cabeça sabe que irá passar por nova cirurgia e por isso dói o que tem que doer só para fazer valer.
E o calor continua. 
E os vizinhos barulhentos também. 
Hoje não estou bem disposta, estou bem ao contrário de minha sobrinha Beatriz quando toma vacinas. Ela fica mais ativa, mais terrível. Rosi, mãe de Beatriz, falou: "Bibi parece que tomou Red Bull na veia em vez de vacina".
E Beatriz gosta de dizer: "Eu tomei Pit Bull na veia".