segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Tanya Angus

                                              

Era uma moça bonita de Las Vegas, nos Estados Unidos.
Tanya tinha uma vida normal até ser diagnosticada com um tumor de hipófise aos vinte anos de idade.
Tanya tinha muitas dores de cabeça e começou a perceber que seus sapatos não serviam mais. Ela fez cirurgias e tomava medicamentos, mas continuava crescendo mesmo assim e para piorar a situação, as pessoas perguntavam se ela era mulher ou homem.
Eu sei bem o que é isso.
Tanya morreu hoje de manhã, aos 34 anos, de parada cardíaca e um AVC (acidente vascular cerebral).
Fiquei muito triste, embora não a conhecesse pessoalmente; mas a conhecia por meio do grupo americano de apoio a acromegálicos, Acromegaly Support.
Aqui no Brasil não temos um grupo de apoio e nem muita informação a respeito da Acromegalia.
Nos Estados Unidos as pessoas se unem mais em prol de uma causa e procuram políticos, celebridades e gente influente para conseguir apoio e ajuda. No Brasil, infelizmente, as pessoas se reúnem sim em prol de uma causa séria, mas ainda não temos o hábito de seguir em frente, de cobrar que nosso pedido seja atendido, ainda não. Não somos levados a sério.
A Acromegalia, se não tratada, leva a óbito e a expectativa de vida para os pacientes que não sabem que têm a doença e/ou não se tratam é de cinquenta anos.
Bom, que Deus receba essa moça e que ela possa enfim ter paz.
Amém.
A seguir, imagens de Tanya Angus antes e depois da Acromegalia.



Tanya, com uma camiseta que antes lhe servia

Tanya antes da Acromegalia
Tanya já acromegálica com Wayne Brown, fundador da  Comunidade de apoio a acromegálicos (EUA). Acromegaly Support Community

Instinto Materno

                             


Não lembro se já falei sobre esse tema, mas preciso retomá-lo.
Falei sobre o casal de vizinhos que ignorava o filho, principalmente a mãe, e por conta disso o menino desenvolveu doenças respiratórias e alérgicas; uma sintomatização do problema real: abandono emocional e afetivo.
Este casal mudou-se da casa e nela agora moram seus parentes que têm o mesmo comportamento ruim para com os filhos.
No começo morava uma casal com o filho bebê de sete meses e observei o comportamento deles para com o menino. O pai é muito carinhoso, beija o filho, conversa carinhosamente com ele, mas a mãe é "seca", grossa, fria e grita o tempo inteiro com o bebê como se ele tivesse dez anos ou mais.
Ela é impaciente e deixa o bebê só no berço enquanto faz as tarefas domésticas e se irrita quando a criança chora: "O que é que você quer, seu banguela, seu feio?, Você é muito ignorante, não vou lhe dar mais nada!". Isso porque o bebê deixou cair um brinquedo que ela lhe dera.
O menino chora muito quando está a sós com ela e eu fico com dó.
Há alguns meses chegou uma parente deles com a filha de um ano e meio e o tratamento dessa moça para com a menina é ruim também.
A menina chora o tempo inteiro, chora por atenção. A menina é infeliz, vive sob uma pressão e um stress terríveis.
A mãe grita com ela, ameaça, a humilha, a deixa chorando só e a deixa de castigo sozinha no quarto.
Chama a filha de égua, fdp, sua c... e outros nomes feios. É uma tortura psicológica e emocional dos infernos! Deus me perdoe.
Esses dias a menina fez xixi nas calças, pois a mãe quer que a filha deixe as fraldas a qualquer custo e a avise quando quiser fazer suas necessidades. Lembrando que a criança tem apenas um ano e meio!
A mãe amorosa disse: "Você mijou na roupa de novo? Eu já não lhe falei pra me avisar quando quiser mijar, sua égua! Pois agora vou deixar você assim e só vou lhe trocar quando eu quiser!".
A criança chorava e isso me causou tanta pena.
E para ajudar a piorar a situação para a vida infeliz dessas crianças, tem o tio folgado e aviadado que também atormenta essas pobres vítimas de gente estúpida, ruim e ignorantes.
Desculpem o termo, não tenho preconceito contra gays, mas esse cabra me irrita não por ser efeminado, mas por ser mau, frio e tornar a vida dessas crianças num inferno maior ainda. 
Ontem eu quis denunciar esses infames, mas fiquei com receio, pois são meus vizinhos de parede; parede finíssimas, diga-se de passagem.
As casas são geminadas e escuta-se tudo, desde as músicas ruins aos gritos de tortura e abuso contra essas pobres crianças.
Eu lavava a garagem e escuto a menina chorando e a mãe mandando que se calasse, o tio fresco a segura e diz: "Só vou lhe soltar quando você parar de chorar". Eu queria ter força e saúde para tirar a menina das garras desse infame e meter-lhe as mãos nas fuças, filho duma égua, safado, sem vergonha!
Observei, como sempre faço, que a violência e o abuso físico, verbal, psicológico e emocional provém das mães. O pai da menina ainda está em sua cidade natal e vem a São Paulo depois de resolver algumas pendências, segundo soube.
O pai do menino sai de madrugada para trabalhar e só volta no começo da noite e quando chega é aquela festa, o menino sorri, grita de alegria, é feliz.
Hoje mesmo ouvi o tio afrescalhado e a mãe da menina gritando com ambas as crianças; os pais do menino trabalham e o deixam em casa com essas duas criaturas abomináveis.
O bebê balbuciava, eu acho lindo os sons que os bebês emitem, e o tio abestado mandou o bebê calar a boca e ficar quieto: "Chega de 'dada gugu', fique quietinho, fique".
É nessas horas que sinto a presença de Deus e confirmo Sua Existência, porque se eu estivesse em boas condições físicas, daria uns cola brinco nos escutadores de música ruim desses nojentos!
Lembro de meu professor de Psicologia, Mr. Nathan Slaughter do Departamento de Psicologia do Merritt College em Oakland, California. O professor é meio "secão", durão, não muito afeito a firulas e puxa saquismo dos alunos e colegas. Ele disse que não existe instinto materno e isso foi criado pela igreja para que as mães tenham um bom comportamento para com seus filhos.
Não são todas as mães que amam seus filhos, muitas os tratam mal e os culpam por seus problemas. Somos animais e algumas fêmeas de outras espécies comem seus filhotes após o nascimento.
Não são todas assim, existem mães boas e amorosas que cuidam bem dos filhos, mas essas pobres crianças vizinhas não tiveram essa sorte.
Infelizmente.

                                   

                               



domingo, 13 de janeiro de 2013

Umbu ou Imbu

                                


Umbu é uma frutinha azeda e de cor esverdeada que quando madura torna-se amarelada e doce.
A maioria das pessoas, principalmente as nordestinas, como eu, chamam a fruta de Imbu.
Umbu ou Imbu, tanto faz, o importante é que adoro.
Tenho paladar aguçado para as frutas exóticas do Norte/Nordeste e gosto muito de jaca, pinha, pitomba, imbu...
Imbu significa "árvore que dá de beber" porque sua raiz, em forma de batata,  conserva água e é utilizada como alimento.
Lampião e seus cangaceiros desfrutavam dos benefícios do Umbuzeiro e seus frutos.
Vi uma vez no Globo Rural uma senhorinha bem idosa subindo nos Umbuzeiros para a colheita farta; fiquei com inveja: poder subir em árvores e colher umbus!
Passei na barraca de frutas do conterrâneo para tomar água de coco e perguntei se tinha umbu, e ele disse: "Tem não. O povo daqui gosta não e não compra não. Só gosta de fruta daqui de Sum Paulo".
É uma pena, um pecado e um desperdício!
Eu disse ao conterrâneo que é difícil o povo mais novo comprar essas frutas estranhas, só gente "véia" que vem lá do Sertão, como eu, é que gosta. 
Ele disse que chegaria um caixa de umbu neste fim de semana e pedi-lhe que reservasse alguns muitos para mim.
Pessoas que não gostam de jaca, pinha, pitomba, umbu e outras frutas deliciosas como estas, não são normais.
É isso.

                            







sábado, 12 de janeiro de 2013

Noite Boa, Dia Bom

                             


Tive uma boa noite de sono, graças a Deus. 
O friozinho em pleno verão ajudou; finalmente usei meu amado edredom, coisa boa!
As dores nos ossos, principalmente nas pernas, amenizaram e as dores do estômago também, mas como alegria de pobre dura pouco, a pressão não ficou apenas alta, ficou ultra-super-mega-hiper-plus alta. O meu anti-hipertensivo acabara mas eu tinha um outro que é mais leve e é distribuído nos Postos de Saúde.
Muito leve e foram necessários quatro comprimidos para conseguir abaixar a bendita da pressão alta.
Levantei-me um pouco tarde para os meus padrões, às nove horas, e tive tontura e achei melhor esperar um pouco. 
Depois da pequena melhora, saí para pagar mais contas; fazer conta e ficar devendo é o que o pobre sabe fazer de melhor. 
A ração da gataiada acabara e tinha só dois sachês de ração molhada que se multiplicaram e alimentaram sete gatos famintos. Graças a Deus.
Ébano Nêgo Lindo e Cássio Antônio comem até pedra, basta colocar um salzinho por cima, mas os outros gatos nem leite tomam. São frescos demais.
Fui aos bancos, comprei ração e fui à farmácia na Vila Maria, a Droga São Paulo, lá sempre acho meu remédio para controle da hipertensão. Aqui no meu bairro tem que encomendar. Tá.
No caminho até o carro encontrei uma aluna bem simpática e animada.
Cheguei em casa e os gatos estavam desesperados, abri a porta e os sete estavam esperando e farejavam as sacolas de compras que nem doidos.
Coloquei ração em seus potinhos e agora todos dormem de buchinho cheio, como diria mamãe.
Comprei a ração do Pet Center da Marginal, caro que só. O sachê de ração molhada estava noventa centavos no Atacadão e no Pet Center estava dois reais, o dobro.
Os supermercados não vendem sacos de ração felina maiores que os de três quilos, então o jeito é comprar no Pet Center.
Havia uma promoção que daria um brinde para quem comprasse sacos de dez quilos de ração e quando cheguei ao caixa para pagar, mencionei o fato à nada simpática funcionária e ela disse muito amavelmente: "Que promoção? Não sei de promoção nenhuma!".
Me arretei, mentiria por quê?!
Fui ao cadastro e mostrei a nota fiscal e a menos entojada funcionária me deu o brinde. Ainda ganhei um marca página com patinhas desenhadas, bem bonitinho.
Ainda passei no supermercado do bairro para comprar café.
Ufa!
Sou igual a São Paulo, não paro nunca. Graças a Deus.
É isso.

                                     

                                     

quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

Goleiro Marcos

      


Fui ao Carrefour para jogar na Mega Sena e pagar algumas contas; acho uma palhaçada o fatos de os bancos não receberem esse tipo de conta.
Almocei no restaurante dentro do Carrefour, a comida é boa e variada apesar de ser meio salgadinha e o preço também.
Havia outras opções e a pessoa que me acompanhava queria provar os novos sanduíches do MacDonald´s; recusei.
São caros e o gosto é o mesmo. Com o preço de um combo, hambúrguer,  fritas e refrigerante, pode-se comer bem melhor em uma churrascaria. 
Achei um roubo os preços praticados pela rede gringa de lanchonetes, vinte e seis reais por um combo?!
Por vinte e nove reais almoçamos eu e a pessoa que me acompanhava e tinha bastante variedade.
Tomei um milkshake do Giraffa´s, cujo preço obviamente é mais barato que o do MacDonald´s. E aquele palhaço cor de ketchup e mostarda? Pelo amor de Deus! Gosto daquilo não.
Almocei e fui ver algumas plantas, adoro. Minha irmã Rosi diz que meu jardim parece a Mata Atlântica. Parei depois em uma banca de jornal bem variada e comprei o livro "O Corpo Humano" para minha sobrinha Maria Julia e o livro "São Marcos de Palestra Itália" para ela, os irmãos e o pai palmeirenses.
Sou maloqueira, sofredora, graças a Deus. Sou Timão, sou Curinthia, mas respeito os outros e suas opções. Acho bobagem, burrice e estupidez brigar e até mesmo matar por causa de diferenças, sejam elas quais forem.
Papai era palmeirense e junto com meu irmão Rogério, eram os "errados" da família.
O goleiro Marcos se parece muito com meu irmão, ou vice versa, e é um cara bem bacana, bem ao contrário de alguns jogadores de nariz empinado.
Sou Corinthians, gosto da Portuguesa e do Sport Recife, mas qualquer jogo que tenha entre esses times e meu Timão, sinto muito... Vai Corinthians!
Respeito sim, violência não.
É isso.

Da esquerda para a direita: Naldão, Fubá e Rogério


Papai: Pernambucano, Palmeirense e Macho


Paladar

                             


Adoro cozinhar, principalmente preparar bolos, pudins, mousses e outras guloseimas engordativas.
Tenho insônia crônica que somada às dores, não deixam o mais dos sonolentos dormir.
Ligo a TV e gosto de assistir a programação culinária do canal Bem Simples, com já falei aqui. Têm muitas receitas legais e deliciosas e estou doida para fazer um pudim de coco com laranja. Se for ao mercado hoje, grande novidade, comprarei os ingredientes e farei. Preciso também fazer brigadeiro e um bolo de chocolate para as crianças.
Bom...
No programa de culinária do Bem Simples têm uns rapazes metidos a grandes chefs de cozinha que preparam umas gororobas estranhas e querem nos fazer acreditar que aquilo é um manjar dos deuses. Tá.
Para começar, e aí entra meu lado implicante e "inguinórante", peixe tem que ser cozido, frito ou assado! Comer peixe cru? O caramba!
Desculpem.
Numa receita nojenta, o rapaz com pinta de galã e metido a grande chef, bate no liquidificador pedaços crus de atum ou salmão com leite e gelatina incolor e faz daquilo um (uma?) mousse rosada que lembra mousse de goiaba. 
Mousse para mim tem que ser doce e acho estranho comer mousses salgadas e geladas. Nojento!
Talvez eu não tenha um paladar refinado, admito, mas têm certos alimentos que não como de jeito maneira jeito qualidade!
Essas comidas estranhas metidas a elegantes não combinam com meu paladar de pobre, acostumado a cuscuz com sardinha seca e rapadura de sobremesa.
Desculpa aí, de novo.
É isso.

                          
Não, obrigada.
                                  

Amor e Violência

                              

Assistia aos telejornais e me assusto e preocupo com a violência. Parece que a vida humana perdeu o valor e matar por qualquer coisa ou motivo é algo comum.
Absurdo cruel atirar em uma moça grávida de nove meses! Mataram por matar? Pois não levaram a bolsa nem o carro da vítima. Será que foi crime passional? Posso estar falando besteira, mas penso na possibilidade de alguma ex namorada do marido da grávida ter participação nesse ato vil.
Outra barbaridade ocorreu com um casal de Goiás; uma bomba caseira foi jogada dentro do carro do casal por um suposto ex namorado da moça.
Vejo no programa do Datena e do Marcelo Rezende barbaridades cometidas em nome do amor, do ciúmes, da possessividade e obsessividade.
As pessoas não aceitam o fim de seus relacionamentos e não suportam ver o/a ex com outro/a. 
Claro, amar dói, perder a pessoa amada para outro/a dói mais ainda, mas tirar a vida de alguém ou usar de qualquer outro ato vil não justifica.
Ninguém tem o direito de tirar a vida de ninguém e se a relação se desgastou, o melhor a fazer é partir para outra/o. É difícil e doloroso, mas a vida continua e ninguém é de ninguém.
O problema dos relacionamentos atuais, me parece, são a possessividade, a obsessividade e o ciúme crônico e o resultado disso tudo somado é o descontrole emocional seguido de violência verbal, emocional e física.
As pessoas estão tão inseguras que não conseguem viver sós por um tempo e se estão em um relacionamento, o protege com unhas e dentes.
Será que isso é amor? 
Não, não é.
Quando a coisa transforma-se em obsessão o amor perde o espaço para a neura, a desconfiança, o ciúme doentio e termina com violência e até morte.
Isso definitivamente não é amor.
Lembro de uma frase bobinha que gostávamos de escrever em nossos cadernos. As meninas tinham cadernos coloridos, enfeitados e bonitinhos onde escreviam frases de amor e era assim: "O Amor perguntou ao Ódio: Por que odeias tanto?, e este respondeu: Porque te amo demais"
O mundo anda tão complicado.
É isso.