quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

Ilha Comprida - Gatos

Ilha Comprida
                                                    

Sempre falo e não me canso de repetir: "Ninguém é obrigado a amar animais, mas tem que respeitá-los".
Minha mais recente aquisição foi Cássio Antônio, e para falar a verdade, foi ele que me adquiriu.
Cássio chegou com algumas marcas de abuso, tem marcas de queimadura de cigarro em seu pelo. Só queria cinco minutos com o cabra safado que fez isso antes de entregá-lo para a Polícia.
Tem um gatão invocado na vizinhança que tem a cara de pau de pular a grade do portão e tocar o terror na minha gataiada e obviamente eles miam e fazem barulho. O simpático vizinho disse que queria abrir a janela e "dar um jeito" neles, pois o distinto não gosta da "zuada" que os felinos fazem.
Bom, nem eu nem ninguém podemos controlar o instinto animal, mas se eles pudessem ler, eu colocaria uma placa dizendo: "Queridos gatos, por favor, brinquem ou briguem em silêncio. Obrigada, a Direção".
Cássio Antônio é muito carente e está ainda muito inseguro e tem pouca confiança. Me segue por toda parte, pede carinho, mia desesperado quando sente-se sozinho e adora um chamego. É muito ativo, brincalhão, destruidor de plantas inocentes e muito carinhoso.
Não sei que mal uma criatura pequena e inocente dessa pode fazer!
Não sei o que leva uma pessoa a fazer tamanha crueldade com criaturas inocentes. Será que acham engraçado?
Quem é o animal aqui?
Fui convidada para passar o Réveillon em Ilha Comprida mas precisei declinar; não sinto-me segura deixando seis gatos adultos e um filhote sozinhos em casa e além do mais, tenho receio de ficar fora por muito tempo devido às chuvas fortes que geralmente alagam minha humilde residência.
Há outros motivos também, mas esses são os mais fortes. Talvez sejam.
Bom, acredito que não faltarão novas oportunidades. Acredito.
É isso.


                               

                        

quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

Insuportável

                        

Tem feito um calor insuportável. Trinta e cinco graus com sensação de quarenta, pelo amor de Deus!
Detesto calor. Passo mal, fico mole, sem ânimo.
E o pior é que o verão só está começando!
Não saí de casa hoje e nem fiz muita coisa, fiquei desanimada, molenga.
Que cheguem logo as águas de março fechando o verão.
Que cheguem logo os longos dias frios, cinzentos e chuvosos.
É isso.

                           

terça-feira, 25 de dezembro de 2012

Fogos

                         

Muitos fogos de artifício. Coloridos, bonitos, barulhentos e assustam meus gatos.
Os animais têm audição mais apurada que nós, bichos humanos, e por isso o barulho dos fogos os incomoda.
Estão encolhidos pelos cantos, escondidos debaixo do carro e dos móveis.
Eu particularmente não sou muito fã de fogos, acho que as pessoas exageram nas comemorações e nas explosões.
É isso.

                           

Romãs

                           


Sonhei com romãs. 
Romãs grandes, bonitas com suas sementes de cor fúcsia.
Romãs são símbolo de muito significado para a vida judaica e os compromissos assumidos pelos judeus. 
Adoro romãs, adoro frutas.
É isso. 


                         

segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

Feliz Natal 2012

                           



Feliz Natal a todos. Feliz Natal.


                             

domingo, 23 de dezembro de 2012

Meus gatos e a árvore de Natal



 

Escada

                            


Comentei com minha irmã Rosi que a maioria dos consultórios médicos onde vou são sobrados com escadas sem fim.
Eu vou degrau por degrau e isso demora um pouco.
Na minha mais recente consulta com o gastroenterologista, sofri para subir as escadas cujo corrimão ficava do lado "errado"; ficou difícil subir me apoiando no corrimão com a mão esquerda.
Cada vez menos encontramos casas térreas, ou são sobrados ou prédios. Pelo menos a maioria dos prédios têm elevadores.
Estava me lembando de uma época em que procurávamos casa para alugar e todas as que víramos tinham escada. Eu fazia piadinhas para provocar a Rosi e dizia: "Mas tem escaaaaaada".
Hoje em dia sou eu quem as evita, mas isso não fácil.
Acho que paguei a língua por "zuar" minha irmã.
Si ferrei.
É isso.

                             

                                   

Múmia

                                 

Estou sentindo-me uma múmia; dura, entrevada, dolorida.
A artrose tem piorado e as dores de minha coluna e joelho estão mais fortes e intensas. O remédio que o ortopedista receitou já não faz o mesmo efeito de antes e o convênio médico não autoriza os exames de imagem que o doutor pediu.
Meu pé esquerdo está bem inchado e dói muito quando o coloco no chão, piso com o pé meio de lado.
Consultas e exames só ano vem, mas ainda bem que só falta uma semana.
Vou ficar bem.
É isso.

                               


                                

Cássio Antônio

                             


Sexta-feira à noite recebo uma mensagem de um conhecido falando sobre uma gatinha abandonada que seguiu a sua namorada até em casa. A suposta gatinha tinha frio, fome, estava molhada pela chuva e tinha sinais de abuso. Algum infame, nojento, filho duma égua manca, sem Jesus no coração queimou o bigodinho do pobre felino.
Eu respondi-lhe dizendo que já tenho seis gatos e não estou segura quanto ao nosso futuro residencial. Disse-lhe que procurasse outras pessoas, quem sabe não encontraria alguém bacana, simpática, meiga e gentil, humilde e amante de animais como eu. Ele tentou.
Isso era umas oito horas da noite, fiz minhas coisas e lá pelas dez fui para cama. Li até as duas da manhã e depois adormeci. Às sete da manhã o celular toca e era meu conhecido desesperado dizendo que o pai da namorada havia dado um ultimato: ou arrumava um lugar para a gatinha ou a colocaria na rua de novo! A moça se debulhou em lágrimas e pediu ao namorado para me procurar. Precisavam chegar aqui cedo e retornar para casa até as dez horas, pois o pai dela usaria o carro que emprestou para que trouxessem a gatinha.
Pediram mil desculpas pelo transtorno, choraram e eu disse que podiam ficar sossegados, eu cuidaria do bichano e procuraria alguém que o quisesse.
Foram embora mais aliviados e eu preparei um cantinho para a dita gatinha. Resolvi conferir se ela era fêmea e vi que não, é um gatinho. Se fosse gata receberia o nome de Azaleia Cássia ou Cassiopeia, mas como é gatinho, dei-lhe o nome de Cássio Antônio.
Cássio em homenagem ao goleiro do Corinthians e Antônio em homenagem ao meu bisavô Antônio Francisco.
Ontem ele estava tímido e assustado mas hoje pela manhã já ganhou confiança e brincou com as plantas, "atacou" a árvore de Natal, dormiu no meu colo, pediu carinho e agora dorme sobre a almofada de Branca Maria.
Cássio Antônio é amoroso, dengoso, charmoso, brincalhão e muito lindo, claro.
Obviamente já ouvi sermões sobre a quantidade de gatos, que custa caro manter tanto gato, que isso que aquilo.
Eu o ofereci ao vizinho, que o achou lindo, mas o problema é que ele está com uma gata e quatro gatinhos.
Complicou.
Minha gataiada está toda enciumada e só Ébano Nêgo Lindo que tenta uma aproximação. Ébano é muito meigo, dócil, charmoso e lindo.
Todo mundo aqui é lindo.
Cássio Antônio é preto e branco, as cores do Poderoso Timão.
Estou preocupada, minha Nossa Senhora!
Cássio Antônio dorme agora.

                                 

sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

Alívio

                                  

Tive um sonho tão bom, meu Deus.
Tenho tido problemas de saúde, pessoais, animais, familiares e outros, graças a Deus.
Mas eu sempre lembro do que dizia mamãe: "Deus não desampara os filhos Dele".
Tenho aperreado os ouvidos divinos e celestiais com minhas preocupações, cismas, inseguranças, tristeza...
Eu sei que tem gente em situação difícil, mas não peço só por mim, peço pelos meus gatos inocentes, adorados, mimados, inteligentes e terríveis.
Tive mais uma noite de insônia; desliguei a TV que estava muito chata e só falava sobre o fim do mundo. O chato e ruim dos programas televisivos é que pegam um assunto e remoem até não dar mais. Saco!
Abri a janela do quarto para ventilar, fazia um calor do caramba.
Comecei a ler o livro "Diário de um Banana - Rodrick é o cara". É um livro muito bacana, direcionado ao público infanto juvenil, de fácil e agradável leitura.
Acho que sou suspeita para falar de livros.
Aliás, vi uma árvore de natal feita com livros. Queria tanto fazer, tenho tantos livros, mas meu talento artístico é zero.
Bom...
Mas eu falava sobre meu sonho bom.
Caminhava pelas ruas do bairro; ruas tranquilas, vazias, arborizadas, casas com jardins floridos e uma sensação imensa de paz, liberdade e alívio do peso que machuca meus ombros, minha alma, minha paz.
Caminhava pelo enorme terreno onde ficavam os cavalos a correr em liberdade.
Permita Deus que esse sonho se realize.
Amém.




Ser Humano

Estou indo ao Pet Shop e encosto o carro para atender ao celular; não era nada importante, apenas uma cobrançazinha básica.
Desligo o celular e ouço uma gritaria, vejo um homossexual discutindo com um rapaz e outras pessoas que estavam em um bar.
O homossexual é agredido verbalmente, recebe alguns chutes do agressor e ameaça chamar a polícia.
As pessoas paravam para ver a cena dantesca e achavam muita graça naquilo; ninguém tentou ajudar.
O homossexual disse algo que me intrigou: "Você é muito macho e quer bancar o santinho pra sua mãe, mas você é um comedor de v...!"
A mãe do rapaz falso moralista quis tomar satisfação com o gay, mas ele não permitiu, virou as costas e foi embora.
Fiquei pensando...
Já vi e li muitas reportagens e documentários sobre homens ditos muito másculos, machões, casados e pais de filhos que mantêm uma vida amorosa/sexual secreta. 
Saem com travestis, mantêm relacionamentos sérios com eles mas mantêm o casamento "normal" para poder serem aceitos pela família, colegas, amigos e a Sociedade. 
Mas o fato mais curioso e até revoltante, algumas vezes, é que muitos desses machões que têm relacionamentos homossexuais dizem odiar gays, lançam palavras de ódio e intolerância e se dizem muito moralistas e defensores da moral e dos bons costumes das famílias.
Li um artigo no jornal americano San Francisco Chronicle onde um leitor mandara carta com algumas dúvidas e questões para a senhora que respondia às cartas dos leitores, a Dear Abby.  Na carta o leitor diz que é casado há mais de vinte anos, tem filhos e uma bela família constituída, mas aos fins de semana vai pescar com o amigo de infância que também é casado e tem filhos.
Até aí nada demais, mas o "problema" é que os amigos na verdade são amantes e pescar é só uma desculpa para ficarem sozinhos e se amarem. Para as famílias de ambos é tudo muito normal, pois amigos saem para pescar.
Os amigos se amam desde pequenos, estudaram na mesma escola, moravam no mesmo bairro e se casaram no mesmo dia. 
Meio parecido com o filme Brokeback Mountain. Uma das cenas que achei belíssima é quando a personagem do falecido Heath Ledger diz para o amante, interpretado por Jake Gyllenhaal: "Você me faz desejar aquilo que não posso ter".
Achei a frase bela, forte e sofrida.
Sonho com o dia em que a máscara do falso moralismo caia e todas as diferenças sejam respeitadas e as pessoas possam amar quem elas quiserem.
Lembro de uma frase do neurocientista da série Perception:"Ser diferente, ser único é uma característica de ser humano".
Como já disse antes, sou heterossexual, mas respeito a todos e as suas escolhas.
É isso.