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quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

Paladar

                             


Adoro cozinhar, principalmente preparar bolos, pudins, mousses e outras guloseimas engordativas.
Tenho insônia crônica que somada às dores, não deixam o mais dos sonolentos dormir.
Ligo a TV e gosto de assistir a programação culinária do canal Bem Simples, com já falei aqui. Têm muitas receitas legais e deliciosas e estou doida para fazer um pudim de coco com laranja. Se for ao mercado hoje, grande novidade, comprarei os ingredientes e farei. Preciso também fazer brigadeiro e um bolo de chocolate para as crianças.
Bom...
No programa de culinária do Bem Simples têm uns rapazes metidos a grandes chefs de cozinha que preparam umas gororobas estranhas e querem nos fazer acreditar que aquilo é um manjar dos deuses. Tá.
Para começar, e aí entra meu lado implicante e "inguinórante", peixe tem que ser cozido, frito ou assado! Comer peixe cru? O caramba!
Desculpem.
Numa receita nojenta, o rapaz com pinta de galã e metido a grande chef, bate no liquidificador pedaços crus de atum ou salmão com leite e gelatina incolor e faz daquilo um (uma?) mousse rosada que lembra mousse de goiaba. 
Mousse para mim tem que ser doce e acho estranho comer mousses salgadas e geladas. Nojento!
Talvez eu não tenha um paladar refinado, admito, mas têm certos alimentos que não como de jeito maneira jeito qualidade!
Essas comidas estranhas metidas a elegantes não combinam com meu paladar de pobre, acostumado a cuscuz com sardinha seca e rapadura de sobremesa.
Desculpa aí, de novo.
É isso.

                          
Não, obrigada.
                                  

sexta-feira, 4 de maio de 2012

Docinhos

                                              


Fomos à uma festinha de aniversário muito simples. Era apenas um bolinho, alguns docinhos e refrigerantes.
A casa do aniversariante era bem simples também, quase nem cabia todos os ilustres convidados.
Fomos papai, mamãe, eu, Rogério, Naldão, Fubá e a pequena Rosi, na época.
Seria um pedaço de bolo, um beijinho e um brigadeiro para cada convidado e pronto. 
Aguardávamos impacientes pelo "Parabéns a você..." para podermos finalmente comer o bolo e os docinhos. Rosi queria um dos doces: brigadeiro e beijinho, mas a dona da casa disse que não podia comer ainda e colocou as bandejas em cima da geladeira, fora do nosso alcance. Mas ela não contava com nossa astúcia!
Rogério, Naldão e eu éramos grandões já naquela época e podíamos alcançar a geladeira. Como a casa era muito pequena, ficamos espremidos na cozinha bem ao lado da geladeira e era exatamente o que precisávamos.
Disfarçamos e pegamos alguns docinhos, mas o auge da gula somada à esperteza e falta de educação foi quando apagaram as luzes para cantar o "Parabéns...".
Eu, Rogério e Naldão alcançamos as bandejas com os doces e atacamos o mais rapidamente que pudemos. As luzes são acesas e tentamos disfarçar nossas bocas cheias e nossa cara de pau. 
O aniversariante corta o bolo e a dona da casa vai pegar os doces, mas cadê?! As duas bandejas com brigadeiro e beijinho estavam vazias! 
A mulher ficou doida: "Mas que falta de educação! Que coisa feia! Quem fez isso?! Gentalha! Bando de @#$%¨*!"
Nós tentávamos segurar o riso e ao mesmo tempo fazer cara de indignação.
Voltamos para casa e papai e mamãe perguntam: "Foram vocês que comeram escondido os doces da festa, não foram não? Vocês me matam-me de vergonha! Isso é coisa de gente amundiçada!"
"É mãe, mas a mulher é a maior mão de vaca, a gente pediu um docinho só e ela falou que não podia, então nós catamos e comemos tudo. Bem feito! Só pra deixar de ser miserável!".
Ainda hoje Rogério lembra desse causo e damos boas gargalhadas.