sexta-feira, 2 de outubro de 2015

É isso

                              Resultado de imagem para triste



Mais uma semana difícil.
Uma gripe acompanhada de sinusite, rinite e otite; muitas "ites". Tem sido assim ultimamente, temporadas curtas de boa saúde e outras longas de dores, entrevamento, gripes e as "ites". Está demais.
O ruim da gripe é que ela derruba a gente e eu, que ando tão fraca e adoentada, sou fácil de derrubar.
Ânimo e vontade de fazer as coisas, não tenho tido muito.
Ando meio triste, cansada, revoltada, desanimada e às vezes tenho vontade de desistir de tudo e deixar ver o que vai acontecer. Mas lembro que tenho vidas que dependem de mim, que quero ver meus sobrinhos formados e encaminhados na vida e tem muita coisa que eu ainda quero fazer.
Vivo trancada dentro de casa e só saio quando vou aos médicos, laboratórios ou a algum raro evento em família. Dependo dos irmãos, alguns, para me fazer ou trazer o que preciso.
Quero fazer as coisas em casa, mas meu corpo não é tão ágil como minha mente. Vou devagar e têm dias que estou devagar demais e isso ora me irrita, ora me entristece.
Amanhã farei mais exames para levar ao médico do Grupo de Coluna e uma nova cirurgia será necessária para ajustar os parafusos que estão frouxos. 
E tem mais.
Estava e ainda estou muito ansiosa; tive que aguardar a autorização para fazer a tomografia computadorizada e um novo Raio X, que será pago.
Mais uma preocupação e mais gastos extras com exames e táxi. Não está fácil não.
Se fosse só a Acromegalia, eu estaria até que bem, mas tenho essa coluna doente, joelhos tomados pela artrose, pelas dores e entrevamento.
Tenho tanta saudade da escola, dos pequenos, de tudo.
Por que tudo o que eu gosto tanto é tirado de mim? 
Fez muito calor hoje e transpirei bastante; vou tomar um banho antes de me deitar e esperar o vizinho tagarela calar a boca lá pelas duas da manhã.
Falta de educação do caramba.
É isso.




                                          Resultado de imagem para flores

sexta-feira, 25 de setembro de 2015

Parafraseando

                                Resultado de imagem para roupas brancas quarando



Calorão insuportável durante a semana.
Chuva e ventos fortes hoje; temperatura amena, graças a Deus.
Eu venho lá do Sertão, mas adaptei-me ao frio que vem lá do Sul, parafraseando Djavan e Jair Rodrigues.
Difícil suportar a fumaça constante dos cigarros dos vizinhos. Fumam no quintal e o vento traz a fumaceira para dentro da minha casa. Detesto.
Fumaça de cigarro incomoda e me faz espirrar, além de me deixar com dor de cabeça. Sinusite e rinite ficam atacadas e eu também.
Detesto cigarro!
Estou com vontade de comer um docinho, ligo a TV e um senhor prepara doce de leite. Meu Deus do Céu!
Mas demora muito, têm muito detalhe e cuidado; melhor comprar o doce pronto.
Bom...
Ainda estou ansiosa e nada do hospital liberar o exame de tomografia computadorizada. Estou preocupada com o prazo.
Sonhei de novo com mamãe. Me preparava para ir à escola, eu era aluna. Pego uma blusa branca, mas tinha uma mancha amarela e a levo até a máquina de lavar. Na cozinha havia uma enorme mesa de madeira e cheia de roupas brancas minhas, estavam ensaboadas e mamãe as colocaria para quarar.
Tento aparentar certa normalidade e agir como se tudo estivesse bem, mas não está e não consigo. Estou muito ansiosa, preocupada, angustiada...
Não será minha primeira cirurgia, mas será uma cirurgia longa, complexa e de alto risco.
Tenho muito o que fazer, mas confesso que estou sem vontade, sem ânimo, sem motivação.
Sem vida também.
Não queria que fosse assim.
O que foi que eu fiz?
É isso.




                                    Resultado de imagem para roupas  quarando

terça-feira, 22 de setembro de 2015

Cântaro

                               Resultado de imagem para cântaros pintados




Muito calor.
Há uma semana as temperaturas estavam congelantes, mas agora estão sufocantes.
Tive um dia chato ontem; foi um dia pesado, arrastado, difícil.
Estou ansiosa, aguardo autorização para realizar mais um exame e terei que pagar por outro. É o jeito.
Liguei para o laboratório hoje e o jeito é aguardar. É um exercício de paciência e uma pequena grande sacanagem da Vida para comigo.
Uma angústia somou-se à ansiedade, medo, revolta, fúria.
Por que tudo isso de novo?
Sonhei em uma enorme casa de madeira e parecia abandonada. Alguém havia morado ali, mas isso foi há muito tempo. Muita poeira, teias de aranha e outras marcas do tempo.
Móveis e objetos antigos. Um cântaro dentro de uma bacia igualmente bela sobre um móvel antigo. A pessoa que viveu ali era idosa; um senhor idoso.
Eu pegava uma vassoura e não sabia por onde começar a limpeza; olhava pela janela e fazia um dia cinzento e triste.
Mamãe se aproximava, segurava uma vassoura e eu dizia: "Mãe, a casa é muito grande, está muito empoeirada e eu não sei se vou conseguir limpar tudo isso sozinha. É muita coisa pra mim".
"Eu te ajudo, filha".
Acordei.
Não acreditei no silêncio que fazia. Que bom! Que alívio!
Levantei, fiz café, liguei a TV e comecei a fazer as coisas pela casa no meu passo de tartaruga manca. Muito calor, as pernas pesam, os pés incham e ardem; parei.
Fiz outro café.
Amanhã tem mais.
É isso.


                                Resultado de imagem para flores azuis



                                  

sexta-feira, 18 de setembro de 2015

É preciso

                              Resultado de imagem para mar



Hospital do Servidor Público Estadual, Grupo de Coluna. Espera.
Exames são entregues ao médico, um jovem rapaz que mais parece um menino.
O doutor sai por alguns instantes com os exames e retorna acompanhado de outro médico, um dos cirurgiões.
Moço novo e franzino e com o maravilhoso sotaque nordestino. Sinto-me de volta pro meu aconchego quando escuto as vogais abertas, o "S" chiado de Pernambuco e outros tons do Nordeste.
Meu Nordeste tem cores e tons, sons e melodias que só quem é de lá entende, compreende, escuta e vê.
Ando meio poética. A melancolia tem esse efeito em mim.
O doutor fala sobre a necessidade de uma nova cirurgia e sobre os riscos envolvidos; não trata-se apenas de tirar os parafusos, que estão soltos, e reajustá-los, é muito mais que isso.
Escutei com atenção e fiz perguntas. Aquela coisa "trancada" dentro de mim quis explodir; segurei.
"Você é um caso difícil e interessante e toda a equipe está muito interessada em você".
Sim, sou muito difícil, ainda brinquei.
Tenho essa habilidade, creio eu, de rir e fazer graça só para segurar aquela coisa trancada que teima em explodir quando preciso manter a calma e parecer normal. Sou humana, demasiado humana.
Estou habituada a hospitais, laboratórios, exames, consultas, remédios e afins e essa será minha oitava cirurgia: cérebro, coluna, traqueostomia e apendicite, a mais "basiquinha" de todas.
Pensei que ficaria livre disso tudo e só iria às consultas de rotina para manter os cuidados e o tratamento. Pensei que voltaria às salas de aula, aos meus pequenos, aos diários de classe, provas, trabalhos e coordenador nos pressionando para entregarmos notas e faltas a tempo para as reuniões.
Era muito stress, mas era uma coisa boa e eu trocaria esse stress por esses problemas de saúde.
Mas se é para eu voltar a andar sem andador, voltar a dirigir e ficar boa, eu encaro. É mais uma batalha e estou acostumada a elas; sou velha guerreira.
Sim, os riscos são meio assustadores, como em toda cirurgia, mas encarar é preciso.
E quando eu ficar boa, vou ver meu doce mar oceano. Mar calmo nunca fez bom marinheiro, disse alguém sábio e experiente.
A água está chegando, vou fazer as coisas. Até que me viro bem mesmo com todos esses problemas de mobilidade.
Faz muito calor. Vou fazer suco de beterraba com cenoura; bem gelado.
É isso.



                                    Resultado de imagem para mar

segunda-feira, 14 de setembro de 2015

Desligar

                                Resultado de imagem para dor de cabeça



Dor de cabeça há algumas semanas; principalmente do lado esquerdo do rosto e no olho esquerdo.
Tomei remédios e tentei relaxar, mas tem sido impossível: muito barulho.
Parece que todos os cães, gatos e pessoas da vizinhança se uniram para fazer barulho e incomodar, muito, àqueles que querem e precisam de algum silêncio.
Gosto de ficar quieta no meu canto e, quando tenho minhas dores, gosto mais ainda. Deitar no sofá, ligar a TV, dar uns cochilos e tudo com silêncio, paz e tranquilidade. Meio difícil ultimamente.
É coisa minha, mania, talvez, mas para "desligar" é preciso de alguma quietude, silêncio, sossego e ontem foi exatamente ao contrário.
Para piorar, vizinhos fumam nos fundos e toda a fumaceira vem pra dentro de casa, da minha casa! Detesto cigarro!
Estou um caco hoje. Impaciente, dolorida e precisando urgentemente de um café.
Dor de cabeça chata!
É isso.






                                      Resultado de imagem para cafe
    

                                 

sexta-feira, 11 de setembro de 2015

Sabiá

                                  Resultado de imagem para sabiá



Muita chuva e frio.
Dor de cabeça chata, só do lado esquerdo do rosto. Pressão no olho esquerdo.
Gatos encolhidos pelos cantos; fico com dó dos cachorrinhos da vizinha amarga, os pobrezinhos latem de fome e frio a noite toda e ela não toma providência alguma.
Daqui a pouco o sabiá inicia sua cantoria; acho tão lindo, mas tem gente que reclama. Final de inverno e o canto anuncia novas vidas que chegarão com a primavera.
Fumaça de cigarro que entra pelo nariz e incomoda muito. Os vizinhos fumam e bebem no quintal e toda a fumaceira vem pra cá; detesto! Piora a dor de cabeça.
Fiz arroz branco e comi com o refogado de abobrinha e mandioquinha que sobrou de ontem; bem gostosinho, embora não dê muita "sustança".
Estou "viciada" nessas bolachas integrais Nesfit e Belvita e nos cookies de chocolate da Bauducco. Deliciosos.
Tenho levantado cedo esses dias; quero fazer muitas coisas, tantas coisas, mas esqueço e lembro da minha condição.
Que vontade de largar o andador pra lá e sair pela casa fazendo o que tem que ser feito! 
Dúvidas, receios, possibilidades, incertezas e tantas outras coisas passando por minha cabeça que dói há alguns dias.
Que dor de cabeça chata!
Vou me deitar.
É isso.



                                      Resultado de imagem para sabiá  no ninho

quarta-feira, 9 de setembro de 2015

Parada Inglesa

                                  Resultado de imagem para bucólica



Estou exausta.
Levantei cedo e com dor de cabeça: pressão alta, claro.
Tomei os remédios e me deitei no sofá; gosto de assistir aos jornais matinais.
Adormeci e me levantei uma hora e pouco depois; cuidei dos gatos, tomei banho e separei exames e toda a papelada necessária para a perícia médica. Chamei o táxi e fui para o charmoso e bucólico bairro da Parada Inglesa, Zona Norte de São Paulo.. 
A pequena sala estava lotada e tinha mais gente aguardando do lado de fora e a espera que deveria ser de uns quinze ou vinte minutos, foi de mais de duas horas. Um médico só para atender a todos; o outro médico estava de licença médica.
Chegou minha vez, finalmente. Recebo ajuda das pessoas que aguardavam junto comigo e entro na sala do médico. Perguntas de praxe, laudos e relatórios entregues, uma certa desconfiança e por fim o doutor atrapalhado me libera: "Está tudo bem".
Saio e peço ajuda para chamar um táxi; o ponto mais próximo fica na avenida principal do bairro e de difícil acesso para mim. 
O simpático segurança da Diretoria de Ensino fica comigo até o táxi chegar e me ajuda a entrar no carro e com o andador. Agradeci.
Fui para a casa da minha irmã e tomei café da tarde com ela; ainda pintei uns desenhos com minha sobrinha Beatriz.
Uma forte dor de cabeça e um cansaço brutal me invadiram e eu quis voltar para casa. Eu já estava com saudade dos gatos e preocupada com eles.
Tudo em paz com minhas pragas fofas e peludas. Tomei bastante água e comecei a me senti melhor.
Vou me deitar, embora ainda seja cedo, mas estou exausta.
Quero acordar bem para poder fazer o que for possível pela casa e não vejo a hora de conseguir uma pessoa para me ajudar com os afazeres domésticos.
Eu tento, mas como dizem os goianos e mineirinhos: "Eu não dou conta, uai!".
Acho tão bonitinho.
É isso.




                                  Resultado de imagem para bucólica

sexta-feira, 4 de setembro de 2015

Setembro

                              Resultado de imagem para avô e neta



Falta pouco para o final do ano e hoje é o terceiro dia do mês de setembro. 
Gosto dos dias ensolarados e ventos frios ao entardecer; céu azul e um quê de melancolia no ar. Os dias de setembro.
Tem feito muito frio e isso afeta minhas articulações. Essa madrugada minha perna direita doeu muito e estava tão pesada.
Ontem fui me deitar mais cedo, eu estava exausta e muito dolorida, mas tentar dormir antes da meia noite ou uma da manhã nos dias de semana é perda de tempo. E tentar dormir antes das três ou quatro da manhã aos fins de semana e feriados também. Muita conversa dos vizinhos, que falam pelos cotovelos e resolvem discutir os problemas justo à noite.
Bom...
Fui para a cama antes das dez da noite e peguei pesado no sono, mas fui acordada pela musiquinha do Whatsapp e logo em seguida pela tagarelice dos vizinhos que tinham retornado de algum lugar.
Acho muito deselegante e muita falta de educação ligar ou enviar mensagens barulhentas para as pessoas antes das dez da manhã ou depois das oito da noite; a não ser que seja algo sério e urgente, claro. Mas as pessoas seguem com seus comportamentos "tô nem aí" e haja falta de educação e noção.
Dormi, acordei, dormi de novo e recebi um abraço fofo, macio e dengoso de Branca Maria. Dormi abraçada à ela e tive um sonho bom.
Papai e mamãe me ajudavam a cuidar de animais abandonados em uma ONG criada e dirigida por mim. Papai saía para comprar alguma coisa e mamãe voltava para casa enquanto eu ia à feira para comprar frutas e legumes.
Um feirante cortava pedaços finos de um melão que tinha um formato muito estranho e eu dizia que a fruta não tinha gosto de nada. Eu levava tomates, mamão e abacaxi. O que me chamava a atenção é que os tomates e o mamão estavam amassados.
Chegava em casa e mamãe estava lavando louça e pondo água para esquentar para fazer café e me dizia: "Seu avô está com sua irmã no quarto arrumando suas coisas". 
Que estranho!
Fui ao quarto e vi todas as minhas coisas, de livros a roupas e objetos pessoais, jogados em cima da cama enquanto minha irmã separava sob a supervisão do meu avô João, meu Paipreto. Ele dizia: "Esse pode botar pra doação, ela não vai precisar mais. Esse livro ela gosta, não bote pra doação não".
Minha sobrinha brincava enquanto minha irmã e meu avô separavam minhas coisas.
Antes de eu dizer qualquer coisa, meu avô dizia que era importante fazer mudanças, limpar os armários e gavetas e se livrar daquilo que eu não usaria ou precisaria mais. Abracei meu avô demoradamente e chorei. Aquele choro doloroso de saudade, de amor, de querer bem, de coisa boa.
Como são boas essas visitas e como são bons esses abraços!
Acordei soluçando, como sempre, e Branca Maria não estava mais comigo na cama. Acho que ela veio apenas abrir o portal; animais têm esse dom, principalmente gatos.
A perna ainda doía, mas eu me sentia bem e até mais disposta. 
Sentei-me na cama, agradeci ao Criador e aos Amigos de Luz por permitirem essas visitas tão queridas, esses abraços tão necessários e bons.
Minha saúde não está muito boa e creio que terei que tomar algumas decisões, me desfazer de algumas coisas, não sei. Tudo em prol da minha saúde e de tudo o que puder ser feito para melhorá-la.
Posso viver sem alguns livros, tomates ou mamões, mas o que está representado neles é o que me preocupa.
Vou para a cama, a tagarelice parece que parou, graças a Deus.
É isso.



                                      Resultado de imagem para flores

segunda-feira, 31 de agosto de 2015

Coluna

                                  Resultado de imagem para flores de cactus



Ando tão cansada e dolorida ultimamente. As pernas estão sempre geladas e pesam tanto; é como se estivessem presas àquelas bolas de aço que os presos usam nos desenhos animados antigos.
Os exames ficaram prontos e os levarei ao médico para que ele veja e tome a melhor decisão. Do ponto de vista da minha história, perspectiva, dores, entrevamentos e afins, acredito que uma nova cirurgia seja necessária sim. Minha coluna está torta como antes da primeira cirurgia e a parte onde estão fixados os parafusos parece lutar para se manter reta enquanto o restante pende para o lado.
A coluna cervical está bem arqueada, cifose, e eu não vejo a hora de mostrar esses exames ao médico e ter esse problema resolvido.
Tudo, tudo vai dar certo.
Andar com fé eu vou que a fé não costuma falhar.
É isso.



                                      Resultado de imagem para flores de cactus

quarta-feira, 26 de agosto de 2015

Sobrinha

                              Resultado de imagem para sobrinha



Finalmente choveu e aquela secura incômoda deu uma trégua.
E o tempo está assim, um solzinho tímido, nuvens cinzentas... E o dia segue.
Fui domingo à casa da minha irmã para me deliciar com o maravilhoso churrasco que meu cunhado sabe fazer; cabra bom!
Vi minha lindíssima sobrinha Beatriz e ouvimos Rock 'n' Roll; ela gosta do AC/DC porque ouviu os acordes da música "Back in black" no filme "Escola de Rock". Multiplica Senhor!
Rock e MPB, sempre, e livrai-nos das musiquinhas horrendas das "duplecas" de calça justa e cabelo ninho de pombo. Livrai-nos também de outras coisas ruins. Amem.
Ganhei um livro da minha sobrinha; um livro sobre a filosofia de Nietzsche, meu filósofo favorito e tema do meu segundo TCC (trabalho de conclusão de curso).
Adorei! Adoro ganhar livros. Adoro livros, é público e notório.
Eu estava há dois meses sem ver minha sobrinha e só falava com ela por telefone. Eu ainda estou me recuperando do efeito sanfona dessa minha doença, a Acromegalia. São tempos bons e outros nem tanto.
Estou no segundo tempo, digamos assim. Tempo de dores, entrevamento e a pressão sempre alta e desembestada:23x18 essa madrugada.
Acordo com o habitual "soco" na nuca, mas ultimamente os socos têm sido mais fortes e intensos.
Conto os dias e as horas para voltar ao médico e levar os exames; que uma solução seja encontrada, meu Deus.
Bom...
Vou descascar meu legumes e frutas e aproveitar a água que está chegando. Antes chegava ao meio dia, agora chega às três da tarde.
Meu Santo São Paulo sofre.
É isso.





                                  Resultado de imagem para jardim

sexta-feira, 21 de agosto de 2015

Forte

                                Resultado de imagem para chateado



Minha bisavó, a galega, pequena e bocuda Maria Higinia Salles, Dona Gina, dizia: "Engulo um boi com as pontas (chifres) e não me entalo, já um mosquito me entala".
Sempre lembro e menciono as frases fortes dessa mulher pequena, porém fortíssima em seu caráter e determinação. Tinha que ser mesmo muito forte para encarar uma sociedade racista e machista para fugir com um escravo negro recém liberto pela Lei Áurea.
Eram lindos, Dona Gina e o Seu Francisco.
Lembrei deles porque ainda estou entalada com essa história toda da humilhação vivida no Banco do Brasil.
Reclamei, fiz todo o procedimento de praxe e hoje recebo um e-mail pedindo desculpas, mas indiretamente me culpando pelo ocorrido. É como se eu fosse culpada por ter necessidades especiais, pela péssima educação do guardinha e pela má vontade e preguiça dos gerentes que não tiveram a dignidade de abrir a porta lateral para eu passar.
Ainda estou chateada com isso tudo.
Bom...
Amanhã será outro dia e será melhor.
É isso.



                                      Resultado de imagem para flores

quinta-feira, 20 de agosto de 2015

Atendimento

                               Resultado de imagem para flor azul



Voltei ao Banco do Brasil, mas dessa vez foi na agência da Vila Romana, Zona Oeste de São Paulo. 
Cumprimentei o segurança e me dirigi à porta giratória para mais um malabarismo e me surpreendi quando ele fez sinal para eu esperar; perguntou se eu havia retirado a senha e disse que a gerente iria abrir a porta lateral para eu passar. Não acreditei!
Sim, precisei tirar celular, chaves e afins da bolsa, mas tudo feito e pedido com muito respeito e paciência.
A funcionária abriu a porta lateral e eu agradeci; ela estranhou o fato de eu agradecer por uma atitude que deveria ser praxe em todos os bancos e outros locais frequentados por pessoas com necessidades especiais.
Fiz o que precisei fazer e depois deixei a agência pensando na diferença de tratamento, na decoração do local e na localização do banco.
A agência do Parque Novo Mundo foi mal planejada, pois é preciso subir escadas para ir aos caixas. A decoração não é aconchegante. Os gerentes são dois senhores lentos e mal ajambrados. A mocinha que ajuda as pessoas logo na entrada da agência é muito fraca, atrapalhada e inexperiente. A clientela é, na sua maioria, de pessoas simples que vivem nas comunidades próximas.
A agência da Vila Romana é decorada com elegantes e bonitos assentos em tecido azul claro. Têm caixas no térreo, mas um elevador será instalado em breve. A gerente é uma jovem discretamente vestida e muito simpática. Os funcionários são educados e prestativos. A clientela, na sua maioria, é de pessoas com melhor poder aquisitivo, boa Educação e que moram nos elegantes prédios da região.
Mas será que essas diferenças justificam o péssimo atendimento em uma agência e o ótimo atendimento na outra?
O problema estaria nos funcionários, nos guardinhas, nos clientes, na decoração, nos bairros?
Educação e respeito deveriam estar presentes em todas as ocasiões, independente de qualquer coisa.
Eu penso assim.
É isso.




                                         Resultado de imagem para flor azul

quarta-feira, 19 de agosto de 2015

Humilhação

                                               Resultado de imagem para humilhaçao



Estou indignada com o desrespeito e humilhação pelos quais passei na agência do Banco do Brasil no Parque Novo Mundo, Zona Norte da capital.
Tive que deixar o andador com minha irmã, fazer um malabarismo para poder me equilibrar e passar pela porta giratória e isso porque tem uma porta ao lado destinada a deficientes físicos e/ou pessoas com mobilidade reduzida.
Quando questionado sobre o porquê de não abrir a dita cuja, o guardinha disse que não tinha a chave.
Sabemos muito bem que os seguranças/guardinhas controlam as portas giratórias e esse estúpido me atormentou o quanto pode.
Depois de todo o malabarismo para poder entrar na agência, sou tratada com frieza, preguiça e desconfiança pelos gerentes que mais pareciam senhores dispostos à uma boa pescaria do que ao trabalho.
Em vez de gastar milhões contratando celebridades para fazer comerciais, o Banco do Brasil assim como os outros, deveriam usar esse dinheiro para treinar melhor seus funcionários, terceirizados ou não!

Pior que o esforço feito para me equilibrar e me apoiar na porta para ficar de pé e o risco de cair e me machucar, foi a humilhação, o sentimento de invalidez, injustiça e preconceito.
E se eu fosse uma dessas moçoilas saudáveis e bonitas, eu seria tratada com mais respeito? Será que a porta giratória travaria tantas vezes como travou, me fazendo esvaziar a bolsa e mostrar o que carregava comigo? Só faltou eu tirar a roupa, porque não tinha mais o que tirar e mostrar para o guardinha grosseiro e estúpido.
Que risco uma pessoa como eu poderia oferecer ao banco ou a qualquer estabelecimento?
Normas de segurança do banco? Estava cumprindo ordens?
Que normas e ordens são essas? Desrespeitar e humilhar pessoas com deficiência e/ou mobilidade reduzida?
Fiquei com esse gosto ruim na boca, esse peso na alma e voltei para casa carregada, triste e indignada.
Fiz café, deitei no sofá e adormeci. Sentia-me tão cansada, pesada e dolorida. E triste.
É isso.




                                                     Resultado de imagem para volta por cima

quarta-feira, 12 de agosto de 2015

Nascente

                                  Resultado de imagem para nascente



O tempo está seco demais e não chove há mais de dez dias; fica difícil respirar.
O ar seco incomoda nariz e garganta e piora ainda mais a situação para quem tem sinusite e rinite alérgica.
O nível do Sistema Cantareira contínua crítico e temo pelo futuro da água em São Paulo, no país e no mundo.
Irônico, São Paulo das águas está secando e se tornando São Paulo da seca, da poluição e do desperdício. Tantos córregos poluídos, rios, riachos e nascentes; uma pena.
Adoro água, todas as águas, e ficava horas brincando com as águas de uma pequena nascente cercada por avencas, Maria-sem-vergonha e outras plantas graciosas. Essa nascente não existe mais, foi canalizada, cimentada, calada em seu canto aquático e infantil. Era tão bonitinha. Uma pena.
Faz um friozinho leve; acho que vou para a cama.
É isso.



                              Resultado de imagem para nascente


                                      

terça-feira, 11 de agosto de 2015

Vulgar

                            Resultado de imagem para humor



Não consegui assistir ao CQC ontem à noite, está muito vulgar.
O uso excessivo de termos chulos, exposição da vida íntima de pessoas que se propõem a passar por situações vexatórias, entrevistas com famosidades que também abusam de palavrões, videos expondo crianças nuas...
O que que aconteceu com o programa? Era tão bom antes!
Muitos atribuem a decadência à saída de alguns membros como Marcelo Tas, Rafinha Bastos e Danilo Gentili, mas eu discordo. Marcelo está sendo muito bem substituído por Dan Stulbach e o arrogante e grosseiro Mauricio Meirelles substitui à altura os igualmente arrogantes e grosseiros Danilo Gentili e Rafinha Bastos.
Os programas de humor confundem humor com vulgaridade; acham que falar palavrões e usar outras baixarias é engraçado, eu não.
Foi mostrado ontem dois videos de garotinhos nus e isso é prato cheio para pedófilos nojentos e, como se não bastasse, ao final da apresentação dos videos, o insuportável Mauricio Meirelles disse: "Semana que vem vou mostrar minha r...". Pelo amor de Deus! Isso é humor?!
Esse moço ganhou muita liberdade após a saída dos outros membros e está se achando melhor que todos os outros que fazem o programa; quem ele pensa que é?! Humorista? Engraçado? Divertido?
As entrevistas também são chatas, monótonas e percebe-se o desconforto do entrevistado, principalmente estrangeiros. São perguntas bobas, de duplo sentido e em um inglês sofrível. Dá até vergonha só de imaginar o que o entrevistado pensa e que não vê a hora daquilo acabar.
O CQC está se nivelando ao antigo formato do Zorra Total e ao Pânico, lixo vulgar ao extremo.
Não tinha nada mais interessante na TV, então o jeito foi desligar e ir para a cama. Tela Quente com aquele rapper americano, 50 Cent, que fala com a boca fechada igual a um boneco de ventríloquo, nem pensar!
Cama, gatos e livros, são a melhor companhia.
É isso.




                                Resultado de imagem para humor mal

Vento frio

                                  Resultado de imagem para vento frio


Como era de se esperar, levantei mais cansada e moída hoje. É sempre assim, um dia bem e animada e no dia seguinte fico um caco. 
Mas abusar é preciso; fazer as coisas é preciso.
Vou só fazer o básico: cuidar dos gatos, fazer meu café e depois bater o feijão no liquidificador; fica tão bom. Vou fazer um purê de mandioca, já que estou sem batatas, para acompanhar o caldinho grosso de feião.
Mamãe picava cebola, tomate, pimentão, cebolinha verde e coentro e adicionava ao caldo de feijão; estive lembrando esses dias. Depois ela fazia bolinhos de feijão com farinha e molhávamos nesse caldo; era tão bom.
Quando estou cansada e dolorida, tanto de corpo como de alma, me vêm essas lembranças e memórias e depois tudo começa a ficar bem.
O tempo vai mudar, não está tão quente e ensolarado como ontem. Um vento frio anuncia a mudança.
Estou melhor, mas ainda tenho aquele gosto ruim na boca e uma tosse chata.
Vou fazer meu café e talvez um mingau de aveia; é gostosinho e dá sustança.
É isso.



                                  Resultado de imagem para caldo de feijão

segunda-feira, 10 de agosto de 2015

Torta de Maçã

                                 Resultado de imagem para maçãs



Fui sábado ao laboratório para fazer mais exames; ficarão prontos em uma semana .
Mês que vem os levarei ao médico e torço para que uma solução seja encontrada. Liberdade, liberdade, abre as asas sobre mim...
Voltei cansada e dolorida, pois tive que fazer todas as radiografias de pé. O médico quer ver como a coluna se comporta nessa situação, como o peso do corpo afeta, postura etc...
Voltei para casa e resolvi descansar, mas não consegui, a cabeça não "desligava". 
Tomei banho e fui para a cama mais cedo e a dor de cabeça já avisava que a pressão estava subindo, subindo...
Começo a adormecer, mas sou interrompida pelos filhos do vizinho que decidem jogar bola às onze da noite! A mãe das criaturas os manda parar e entrar, pois já é tarde e eles reclamam: "Mas amanhã é domingo!".
As pessoas também precisam dormir e descansar aos domingos, feriados, dias santos...
A bola parou e o vizinho tagarela desembestou a falar; como fala! Esse homem falou, falou e falou até as cinco da manhã! Não fica nem rouco!
Perdi o sono, fiquei p da vida e o jeito foi ouvir o monólogo do vizinho tagarela.
Deus do céu!
Sou meio difícil para muitas coisas e dormir é uma delas. Qualquer barulho me tira o sono e eu não consigo simplesmente virar para o lado e continuar no país dos sonhos. Fui dormir com o dia amanhecido e acordei perto do meio dia. Levantei de mal humor, cansada e dolorida. Detesto ter o sono interrompido.
Cuidei dos gatos, fiz meu café e liguei a TV; acabei dormindo pesadamente no sofá. Eu estava tão cansada!
Fez um dia muito bonito hoje e levantei bem disposta. Fiz o que é possível fazer com a ajuda do andador e até que fiz bastante coisa. Cozinhei arroz, feijão e mandioca e estou louca por frutas e mais beterrabas, cenouras... Quero também fazer torta de maçã ao estilo americano, "apple pie", e preciso comprar os ingredientes entre outras coisas. Minha sobrinha Beatriz pediu para eu fazer a torta e quando ela pede, é uma ordem!
Estou também com tantas vontades.
É isso.





                                  Resultado de imagem para apple pie



sexta-feira, 7 de agosto de 2015

Brinde

                                Resultado de imagem para idoso trabalhando



Meses, semanas, dias, horas, minutos e segundos difíceis. 
Existência difícil.
Mais uma noite mal dormida devido a uma dor de cabeça brutal. Tomei remédios, procurei uma posição para ajeitar melhor o corpo e a cabeça e poder dormir por pelos algumas horas em paz e sem tanta dor.
Dormi um pouco e acordei achando que já era de dia, mas ainda era madrugada.
Amanhece.
Levanto, cuido dos gatos, faço algumas poucas coisas pela casa e me canso. Deito no sofá, mas tocam a campainha e lá vem ofertas dos mais variados produtos; declinei educadamente.
Papai detestava quando mamãe comprava essas coisas "de pé de porta". Se ainda vendessem frutas... Amo frutas.
Coloquei água para ferver e escuto palmas e vozes; é hoje! 
Era o entregador de ração, um senhorzinho bem magrinho que muito lembrava papai. Perguntei pelos entregadores habituais e soube que um saiu mais cedo e outro tirou férias. Por isso o senhorzinho teve certa dificuldade; os outros "meninos" vêm pra cá de olhos fechados.
Fiquei com dó do senhorzinho meio atrapalhado, mas muito educado, simpático e gentil. Fico preocupada, e até incomodada, quando vejo idosos trabalhando e pegando peso e isso tudo porque não dá para viver apenas da aposentaria e/ou para sustentar filho, neto, bisneto folgado.
Bom...
Ganhei um brinde da casa de ração, uma dessas casinhas de tecido para gatos. Parece uma tenda. Liguei para agradecer.
É bom às vezes uma pequena surpresa, uma prenda, um mimo, um xodó só para aliviar um pouco o peso da vida.
E no fim das contas, nem fiz meu café. Eita!
É isso.



                                Resultado de imagem para flores

terça-feira, 4 de agosto de 2015

Baque

                            Resultado de imagem para convalescer


Dois meses depois de me recuperar de um baque, levo outro. 
Fiquei doente, me recuperei, fiquei doente de novo e quando começo a me recuperar, lá vem uma gripe braba que me derrubou.
Haja resistência, imunidade, saúde.
Levantei, nem café fiz, e voltei para a cama. Dormi pesadamente e estava tão cansada.
Consultas e exames agendados; alguns serão pagos, já que não tem vaga e a espera é longa. E não vejo a hora de voltar ao médico, entregar-lhe os exames e saber qual será o próximo passo e me livrar de tudo isso.
Ainda têm consulta e exames de outras especialidades médicas: endocrinologia, cardiologia, neurocirurgia, oftalmologia...
Tenho estado meio tristonha e com minhas revoltas e questionamentos habituais.
Liguei a TV, assisti aos programas de culinária e fiquei com vontade de experimentar um fettuccine com molho de sobras de strogonoff. Parecia tão delicioso, além de fugir do molho de tomate tradicional e do molho branco.
Eu gostava quando mamãe misturava molho de carne ao molho de tomate, o spaghetti ficava delicioso.
Levantei, cozinhei legumes e fiz sopa de feijão; dá sustança. Bati beterraba com cenoura e fiz um suco de cor bonita. Tomo sucos sem coar, a parte boa está exatamente no bagaço, que é jogado fora.
Friozinho e vai esfriar ainda mais.
Queria tanto andar e dirigir para poder fazer minhas coisas.
É isso.



                                   Resultado de imagem para dirigir